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Análises The Legend of Zelda: Link's Awakening

The Legend of Zelda: Link's Awakening

Uma viagem nostálgica à ilha Koholint, da qual não queríamos regressar.
Juan A. Fonseca 20 Setembro 2019

A Nintendo referiu-se sempre a The Legend of Zelda: Link's Awakening como um novo jogo, nunca utilizando termos como remake ou remaster, mas é isso mesmo que ele é. Uma adaptação de um verdadeiro clássico da saga The Legend of Zelda, que apresenta uma versão modernizada de um jogo que nasceu como um 8 bits. O grosso da experiência está semelhante, mas as melhorias implementadas tornam Link's Awakening num jogo tão relevante agora como o foi há 20 anos.

Trata-se de um Zelda clássico, com perspetiva a partir de cima, um design tradicional de masmorras, e vários puzzles para os jogadores resolverem. Em cima disso beneficia de um mundo encantador com personagens memoráveis, que acabam por deixar a sua marca na memória dos jogadores. É também um The Legend of Zelda com uma premissa um pouco diferente do habitual. Desta vez o objetivo não passa por salvar o mundo, apanhar o Triforce, encontrar a princesa, ou derrotar Ganon. Não, o objetivo é descobrir uma forma de sair da ilha de Koholint, algo que aparentemente é impossível por um motivo que terá de descobrir durante a aventura.

A premissa da história é simples, mas ganha profundidade através das suas personagens. Marin, Tarin, Madam MeowMeow, e até o tipo da loja, são figuras com as quais adorámos interagir durante a aventura. A sua ajuda também será essencial, enquanto tentará encontrar os outros instrumentos das Sirens que estão escolhidos em masmorras.

Se a premissa é clássica, o grafismo é completamente novo, ainda que mantenha o mesmo estilo e perspetiva. Visualmente é extremamente colorido e polido, encantador até, e transborda charme. Na sua simplicidade, Link's Awakening consegue apresentar um grafismo que nada deve a outros jogos na consola, sobretudo a nível de estilo e expressão. As próprias animações são uma delícia, mas há um senão.

Embora o jogo mantenha uma fluidez próxima dos 60 frames por segundo durante a maior parte do tempo, existem momentos em que existem quebras notórias, o que é estranho, já que a nível técnico não parece ser particularmente exigente - a qualidade visual vem do design, não do motor gráfico. Talvez isto se deva à forma como o mapa está montado. No original o mapa era formado por ecrãs próprios ligados entre si, enquanto que o novo mapa está todo ligado e funciona de forma corrida.

Esse foi o único defeito sério que encontrámos com The Legend of Zelda: Link's Awakening. Bom, esse e alguns puzzles mais injustos e complicados do que deviam ser, mas foram poucos. Nada, contudo, que prejudique demasiado o que é de resto uma viagem deliciosa.

Se não jogou o original, não irá aperceber-se disto, mas esta nova versão inclui algumas alterações a nível de jogabilidade e controlos. O jogo toma total proveito dos comandos da Switch, permitindo executar várias ações de forma direta que não eram possíveis no original, como atirar bombas, equipar o arco, ou calçar botas mágicas. Isto torna a experiência mais dinâmica, imediata, e agradável.

Outra novidade é Chamber Dungeons, um modo de edição de masmorras que funciona à base de um sistema bastante prático e acessível. À medida que visita masmorras irá desbloquear cópias das salas por onde passa, e que depois pode juntar para criar a sua própria masmorra. Até pode criar desafios e recompensas, e é um design tão interessante que quase num parece um teste para um potencial Zelda Maker. Só temos pena que não seja possível partilhar masmorras online.

The Legend of Zelda: Link's Awakening tinha um duplo desafio pela frente: corresponder às memórias nostálgicas dos fãs ao mesmo tempo que apresentava uma experiência de jogo cativante para um novo público. Parece-nos que conseguiu cumprir os dois objetivos com nota elevadíssima. O espírito, o estilo de jogo, e a experiência geral do original foram mantidos, mas elevados graças a um grafismo moderno, um design mais dinâmico, e controlos expandidos.

Por tudo isto, acreditamos que The Legend of Zelda: Link's Awakening é um jogo tão relevante como o foi aquando do lançamento original. É possível encontrar narrativas mais interessantes, design mais complexo, e grafismo superior, mas não são muitos os jogos que apresentam este nível de charme e de conforto. Como deve ter percebido, recomendamos veementemente este jogo, independente de ser um fã do antigo ou um jogador virgem na saga.

9
Excecional em 10 · Gamereactor Portugal
Prós Um verdadeiro clássico modernizado na perfeição. Puzzles desafiantes. Grafismo encantador.
Contras Algumas quebras de fluidez. Alguns puzzles (poucos) são algo injustos. Não permite partilhar as masmorras editadas online.
Nota da rede Média de 11 edições da Gamereactor
8,6 amplitude 7–9
Gamereactor 9
Gamereactor Danmark 8
Gamereactor Sverige 9
Gamereactor Norge 7
Gamereactor Suomi 8
Gamereactor Deutschland 9
Gamereactor España 9
Gamereactor France 9
Gamereactor Italia 9
Gamereactor Portugal 9
Gamereactor Asia 9
Perfil completo 38 artigos publicados
9
Excecional Nota da rede em 11 edições
Dados do jogo
Produtora Nintendo, Grezzo
Editora Nintendo
Data de lançamento 19 Setembro 2019
Género Action, Adventure
Plataformas
Nintendo Switch
Porquê confiar na Gamereactor
23 Edições Cada uma com a sua redação e as suas notas.
1998 A publicar desde De propriedade independente desde o início.
100% Jogado por nós Escrito a partir do tempo passado com o jogo, nunca de material de imprensa.
1–10 Nota da rede A nota de cada edição, com média feita e à vista.