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The Elder Scrolls Online: Blackwood

The Elder Scrolls Online: Blackwood

Continuamos a desvendar os planos dos Daedra, agora com dois companheiros.

Lançado em 2014, The Elder Scrolls Online é um dos poucos MMO que continuam a resistir ao impacto de outros géneros populares, como os MOBA e os Battle Royale, ao ponto de ser atualizado e expandido com regularidade. Este ano a Zenimax decidiu fazer algo especial, lançando uma grande saga - Gates of Oblivion - dividida em quatro expansões. Primeiro saiu Flames of Ambition, em março, e agora foi a vez de Blackwood, com mais duas expansões previstas para o terceiro e o quatro trimestres, respetivamente.

Blackwood é também o nome da nova área de jogo que os jogadores irão explorar, uma área que envolve novos planos dos Daedra, entre outras intrigas e aventuras. A história principal envolve um mistério político, que tem um Draedric a puxar os cordelinhos, e para resolver esta intriga irá contar com a ajuda de Eveli Sharp-Arrow, que é uma espécie de Sherlock Holmes élfico. Já dissemos que a Dark Brotherhood também tem interesse em tudo isto?

A história principal tem alguns momentos interessantes e boas reviravoltas, e gostámos de interagir com várias personagens. Contudo, este estilo mais virado para mistério e intriga não nos agarrou como outras aventuras de The Elder Scrolls Online que experienciámos no passado. Também ficámos algo desapontados com o estilo visual de Blackwood, demasiado seco e básico em comparação com outras áreas bem mais interessantes e vivas. Este estilo pode ser interessante, com florestas densas e pântanos encobertos por nevoeiro, mas o jogo não consegue alcançar esse ambiente.

Em contraste, as zonas dos Daedra são apresentadas com todo o seu esplendor fervescente. Lava, construções bizarras, e cinzas, formam um cenário desolador, e algumas das novas masmorras até permitem ter um vislumbre dos Oblivion Plains of the Deadlands, que é não só a casa do próprio Mehrunes Dagon, como refúgio para terríveis criaturas Daedric. É uma visão imponente e devastadora, que até mostra criaturas gigantes em confronto como cenário de fundo.

Cada nova região tem também o seu próprio evento mundial. Mantendo-se fiel ao tema dos Deadra, esta atividade surge na forma de um portal para o reino de Oblivion. Na realidade funcionam como pequenas masmorras, em que terá de combater poderosas hordas de inimigos. Como recompensa irá receber muitos pontos de experiência e a chance de ganhar itens valiosos. Em cima disto também existe um novo Trial para 12 jogadores, novos conjuntos de equipamento, inúmeras missões, e tudo o resto que já nos habituámos a esperar de The Elder Scrolls Online.

A principal novidade é portanto o sistema de companheiros controlados pela inteligência artificial. É um elemento que os jogadores há muito pediam, e que apreciámos imenso, embora não exista muita escolha. De momento só pode aceitar a companhia de uma Dark Elf chamada Mirri Elandis, e de um Imperial chamado Bastian Halix. Depois de cumprir as respetivas missões secundárias poderá recrutá-los como companheiros de aventura, com a exceção das zonas PvP.

Estes companheiros podem cumprir os três "papéis" clássicos, de tanque, causador de dano, ou curandeiro, o que significa que se ajustam a qualquer estilo de jogo. Também pode melhorar a sua relação de amizade (até algo mais), mudar o seu equipamento e montadas, e essencialmente personalizá-los e afiná-los. Parece-nos uma excelente forma de reforçar a experiência de jogo dos jogadores solitários, que assim têm mais hipóteses de concluírem algum do conteúdo que normalmente teriam dificuldades de terminar sem um grupo de jogadores.

Ficámos também surpreendidos com a profundidade destes companheiros fora do combate em si. Tanto Bastian, como Mirri, tem gostos e personalidades específicas, que podem afetar a sua relação com o jogador. Por exemplo, Mirri é fã de se aventurar por masmorras Daedric, procurar artefactos antigos, e ler um bom livro. Contudo, ficará furiosa se matar cidadãos inocentes, e odeia a ideia de apanhar e prender insetos voadores. As suas ações irão determinar o quanto o companheiro gosta ou desaprova da sua personagem, e se os chatear demasiado, os companheiros até podem abandoná-lo, e ficarão indisponíveis durante algum tempo. Do lado oposto, se cair nas graças dos companheiros irá conhecê-los melhor e desbloquear mais missões secundárias.

Infelizmente, como tantos outros sistemas e pontos narrativos de The Elder Scrolls Online, os companheiros não são perfeitos. Já é estranho que existam inúmeros "escolhidos" a correr de um lado para o outro, e a situação não melhora com clones de Mirri e Bastian a correrem ao seu lado. Ainda assim, o sistema de companheiros traz muito mais de positivo do que de negativo, e é o nosso destaque desta expansão. A história principal e a nova área de jogo não impressionaram, mas também não são más. Apenas esperamos que a próxima expansão possa ser mais interessante nesses aspetos.

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07 Gamereactor Portugal
7 / 10
+
Sistema de companheiros finalmente introduzido. Novos eventos mundiais acrescentam variedade.
-
História pode não ser do agrado de todos. A área de jogo de Blackwood pode ser monótona. Apenas dois companheiros.
overall score
Esta é a média do GR para este jogo. Qual é a tua nota? A média é obtida através de todas as pontuações diferentes (repetidas não contam) da rede Gamereactor

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