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Análises The Dark Pictures: Little Hope

The Dark Pictures Anthology: Little Hope

Os criadores de Until Dawn e Man of Medan regressam para mais uma aventura de terror.
André Wigert 31 Outubro 2020

Em 2019 tivemos a oportunidade de analisar Man of Medan, o primeiro capítulo desta saga de antologia da Supermassive Games, e não ficámos particularmente impressionados. Era um jogo de terror competente, moldado pelas ações e escolhas do jogador, mas as personagens não eram particularmente interessantes, e o jogo tornava-se algo aborrecido.

Agora, pouco mais de um ano depois, temos o segundo captíulo de The Dark Pictures, intitulado Little Hope, com uma nova história, novas personagens, e novo elenco. O jogo arranca com um acidente de autocarro, junto à pequena vila de Little Hope, e rapidamente apresenta as cinco personagens jogáveis:

• Andrew, estudante e o protagonista da história.

• John, professor de meia-idade

• Daniel, um estudante popular e desportista que está apaixonado por Taylor

• Taylor, uma jovem rapariga, algo teimosa, que está apaixonada por Daniel

• Angela, uma idosa rabugenta

O objetivo inicial passa por conseguir ajuda, depois do acidente, mas a aldeia está aparentemente abandonada - e envolta num nevoeiro cerrado. A visão é de tal forma impeditiva, que o grupo nem tem realmente escolha sobre para onde seguir, obrigado a visitar áreas específicas da aldeia. E claro, depois começam a acontecer ocorrências cada vez mais bizarras e perigosas. Terá então de tentar perceber o que está a acontecer, de desvendar os mistérios, e isso, acabou por ser uma tarefa mais difícil do que antecipávamos.

A tensão inicial começa a acalmar um pouco quando assumimos o controlo de Andrew, com John, Angela, Taylor, e Daniel, logo atrás. Little Hope tem um passado algo controverso, ligado a bruxaria, mas existe aqui uma conspiração escondida que eventualmente começa a cativar mais o grupo do que a própria iniciativa para escaparem.

Entretanto, uma pequena luz a piscar na escuridão diz-nos que está ali um objeto para investigarmos, o que normalmente se traduz numa pista para analisar, como um artigo de um jornal, por exemplo. Little Hope tem um ritmo razoável, bem melhor que o de Man of Medan, e é rico em atmosfera e ambiente, mas também acabou por ser algo frustrante por não termos conseguido guiar a história na direção desejada.

A história deve ter-nos ocupado durante perto de cinco horas, ou algo por aí, mas logo de seguida recomeçamos a aventura para tentar encontrar mais segredos e experimentar com decisões diferentes. Infelizmente a segunda passagem não tem naturalmente o mesmo impacto, e perde grande parte da tensão, mas pior que isso, não muda assim tanto que justifique repetição.

O estilo da Supermassive Games continua bem presente, misturando um ambiente sinistro e misterioso, com alguns diálogos 'baratos' e sustos repentinos. Mas o melhor mesmo é o design dos monstros, altamente inspirado, embora as suas interações com eles se resumam sobretudo a pressionar botões na ordem certa. Isto é, afinal de contas, uma aventura de terror à base de narrativa, não é um jogo de ação ou até um "Survival Horror" clássico.

Dito isto, a lentidão dos monstros e a própria estrutura do jogo acabam por arruinar parte da tensão. Se, como nós, está habituado a jogos de terror, é pouco provável que tenha 'medo' de Little Hope. Interesse, sim, sustos, muitos provável, mas medo? Dificilmente. Ainda assim, é um jogo competente, ainda que não mais que isso. O desempenho dos atores é bom, o grafismo tem qualidade elevada, e as animações faciais estão soberbas.

Pena que falhe numa das suas principais premissas - enredo moldável pelas decisões do jogador. Existem alguns momentos que são variáveis, incluindo a morte de personagens, mas isso não afeta realmente a história, apenas quem diz ou faz o quê. Depois de jogarmos quatro vezes, não podemos deixar de expressar a nossa desilusão por não termos encontrado uma variedade razoável. Seja como for, se procura um jogo de aventura e terror que dure perto de cinco horas, é uma proposta com algum mérito.

6
Médio em 10 · Gamereactor Portugal
Prós Primeira passagem pela história é entusiasmante. Bom desempenho dos atores acompanhado por boas animações. Atmosfera assustadora.
Contras Falta-lhe variedade. Monstros muito lentos. Repetir a aventura é algo aborrecido.
Nota da rede Média de 12 edições da Gamereactor
5,9 amplitude 4–7
Gamereactor 6
Gamereactor Danmark 5
Gamereactor Sverige 6
Gamereactor Norge 4
Gamereactor Suomi 6
Gamereactor Deutschland 7
Gamereactor España 7
Gamereactor France 6
Gamereactor Portugal 6
Gamereactor Polska 6
Gamereactor 中国 6
Gamereactor Asia 6
Perfil completo 4 artigos publicados
6
Médio Nota da rede em 12 edições
Dados do jogo
Produtora Supermassive Games
Editora Bandai Namco
Data de lançamento 29 Outubro 2020
Género Horror
Plataformas
PC PS4 Xbox One Xbox Series X PS5
Porquê confiar na Gamereactor
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