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Gamereactor Análises The Amazing Spider-Man 2
Análises The Amazing Spider-Man 2

The Amazing Spider-Man 2

O Homem-Aranha merecia um jogo que fizesse jus ao legado da personagem, um equivalente a Batman: Arkham Asylum. Infelizmente, este não é esse jogo.
Ricardo C. Esteves Testado em Multi 6 Maio 2014

Com o lançamento de mais um filme do Homem-Aranha para o grande ecrã, chegou também um jogo baseado na mesma licença. The Amazing Spider-Man 2 decorre sensivelmente no mesmo universo que o filme, embora tome algumas liberdades criativas e apresente uma história diferente. Existem pontos convergentes, mas de forma geral, o jogo de The Amazing Spider-Man 2 tem uma narrativa própria.

Infelizmente, essa história é fraca, colando uma série de vilões conhecidos da banda desenhada, como Black Cat e Kingpin, juntamente com alguns que apareceram no filme, como Electro. De certa forma acaba por ser um aglomerado de vilões, uma espécie de desfile da galeria de inimigos do aranhiço, e a maioria acaba por não ter o desenvolvimento que mereciam.

A juntar à história fraca está um argumento também ele medíocre, acompanhado por algumas interpretações de má qualidade dos atores. O jogo até faz alguns esforços na tentativa de dinamizar o argumento, com várias secções onde vão controlar Peter Parker e um sistema de escolhas durante os diálogos, mas a execução de ambos é francamente medíocre. As sequências com Peter Parker são normalmente aborrecidas, enquanto que as opções de diálogo são inconsequentes, apenas permitindo obter mais exposição da história e a ordem com que a informação é disponibilizada.

The Amazing Spider-Man 2 segue a estrutura clássica da maioria dos jogos do Homem-Aranha, ou seja, tudo decorre numa Nova Iorque aberta à exploração, enquanto completam missões, procuram colecionáveis e abordam crimes aleatórios. Neste tipo de estrutura é essencial que o balanceamento do Homem-Aranha esteja competente. Felizmente, neste aspeto o jogo melhorou significativamente em relação ao anterior.

A maior novidade é a possibilidade de distinguir o braço que atira a teia com os gatilhos. Na PS4, por exemplo, o R2 comanda o braço direito e o L2 comanda o braço esquerdo. É uma mecânica interessante, que é particularmente útil para quando querem fazer uma curva junto a um prédio. Quanto ao balanceamento em si, também existe mais controlo, permitindo dosear a velocidade e o ímpeto. Se pressionarem no X (botão de salto) durante alguns segundos, o Homem-Aranha irá atirar duas teias - uma de cada lado - e atirar-se para cima, o que é uma excelente forma de ganhar altitude. É verdade que, ao contrário do que foi prometido, as teias não colam realmente aos prédios, embora necessitem de estar perto de um, mas gostamos do sistema de balanceamento.

Uma das melhores adições do antecessor foi o sistema de precisão de deslocamento. Enquanto carregam num botão, vão abrandar consideravelmente a ação, o que permite escolher o local exato para onde se devem deslocar, seja um poste, um carro ou uma parede. Se pressionarem nesse mesmo botão sem manter o dedo, o aranhiço irá jogar-se automaticamente na direção pressionada, mas podem cancelar esse percurso com um salto ou arremessando uma teia. Isto, em conjunto com o balanceamento de teias, torna a navegação no melhor aspeto do jogo.

Outra novidade interessante é a utilização contextual do L3. Dependendo de onde estão pendurados, podem executar duas ações diferentes. Se estiverem num teto ou num poste horizontal e carregarem nesse botão, o Homem-Aranha irá pendurar-se por uma teia, de cabeça para baixo. A partir daqui podem deslizar, para cima ou para baixo, ou voltar rapidamente ao local de origem, pressionando novamente no L3. Se estiverem numa parede, o L3 permite encostar ou desencostar o aranha. Não são ações importantes para a jogabilidade, mas são pormenores que os fãs vão certamente apreciar.

Enquanto desfrutam do novo sistema de balanceamento, podem tentar encontrar vários colecionáveis, como revistas, a que podem aceder como Peter Parker, através de uma loja de banda desenhada. Aqui também podem ver outras surpresas interessantes, como figuras e pósters. Até existe uma secção de desafios, na forma de uma máquina Arcade.

Tal como o anterior, o jogo utiliza um sistema de combate muito inspirado nas mecânicas de Batman: Arkham, o que nos parece uma boa escolha, mas a execução está longe da qualidade apresentada pelos jogos do Cavaleiro das Trevas. As animações são demasiado automáticas e a inteligência artificial dos inimigos é horrível. Também existem algumas secções furtivas, mas também aqui a IA é atroz. Os combates rapidamente se tornam extremamente repetitivos. O mesmo pode ser dito dos crimes e eventos aleatórios que vão encontrar pela cidade. Gostaríamos de ter visto melhor qualidade e variedade de eventos.

Estes eventos estão ligados a um novo sistema de reputação. Ao ajudarem na resolução dos crimes, vão aumentar a reputação de herói do Homem-Aranha. Contudo, se ignorarem estes eventos, vão aumentar a reputação de ameaça, o que causa o aparecimento de vários inimigos que vão tentar eliminar o Homem-Aranha.

Embora não seja um jogo feio, The Amazing Spider-Man 2 está muito longe de tirar proveito das capacidades da PS4, da Xbox One ou até do PC. Como quase tudo no jogo, não é exatamente mau, mas podia estar bem melhor. The Amazing Spider-Man 2 é, tal como o anterior foi, um jogo com grande potencial. Acreditamos genuinamente que pode estar aqui a base para um grande jogo do Homem-Aranha, mas esse jogo não irá existir se a Activision não apostar devidamente no projeto. Como está, é um título razoável para quem é realmente fã do Homem-Aranha, mas podia e deveria ter sido muito mais que isso.

6
Médio em 10 · Gamereactor Portugal
Prós Balanceamento com as teias foi melhorado. Existem mecânicas com potencial. Vilões conhecidos. Excelentes desbloqueáveis.
Contras Graficamente é desinspirado. Argumento e interpretações de má qualidade. Repetitivo. Inteligência artificial é fraca. Combate é demasiado automatizado.
Nota da rede Média de 6 edições da Gamereactor
5,2 amplitude 5–6
Gamereactor 5
Gamereactor Norge 5
Gamereactor Deutschland 5
Gamereactor España 5
Gamereactor Italia 5
Gamereactor Portugal 6
Editor-in-Chief Portugal Ricardo C. Esteves was editor-in-chief of Gamereactor Portugal, writing for the site from 2013. He covered video games across news, previews and reviews, and also wrote on film and television.
Perfil completo Autor da Gamereactor desde 2013 · 7.617 artigos publicados
6
Médio Nota da rede em 6 edições
Dados do jogo
Produtora Beenox
Editora Activision
Data de lançamento 29 Maio 2014
Testado em Multi
Género Action, Adventure
Plataformas
Nintendo 3DS PC PS3 PS4 Wii U Xbox 360 Xbox One iOS Ipad Android WP8
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