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Análises Teenage Mutant Ninja Turtles: Mutants in Manhattan

Teenage Mutant Ninja Turtles: Mutants in Manhattan

Esperávamos mais da Platinum e da Tartarugas Ninja.
Jonas Mäki Atualizado 30 Maio 2016

Atualização: Por engano, a nota atribuída inicialmente era 5/10, mas a nota real do autor foi 4/10.

Antes de pegarmos em Teenage Mutant Ninja Turtles: Mutants in Manhattan, não fazíamos ideia de como eram os esgotos de Nova Iorque. Agora que já jogámos, só podemos dizer que são formados por labirintos intermináveis que parecem idênticos em todo o lado. Eram tantos e tão longos, que em certos pontos perdemos a noção de onde estávamos e quão longe já tínhamos chegado.

Lembram-se daquele nível horrível de Halo: Combat Evolved, a Library, um labirinto repetitivo cheio Flood? Em comparação com os esgotos deste jogo, esse nível de Halo parece um dos pontos altos de design de níveis. Só podemos especular, mas pelo timing de lançamento do jogo, e o curto tempo de produção, ficamos com a ideia de que a Activision pediu à Platinum para acelerar o desenvolvimento do jogo, de forma coincidir com o novo filme que em breve chega aos cinemas.

O que não significa que o jogo siga o filme, porque não segue. Teenage Mutant Ninja Turtles: Mutants in Manhattan é inspirado pelas séries de animação, com as quatro míticas Tartarugas Ninja jogáveis. O objetivo óbvio é aproveitar o entusiasmo que o filme pode gerar, e nós percebemos isso (a indústria de videojogos é um negócio), mas não às custas da qualidade do produto. Sobretudo porque sabemos que a Platinum Games seria capaz de fazer muito melhor com este quarteto de guerreiros ninja se tivesse mais tempo e dinheiro.

Os primeiros minutos de jogo, numa espécie de modo treino, nem começam mal. As animações das tartarugas são boas, os controlos responde bem aos comandos do jogador, e o sistema de combate parece animado. Infelizmente, mais algum tempo de jogo revelou que a mecânica tradicional de combos da Platinum (ataque forte + ataque fraco) não funciona tão bem aqui como noutros jogos da produtora. O resultado são batalhas mais à base de carregar botões repetidamente do que necessariamente executar combos e reagir com timing. Isto acontece sobretudo porque o sistema de contra-ataques está partido e não é fiável. Se bloquearem com o timing correto, podem contra-atacar, mas nunca é evidente se o bloqueio foi eficaz ou não, o que derrota o propósito do sistema.

Jogar Teenage Mutant Ninja Turtles: Mutants in Manhattan deixa a sensação de que a Platinum Games conseguiu construir uma fundação sólida para o jogo, mas que não teve tempo e recursos para acrescentar qualidade e conteúdo. O exemplo disso é um nível fantástico onde as quatro tartarugas têm de agir cooperativamente à vez. É um dos pontos altos do jogo, e exigiu provavelmente mais tempo que a maioria dos outros níveis, mas é uma pena que esse esforço seja tão limitado.

Outro sinal óbvio de que não houve tempo suficiente para completar o jogo como merecia, é a reciclagem de conteúdo, incluindo as batalhas com os bosses. Cada um destes inimigos especiais aparece mais do que uma vez, o que quase nos faz esquecer que até oferecem um desafio interessante, da primeira vez que os defrontamos. Se conhecem o universo das tartarugas vão apreciar estes duelos ainda mais, já que vão enfrentar algumas caras familiares como Bebop e Rocksteady. Aliás, quase todos os pontos favoritos dos fãs fazem uma aparição, incluindo Krang e Shredder, mas a história nunca chega a ser mais do que uma (boa) desculpa para reunir estas personagens.

Ao todo precisámos de seis horas para terminar as nove missões que forma a campanha, embora seja curto, pareceu-nos demasiado longo. Isso deve dizer muito sobre a reciclagem de conteúdo e repetição do jogo. A ausência de um modo cooperativo local é outro defeito imperdoável, embora exista um modo cooperativo online para quatro jogadores. Tecnicamente, Teenage Mutant Ninja Turtles: Mutants in Manhattan acaba por ser igualmente mediano. O grafismo não é mau, mas também não é nada que puxe muito pelas máquinas mais recentes, e mesmo assim não consegue alcançar os 60 frames por segundo.

Os controlos são bons, existem muitas personagens conhecidas dos fãs, e as batalhas com os bosses são boas, mas Teenage Mutant Ninja Turtles: Mutants in Manhattan não é um jogo bom. Quanto muito é razoável, e como tal só pode ser recomendado para os jogadores mais aficionados das tartarugas. Uma pena, porque a Platinum tinha aqui uma base para fazer mais e melhor.

4
Falho em 10 · Gamereactor Portugal
Prós Animações boas. Controlos funcionam bem. Algumas batalhas interessantes.
Contras Conteúdo reciclado. Design dos níveis é frustrante. Sistema de contra-ataque funciona mal. Falta-lhe conteúdo e variedade.
Nota da rede Média de 5 edições da Gamereactor
4,0
Gamereactor 4
Gamereactor Norge 4
Gamereactor Deutschland 4
Gamereactor España 4
Gamereactor Portugal 4
Editor Sweden Jonas Mäki has written for Gamereactor since 2002, becoming an editor in 2007. He covers the video game industry across news, releases and the business side, with a particular interest in sales figures and where the industry is heading.
Perfil completo Autor da Gamereactor desde 2007 · 9.478 artigos publicados
4
Falho Nota da rede em 5 edições
Dados do jogo
Produtora Platinum Games
Editora Activision
Data de lançamento 26 Maio 2016
Género Action
Plataformas
PC PS3 PS4 Xbox 360 Xbox One
Porquê confiar na Gamereactor
23 Edições Cada uma com a sua redação e as suas notas.
1998 A publicar desde De propriedade independente desde o início.
100% Jogado por nós Escrito a partir do tempo passado com o jogo, nunca de material de imprensa.
1–10 Nota da rede A nota de cada edição, com média feita e à vista.