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Análises Spider-Man

Spider-Man: The Heist

A gata decidiu finalmente vir brincar com a aranha, na primeira expansão de Spider-Man.
Ricardo C. Esteves 23 Outubro 2018

Já tínhamos saudades de balouçar por Nova Iorque a grande velocidade, pelo que a chegada desta primeira expansão, The Heist, foi a desculpa perfeita para voltarmos a Spider-Man da Insomniac Games. Trata-se da primeira de três expansões que estão planeadas, mas pelo que vimos aqui, as três vão formar uma única história. Por outras palavras, não aconselhamos a que comprem The Heist avulso, que custa € 7.99, já que não é um produto completo. Se estão realmente interessados em jogar mais Spider-Man, e querem a história completa, então terão mesmo de comprar o passe de € 19.99, que nos parece um preço justo pelo que vimos em The Heist.

Depois de ter deixado algumas migalhas para o jogador seguir na história principal, Gata Negra surge finalmente em cena, servindo como o foco desta expansão. O jogador irá descobrir uma trama que envolve a vilã, o mafioso Cabeça de Martelo, e algumas famílias do crime. Mary Jane é também parte importante desta história (e até volta a ter uma missão jogável), e o próprio Miles Morales não foi esquecido, embora tenha sido remetido para um papel muito secundário. Nota para o facto de The Heist se passar depois dos eventos finais do jogo base, o que significa que terão de terminar a história para acederem à expansão.

A história em si é bastante curta, e não vos deve ocupar mais de duas horas. Não vamos entrar em pormenores sobre o que acontece, mas podemos dizer que termina abruptamente, com um frustrante "Continua" na última sequência. A história em si não oferece missões muito diferentes do que já vimos no jogo base, e até certo ponto, é mais do mesmo, embora isso não seja necessariamente negativo quando o "mesmo" é tão bom. Dito isto, existe uma perseguição em particular que é impressionante, mas não vamos entrar em detalhes.

Além da história principal, existem novos crimes, desafios, e colecionáveis para recolherem. Os crimes, desta vez, são realizados pelo gangues mafiosos, mas são basicamente idênticos ao que já viram no jogo base. A exceção vai para um novo tipo de crime que obriga a procurar bombas com o Spider-Bot. É divertido, mas nada de memorável.

A nível de colecionáveis, terão agora a missão de encontrar os quadros que o Gato Negro original escondeu. Cada peça que encontrarem vai oferecer algum contexto extra sobre o pai de Felicia Hardy (Gata Negra), mas tal como a história base, parece deixar assuntos por resolver nas próximas expansões.

Por fim, terão novos desafios, semelhantes aos de Taskmaster no jogo base. Desta vez será Screwball a colocar esses desafios ao herói, tudo em nome de mais visualizações e cliques nas suas redes sociais. Na prática seguem o mesmo formato que outros desafios que já fizeram, mas com a introdução de uma nova mecânica. A certos momentos do desafio, devem eliminar inimigos dentro de áreas específicas, ou executar um movimento espetacular, para que o público fique ainda mais interessado. Tal como os desafios de Taskmaster, também estes incluem três medalhas que podem tentar ganhar, dependendo da vossa pontuação.

De resto, podem contar com três novos fatos (nenhum deles tem poderes únicos), mais algumas transmissões de Jonah Jameson, e um novo inimigo, equipado com uma metralhadora gigante. The Heist não é uma expansão impressionante ou obrigatória. É divertida, e tem momentos interessantes, mas é essencialmente mais do mesmo. O facto de terminar tão abruptamente foi uma desilusão, mas se as outras expansões manterem o mesmo grau de qualidade, ou até o elevarem, parece-nos que os 20 euros pedidos ficam justificados. A segunda expansão, Turf Wars, chega em novembro, enquanto que a última, Silver Lining, será lançada em dezembro.

7
Bom em 10 · Gamereactor Portugal
Prós Mantém níveis de produção elevados. Relação entre Gata Negra e Homem-Aranha. Mais motivos para continuar a jogar Spider-Man.
Contras História é curta e termina abruptamente. Não vão fazer nada de realmente novo.
Nota da rede Média de 10 edições da Gamereactor
7,0 amplitude 5–8
Gamereactor Danmark 7
Gamereactor Sverige 7
Gamereactor Norge 8
Gamereactor Suomi 5
Gamereactor France 7
Gamereactor Italia 7
Gamereactor Nederland 7
Gamereactor Portugal 7
Gamereactor Polska 8
Gamereactor Asia 7
Editor-in-Chief Portugal Ricardo C. Esteves was editor-in-chief of Gamereactor Portugal, writing for the site from 2013. He covered video games across news, previews and reviews, and also wrote on film and television.
Perfil completo Autor da Gamereactor desde 2013 · 7.617 artigos publicados
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