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Spider-Man: Miles Morales

Spider-Man: Miles Morales

Miles prova que há espaço para mais do que um Spider-Man.

Peter Parker é, e será sempre, o nosso Homem-Aranha (ou "Spider-Man", como lhe tratam na versão localizada em português), mas confessamos que também somos grandes fãs de Miles Morales. A personagem já faz parte do mundo 'grande' de Homem-Aranha há vários anos, mas foi mais recentemente que começou a tornar-se mais conhecido do público em geral, e agora, até teve direito a seu próprio jogo, embora "jogo" talvez seja um pouco exagerado.

Esta nova aventura, a meio caminho entre expansão e sequela, arranca algo tempo depois do primeiro jogo. Miles ainda não domina totalmente os seus poderes, mas com a ajuda de Peter, já os domina de forma suficientemente capaz para se desenrascar sozinho. Spider-Man: Miles Morales passa-se novamente em Nova Iorque, embora na época natalícia, o que ajuda a distinguir um pouco a cidade do que conhecemos no primeiro jogo. Além disso, o bairro de Harlem, onde Miles mora, foi alvo de maior atenção ao detalhe.

Depois de uma primeira missão cheia de ação, que conta com os dois Spideys, Peter parte de férias para a Europa com Mary Jane (uma dica para a sequela?), e Miles Morales fica encarregue de manter a cidade segura. Pouco depois, contudo, 'estoura' uma espécie de guerra civil entre a corporação Roxxon, que está a produzir uma fonte de energia incrível, e o grupo "terrorista" Underground. Miles vai encontrar-se mesmo no meio desse conflito, e terá de se preparar para enfrentar muitos desafios físicos - e emocionais - para levar de vencida a situação.

A jogabilidade em si é muito semelhante à do jogo anterior. O sistema de combate e as mecânicas de balanceamento são praticamente idênticos, embora com animações novas, que apontam à inexperiência de Miles (é mais trapalhão a balançar, por exemplo). Existem contudo novos acessórios para Miles usar, e mais importante ainda, habilidades exclusivas, como os ataques "Venom" e invisibilidade. São capacidades impressionantes, que o jogo equilibra de certa forma ao não incluir as habilidades "Ultimate" do jogo anterior.

Embora a história não seja muito grande (5 a 6 horas, se for direto ao assunto), existem várias tarefas secundárias para cumprir na cidade, incluindo confronto com bandidos, membros da Underground, e até agentes Roxxon. Estas fações são bastante diferentes nos seus comportamentos, e incluem vários tipos de habilidades e armas próprias. Também existem missões secundárias, colecionáveis, e fatos para desbloquear, incluindo um que tem um gato mascarado dentro de uma mochila.

Spider-Man: Miles MoralesSpider-Man: Miles Morales

Spider-Man: Miles Morales tem um excelente aspeto na PS4, como o antecessor, mas como tínhamos essa possibilidade, foi na PlayStation 5 que jogámos a totalidade da aventura. Na nova consola pode escolher dois modos gráficos distintos: fidelidade gráfica ou desempenho. Em fidelidade gráfica o jogo corre a 4K/30 frames por segundo, e inclui reflexos Ray Tracing, o que faz uma boa diferença considerando a quantidade de superfícies espelhadas e poças no jogo. O outro modo, desempenho, desativa o ray tracing e reduz ligeiros detalhes gráficos, mas permite jogar a 60 frames por segundo. A diferença entre os reflexos é da noite para o dia, já que no caso do modo desempenho parecem algo saído de um jogo de PS1. São realmente horríveis os reflexos, mas honestamente, foi um preço que não nos importámos de pagar para jogar a 60 frames por segundo - até porque tudo o resto continua a apresentar um grafismo incrível. O jogo fica incrivelmente mais fluído a 60 frames por segundo, e considerando o tipo de jogabilidade, pareceu-nos mais adequado.

De referir ainda que a versão PS5 também suporta as características do DualSense e a capacidade de áudio 3D do sistema Tempest, o que dá ainda mais alma a Nova Iorque, uma cidade cheia de pormenores para quem os quiser procurar - mesmo que não estejam indicados no mapa. E não podemos deixar de referir a velocidade de carregamento na PS5, que é inacreditável. Os loadings são tão rápidos, desde do menu para a jogabilidade, como em viagens instantâneas pelo mapa, que já nem existem ecrãs de loading. Em menos de 10 segundos consegue ir do menu da consola para a jogabilidade, o que é uma sensação deliciosa.

Se procurava mais Spider-Man, é precisamente isso que vai encontrar em Miles Morales. Não se trata de uma sequela, pelo que não pode realmente pedir uma jogabilidade nova ou um motor gráfico muito superior, mas todo somado, diríamos que terá entre umas boas 10 a 12 horas de grande qualidade. O preço, € 59,99, parece-nos algo excessivo, mas isso não retira qualquer valor ao jogo. Estamos muito curiosos para ver o que virá a seguir, com um jogo criado de raiz em específico para PlayStation 5, mas para já, Spider-Man: Miles Morales chega perfeitamente para saciar o apetite com uma boa refeição.

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09 Gamereactor Portugal
9 / 10
+
Adições dos movimentos Venom ajudam distinguir Miles de Peter. História detalhada com personagens agradáveis. Versão PS5 permite jogar com Ray Tracing ou 60 frames por segundo.
-
Está a meio caminho entre expansão e sequela. É a mesma cidade e o mesmo tipo de jogabilidade.
overall score
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