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Análises Scott Pilgrim vs. The World: The Game Complete Edition

Scott Pilgrim vs. The World: The Game Complete Edition

Continua a ser um jogo de ação bastante competente.
Ben Lyons 14 Janeiro 2021

Parece difícil de acreditar, mas o jogo original de Scott Pilgrim já foi lançado há uma década. Aproveitando a popularidade gerada pelo filme, que é baseado na banda desenhada, este Scott Pilgrim vs. the World surgiu como um jogo de ação 2D ao estilo arcade de antigamente, o que nos pareceu uma escolha perfeita para este universo. Ora, por algum motivo a Ubisoft decidiu relançar esse jogo para as plataformas modernas, através da edição Scott Pilgrim vs. The World: The Game Complete Edition.

A história é essencialmente um resumo do filme, também ele um resumo da banda desenhada: Para namorar Ramona Flowers, Scott Pilgrim tem de enfrentar a liga dos ex-namorados de Ramona. Ora, se o filme já apresentava uma série de noções estranhas, o jogo vai ainda mais longe, apresentando vários tipos de inimigos bizarros e localizações completamente fora do normal, apesar de tudo se passar tecnicamente em Toronto, Canadá.

Scott, ou uma das outras personagens jogáveis que também pode conhecer da BD ou do filme, terá de enfrentar hordas de inimigos ao longo dos níveis, que terminam com um confronto contra um dos ex-namorados. Cada nível tem sub-secções que pode encontrar e explorar, e ao bom estilo dos velhos jogos arcade, se perder todas as vidas, terá de recomeçar o nível todo do princípio (não ser o jogo todo, já vai com sorte).

O combate é divertido, sobretudo pela forma como o jogo consegue recriar as particularidades de cada personagem, e até tem um sistema de progressão. Ao derrotar inimigos vão apanhar moedas, que pode depois usar para comprar melhoramentos em alguns vendedores especiais. Pode melhorar atributos como saúde, velocidade, e força, o que será vital para continuar a aventura - se não dedicar tempo à evolução das personagens, vai passar por um mau bocado.

Isto leva-nos a um dos problemas do jogo, que é precisamente o sistema de vendas. É que ao visitar um vendedor, não pode escolher necessariamente o que vai comprar, e nunca sabe ao certo o que está incluído num item. É um sistema frustrante, em particular depois de se gastar dinheiro com um item caro que pode ser inútil, e parece-nos perfeitamente desnecessário. Já era assim no jogo original de 2010, e não conseguimos compreender porque permanence nesta versão.

Ainda sobre o combate e a jogabilidade em geral, em algumas situações os controlos pareceram-nos algo pesados, com timings pouco óbvios para alguns golpes. É também um jogo que pede claramente para ser jogado com o d-pad, já que a precisão do analógico deixa muito a desejar, embora isto aconteça com vários jogos de luta 2D.

Quanto a conteúdo, esta é verdadeiramente a edição "completa", já que além do jogo base, traz também mini-jogos e as expansões, incluindo Knives Chaus e Wallace Wells como personagens jogáveis. Na altura não chegámos a experimentar alguns destes mini-jogos extra, e ficámos surpreendidos com o quanto acrescentam à experiência geral do jogo. Dodgeball (os jogadores devem tentar apanhar uma bola e acertar no outro) e Zombie (os inimigos são mortos-vivos) são dois destaques, e se a isto juntarmos várias personagens jogáveis, percebemos que Scott Pilgrim vs. The World: The Game Complete Edition é um jogo bastante completo com muito conteúdo para entreter o jogador. E já agora, pode jogar sozinho ou com um grupo até quatro jogadores, tanto online, como localmente.

Também é preciso enaltecer a forma como o jogo consegue recriar o espírito, o ambiente, e o estilo visual da banda desenhada. Existe claramente afeição pelo material de origem, e isso nota-se no detalhe das personagens e do cenário, complementados por uma banda sonora retro que fica no ouvido.

O original não era perfeito, e esta nova edição também não o é, mas mesmo passados dez anos, Scott Pilgrim vs. The World continua a ser um jogo bastante divertido, sobretudo para quem aprecia o género ou o material de origem. Não nos parece que existam muitos motivos para recomprar o jogo se já terminou o original, mas se o deixou escapar há dez anos, certifique-se que não comete o mesmo erro agora.

8
Bom em 10 · Gamereactor Portugal
Prós Boa dose de conteúdo. Continua a ser divertido nos dias de hoje. Excelente recriação da banda desenhada.
Contras Os controlos por vezes parecem excessivamente pesados. Sistema de progresso desnecessariamente complicado.
Nota da rede Média de 8 edições da Gamereactor
7,9 amplitude 7–8
Gamereactor 8
Gamereactor Norge 7
Gamereactor Deutschland 8
Gamereactor España 8
Gamereactor France 8
Gamereactor Italia 8
Gamereactor Portugal 8
Gamereactor Asia 8
Senior Editor Ben was a Senior Editor at Gamereactor UK. When he wasn’t writing, editing or filming for Gamereactor, he could usually be found playing an FPS or getting lost in a sprawling RPG.
Perfil completo Autor da Gamereactor desde October 2020 · 16.482 artigos publicados
8
Bom Nota da rede em 8 edições
Dados do jogo
Editora Ubisoft
Data de lançamento 13 Janeiro 2021
Género Action
Plataformas
PC PS4 Xbox One Stadia Nintendo Switch
Porquê confiar na Gamereactor
23 Edições Cada uma com a sua redação e as suas notas.
1998 A publicar desde De propriedade independente desde o início.
100% Jogado por nós Escrito a partir do tempo passado com o jogo, nunca de material de imprensa.
1–10 Nota da rede A nota de cada edição, com média feita e à vista.