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Análises Saints Row: The Third

Saints Row: The Third - Análise Switch

A loucura de Saints Row 3, finalmente na Switch.
Lisa Dahlgren 15 Maio 2019

Saint's Row mudou imenso desde o lançamento original em 2006. Esse primeiro jogo tentou ser uma resposta direta a Grand Theft Auto, com um mundo e uma história que ainda se levavam relativamente a série. Anos mais tarde, em Saints Row IV, estávamos a controlar um super-herói (e também o Presidente dos Estados Unidos da América) dentro de uma Matrix controlada por extra-terrestres. Pelo meio apareceu Saints Row 3, provavelmente o jogo da série que melhor combinou todos estes elementos, e que agora reapareceu na forma de Saints Row: The Third - The Full Package para Nintendo Switch.

Neste jogo vão assumir o controlo do "The Boss", o líder do agora mundialmente famoso gangue Saints Row, que até tem a sua própria companhia de filmes e bebida energética. O jogo arranca com um assalto a um banco, e logo depois disso envolve tiroteios a bordo de um avião. É por isso evidente que a pouca seriedade que a série tinha foi colocada definitivamente de parte, trocando tudo isso por ação, momentos, e personagens absurdas, mas hilariantes, normalmente direcionadas a um público mais adulto.

A história passa-se cinco anos depois dos eventos de Saints Row 2, e o protagonista é novamente uma personagem criada pelo jogador, com muitas opções de personalização. Podem criar todo o tipo de "Boss" que quiserem, tão sério ou absurdo quanto desejarem. Personalização é uma palavra chave de Saints Row, e além desta edição inicial, existem outras formas de mudarem o aspeto da personagem ao longo do jogo, além de também ser possível modificar veículos e terem acesso a um vasto leque de armas.

A vossa missão passa por derrubar o Syndicate, uma trindade de gangues que querem derrubar o império construído pelos Saints. Esta trindade é formada pelos Luchadores (gangue inspirado por lutadores mexicanos de wrestling), Morningstar (gangue que controla tudo ligado a sexo), e Deckers (hackers altamente evoluídos). Cada gangue tem as suas próprias unidades, objetivos, e pontos de influência, que o jogador terá de derrubar enquanto segue a história e missões secundárias.

A narrativa em si dispensa qualquer tipo de realismo ou credibilidade, sendo tão absurda e exagerada quanto possível, mas há mais para fazer além da história, muito mais. O mundo aberto da cidade de Steelport está recheado de atividades, incluindo corridas, mini-jogos, colecionáveis, e bases para derrubar. Nada disto é novidade para quem jogou o original, e para esses, o mais interessante será perceber como está esta adaptação à Nintendo Switch.

De forma geral, é uma adaptação positiva, mas é preciso alertar para o facto dos Joy-Cons não serem particularmente práticos para este tipo de jogo. A situação chega a ser problemática no modo portátil, com os comandos adjacentes à consola, mas os controlos melhorem quando os Joy-Con estão instalados no suporte, Saints Row: The Third é um jogo que beneficia imenso do Pro Controller, ou de outro comando mais tradicional que consigam usar com a Nintendo Switch.

Esta versão também não é muito positiva a nível gráfico, e não parece ter evoluído muito em comparação com as versões PS3 e Xbox 360. Na TV, Saints Row: The Third perde grande impacto visual, mas a situação melhora se estiverem a jogar em modo portátil. Essa é, sem surpresa, a melhor vantagem desta versão, o facto de ser um Saints Row potencialmente portátil, mesmo com o problema dos Joy-Con. É verdade que esta versão incluir todos os DLC da versão original, mas mesmo assim, por € 39.99 esperávamos mais. Não existem melhoramentos, pelo menos evidentes, e como tal, torna-se uma recomendação difícil para quem já jogou. Quanto aos restantes, é uma boa aposta para quem procura um jogo de ação em mundo aberto, sobretudo porque não existem muitas alternativas do género na Switch.

7
Bom em 10 · Gamereactor Portugal
Prós Ação divertida e brutalmente exagerada. É uma adição bem vinda à biblioteca da Switch,
Contras Controlos não são os melhores em modo portátil. Graficamente deixa a desejar.
Nota da rede Média de 7 edições da Gamereactor
7,9 amplitude 7–9
Gamereactor 7
Gamereactor Norge 9
Gamereactor Deutschland 9
Gamereactor España 7
Gamereactor Italia 9
Gamereactor Nederland 7
Gamereactor Portugal 7
Perfil completo 801 artigos publicados
7
Bom Nota da rede em 7 edições
Dados do jogo
Produtora Volition
Editora Deep Silver
Data de lançamento 14 Novembro 2011
Género Action
Plataformas
PS3 Xbox 360 PC Nintendo Switch
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