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Análises Rush: A Disney Pixar Adventure

Rush: A Disney Pixar Adventure

O Kineck passou à estória, o que significa que o novo Rush pode ser jogado com comando.
Jonas Mäki 12 Dezembro 2017

Hoje em dia o Kinect é quase uma memória longínqua, completamente descartado pela Microsoft nas novas versões da Xbox One, mas outrora chegou a ser uma das grandes apostas da empresa. Apesar de todas as limitações inerentes ao Kinect, foram criadas algumas experiências divertidas para o dispositivo. Dance Central e Kinect Star Wars eram dois jogos de dança divertidos, e o Kinect Adventures também nos divertiu durante algum tempo, mas Kinect Rush: A Disney Pixar Adventure foi outro título importante para o dispositivo.

Esse jogo foi originalmente lançado para Xbox 360, apenas compatível com o Kinect, mas está agora disponível também na Xbox One. Era uma coleção de mini-jogos inspirados em cinco filmes da Pixar que se controlava com o Kinect, mas podemos desde já afirmar que os controlos na nova versão, via comando tradicional, são muito superiores. O conceito é como visitar uma espécie de parque temático, onde podem encontrar as várias diversões (mini-jogos) para experimentarem. Os filmes representados são Up - Altamente!, Toy Story 1, 2, e 3, Os Incríveis, Carros 1 e 2, Ratatouille, e À Procura de Dory (este último é uma novidade da versão Xbox One).

À semelhança dos filmes, são mini-jogos desenhados para crianças, ainda que possam ser apreciados por graúdos. Uma função engraçada é que o jogador pode criar o seu próprio avatar, que depois será transformado dependendo do mini-jogo - em super-herói no Os Incríveis, ou num carro em Carros, por exemplo. Não é um criador de personagens muito elaborado, mas podem escolher cor da pele, cabelo, e género sexual, o suficiente para ter um avatar razoável no jogo.

Rush: A Disney Pixar Adventure pode ser jogado cooperativamente, e cada nível tem puzzles que podem resolver com um amigo ou familiar. São objetivos básicos, mas divertidos, que incentivam a uma cooperação divertida e descontraída, em vez de transformar o jogo numa competição. Também existem bons incentivos para explorar cada área repetidamente, já que aparecem novas áreas, objetivos, e personagens esporadicamente. As crianças por regra até gostam de repetição, e com esta estrutura, torna-se ainda mais motivante repetir esse conteúdo.

Embora seja uma coleção de mini-jogos, esses jogos não são realmente "mini". São bastante curtos comparados com jogos normais, mas cada um tem uma duração razoável, e são inspirados nos filmes em que se baseiam. Vão correr como um carro em Carros, e navegar os mares como Nemo em À Procura de Dory, por exemplo. Outros níveis, como o de Ratatouille, envolve mais plataformas. É uma boa variedade de tarefas e objetivos, ainda que não sejam difíceis.

Como é um jogo sobretudo direcionado para crianças, o desafio em si é algo reduzido, e será fácil para a maioria dos jogadores. Mesmo que, por infortúnio acabem por ficar presos numa secção, o jogo até vos dá a opção de passarem essa secção à frente, permitindo continuar sem problemas. Dito isto, se quiserem ter as medalhas de ouro de todos os níveis, terão de suar um pouco, mesmo que sejam jogadores veteranos.

O grafismo geral foi melhorado para a Xbox One, mas se tiverem a Xbox One S ou a Xbox One X, ainda será melhor. O jogo suporta HDR nessas duas consolas, e no caso da X, a resolução chega aos 4K. É um aspeto amigável e agradável, ainda que já seja algo datado. A nível de modelos e complexidade, está longe dos padrões atuais. Por falar em datado, os filmes que aqui estão representados também já o são. Faltam filmes mais modernos da Pixar, como Brave, Divertida-Mente, e A Viagem de Arlo, por exemplo - para não falar dos mais recentes.

Ou seja, Rush: A Disney Pixar Adventure é uma adaptação de um jogo de Kinect com cinco anos, e isso nota-se claramente. É por isso que é difícil recomendá-lo diretamente, mas o jogo tem os seus méritos. É muito provável que seja divertido o suficiente para as crianças que são fãs dos filmes que aqui estão representados, mas achamos que seria possível fazer muito melhor, num jogo criado de raiz, com o mesmo conceito. Até lá existe Rush: A Disney Pixar Adventure, um jogo capaz, mas apenas no contexto certo.

6
Médio em 10 · Gamereactor Portugal
Prós Muita variedade. Co-op acessível. Ambiente acolhedor. Bom valor de repetição.Controlos melhorados.
Contras Faltam os filmes mais recentes da Pixar. Mundo de jogo imperfeito. Parece datado. Falta desafio.
Nota da rede Média de 4 edições da Gamereactor
6,0
Gamereactor 6
Gamereactor Norge 6
Gamereactor France 6
Gamereactor Portugal 6
Editor Sweden Jonas Mäki has written for Gamereactor since 2002, becoming an editor in 2007. He covers the video game industry across news, releases and the business side, with a particular interest in sales figures and where the industry is heading.
Perfil completo Autor da Gamereactor desde 2007 · 9.478 artigos publicados
6
Médio Nota da rede em 4 edições
Dados do jogo
Produtora Asobo Studios
Editora Microsoft
Data de lançamento 30 Outubro 2017
Género Adventure, Childrens game
Plataformas
Xbox One PC
Porquê confiar na Gamereactor
23 Edições Cada uma com a sua redação e as suas notas.
1998 A publicar desde De propriedade independente desde o início.
100% Jogado por nós Escrito a partir do tempo passado com o jogo, nunca de material de imprensa.
1–10 Nota da rede A nota de cada edição, com média feita e à vista.