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Análises RIGS Mechanized Combat League

RIGS Mechanized Combat League

Provavelmente o melhor jogo para o PSVR.
Ricardo C. Esteves 16 Outubro 2016

Se Rocket League e Titanfall tivessem um bebé, ele chamar-se-ia RIGS Mechanized Combat League. Este é um exclusivo PlayStation VR, e na nossa opinião é provavelmente o melhor jogo de lançamento para o dispositivo de realidade virtual - mas isso não significa que o devam ir a correr comprar já. Primeiro têm de perceber que é um jogo sobre desportos futuristas e competições online. Depois, devem ficar com o aviso de que RIGS é provavelmente o jogo que maior desconforto causou entre toda a redação do Gamereactor.

O assunto foi de tal forma grave que o jogo acabou por saltar membros da redação até que alguém fosse capaz de o analisar sem precisar de um balde ao lado. Neste caso, fui eu. Inicialmente, sim, RIGS Mechanized Combat League causou-me algumas tonturas, mas acredito que existe uma solução para isso, à qual voltaremos mais tarde.

RIGS Mechanized Combat League é um jogo sobre um desporto futurista que coloca duas equipas de três elementos em competição. Cada jogador assume o controlo de um robô, cada um com características específicas, e devem trabalhar em equipa para cumprirem os objetivos de jogo. Toda a ação é jogada através de uma perspetiva na primeira pessoa, em arenas específicas, e os robôs apresentam todos grande mobilidade - e esse será o factor que pode causar grande desconforto a vários jogadores.

Vão jogar RIGS através da perspetiva do piloto, mesmo dentro do cockpit do robô, e a imersão que isso transmite é fantástica. Olhar em volta e ver os pormenores do robô, e todos os painéis com várias informações (munições, radar, pontuação...), é uma sensação impressionante que só é possível na realidade virtual. Se RIGS não fosse lançado para o PSVR, continuaria a ser um jogo divertido, mas é inegável o quanto RIGS beneficia da realidade virtual para criar a imersão do jogador.

RIGS é jogado com o DualShock 4, como um jogo tradicional. Cada gatilho corresponde a uma arma, e podem saltar, deslizar para os lados, e executar um ataque frontal. Depois existem dois modos de controlo da câmara, e na nossa opinião um é muito mais propício a criar má disposição que o outro. No modo por defeito de RIGS vão controlar a mira e a câmara do robô com o movimento da cabeça. Olham para a esquerda, e tanto a mira, como o robô, vão virar-se nessa direção. Como RIGS é um jogo muito fluido e rápido, essa sensação de movimento pode causar mau estar com alguma facilidade. Felizmente existe uma opção alternativa.

Se preferirem, podem controlar a câmara (e a viragem do corpo do robô) com o analógico direito, de forma muito semelhante ao que fazem num jogo de ação na primeira pessoa. A única diferença é a mira, que é controlada com o movimento de cabeça do jogador, mas neste caso só controlam mesmo a mira. Se olharem para a esquerda, vão apontar a mira para a esquerda, mas o robô ficará virado para o mesmo sítio. Isto implica movimentos menos bruscos, e embora o primeiro tipo de controlo possa ser ligeiramente mais rápido (e a melhor opção quando quiserem competir a sério), o controlo alternativo é mais simpático para as primeiras horas de jogo.

Existem quatro robôs base que podem controlar, de diferentes tamanhos e habilidades. Um é pequeno (existem passagens que só ele é capaz de percorrer) e consegue planar no ar. Outro é forte e alto, e quando salta consegue executar um forte ataque quando embate no chão. Depois existem várias classes disponíveis para todos os robôs base: um é capaz de recuperar saúde quando elimina um inimigo, outro consegue roubar elementos (como a bola) à distância, e por aí adiante. Ainda podem controlar diferentes armas, dependendo do robô e da classe que escolheram (têm de comprar as classes com o dinheiro que ganham).

Uma mecânica é comum a todos os robôs, e envolve o foco da sua energia. Podem direcionar a energia para andarem mais rápido, para disparem projéteis mais fortes, ou para repararem o robô. A forma como utilizam esta mecânica é essencial para a vitória. Depois também existe um modo de Overdrive, que é acionado quando matam três inimigos seguidos. O modo Overdrive ativa os três modos de energia em simultâneo e dura vários segundos.

Quanto a modos de jogo, existem três. Team Takedown é basicamente um Team Deathmatch, ou seja, a equipa que eliminar mais inimigos no fim do tempo de jogo ganha. Endzone é uma variante do futebol americano, e o objetivo é passar com uma bola pela área inimiga. Podem passar a bola, e quando o seu portador é morto, a bola fica solta. Por último temos Powerslam. Este modo coloca um arco no centro da arena, e o objetivo é marcar pontos. Para marcarem um ponto têm de passar pelo arco (de cima para baixo) quando estão no modo Overdrive.

RIGS é um jogo virado para a jogabilidade online, que funciona bastante bem. O microfone imbutido do PSVR cumpre a sua função e permite a comunicação de todos os membros da equipa, e nada tivemos problemas de lag ou framerate. Além do modo online, também existe uma liga offline, que embora não seja tão interessante, permite percorrer temporadas inteiras. Podem contratar colegas comandados pela inteligência artificial e participar num campeonato e numa taça a eliminar. Noutro modo podem personalizar o aspeto do piloto e adquirir patrocínios para as variantes online e offline. Estes patrocíonios estão ligados a desafios (marcar dois pontos em Endzone, ou eliminar cinco inimigos num jogo, por exemplo), mas valem recompensas em dinheiro que podem usar para comprar outras classes de robôs.

A jogabilidade de RIGS é excelente, como experiência de realidade virtual é impressionante, e o jogo é competitivo e divertido. Tudo acompanhado por bons níveis de produção e bom grafismo. O chefe de equipa pode ser um pouco irritante com os seus comentários constantes durante as partidas, mas o som do público, dos efeitos, e das músicas motivadoras, acrescentam grande atmosfera ao jogo.

Há algo que temos de apontar a RIGS, que é a escassez de conteúdo. Considerando que é um jogo de preço inteiro, gostaríamos que tivesse mais robôs, mais arenas (tem quatro), e mais opções de personalização. É possível que a Guerrilla Cambridge acrescente mais conteúdo no futuro, mas como base, sabe a pouco. Outro factor que receamos prende-se com a base de jogadores. Está limitado à PS4, a quem tem o PSVR, e ainda quem comprou RIGS Mechanized Combat League. Não nos parece que seja uma base de jogadores muito grande, o que pode causar alguma demora durante o emparelhamento das partidas online.

Embora devam considerar as falhas mencionadas em cima, o mais importante que devem reter é que RIGS é um dos jogos que maior sensação de enjoo e tonturas pareceu causar, por isso é essencial que o experimentem primeiro. Ninguém quer gastar 60 euros num jogo que depois não consegue jogar. Caso tenham alguma resistência aos enjoos da realidade virtual, então RIGS é um dos melhores jogos que podem comprar para o PSVR, sobretudo se gostam do género competitivo.

8
Bom em 10 · Gamereactor Portugal
Prós Impressionante experiência de realidade virtual. Grande incentivo à competição. Bons valores de produção. Inclui modo offline.
Contras Podia ter mais arenas, modos, e competições. Não é para todos os estômagos.
Nota da rede Média de 4 edições da Gamereactor
7,5 amplitude 6–8
Gamereactor 8
Gamereactor Norge 6
Gamereactor Italia 8
Gamereactor Portugal 8
Editor-in-Chief Portugal Ricardo C. Esteves was editor-in-chief of Gamereactor Portugal, writing for the site from 2013. He covered video games across news, previews and reviews, and also wrote on film and television.
Perfil completo Autor da Gamereactor desde 2013 · 7.617 artigos publicados
8
Bom Nota da rede em 4 edições
Dados do jogo
Produtora Guerrilla Cambridge
Editora Sony
Data de lançamento 12 Outubro 2016
Género Action
Plataformas
PS4
Porquê confiar na Gamereactor
23 Edições Cada uma com a sua redação e as suas notas.
1998 A publicar desde De propriedade independente desde o início.
100% Jogado por nós Escrito a partir do tempo passado com o jogo, nunca de material de imprensa.
1–10 Nota da rede A nota de cada edição, com média feita e à vista.