Um movimento juvenil no Japão está crescendo em oposição à possível revisão da Constituição pacifista do país asiático, segundo o The Guardian. Em particular, temem que a primeira-ministra Sanae Takaichi possa acabar ajustando o Artigo 9, que renuncia de forma categórica à guerra como um direito soberano.
Manifestantes tentam levantar preocupação de que a intenção do primeiro-ministro de buscar uma reforma constitucional, somada à decisão de suspender a proibição de exportação de armas letais, possa arruinar até oito décadas de pacifismo pós-Segunda Guerra Mundial. Segundo a fonte, o debate sobre a questão militar se intensificou recentemente devido à atual tensão geopolítica, incluindo a guerra no Irã, a pressão de Donald Trump e a posição dos vizinhos China (assertividade) e Coreia do Norte (ameaça nuclear).
Os grupos de protesto incluem não apenas estudantes, mas também jovens adultos, famílias, mulheres e pacifistas veteranos que veem o Artigo 9 como sua garantia contra serem arrastados para as guerras dos outros.