Donald Trump vencer o Prêmio da Paz da FIFA foi "uma clara violação do dever de neutralidade da FIFA" e quebrou quatro regras das próprias regras da FIFA, diz a organização sem fins lucrativos FairSquare, que escreveu uma carta reclamando e pedindo ao comitê de ética da FIFA que investigue o presidente Gianni Infantino.
A FIFA concedeu a Trump um prêmio por seus esforços pela paz mundial durante o sorteio da Copa do Mundo na última sexta-feira, um prêmio criado apenas um mês antes. Infantino já havia dito anteriormente que Trump "definitivamente mereceu" o Prêmio Nobel da Paz.
"A concessão de um prêmio dessa natureza a um líder político em exercício é, por si só, uma clara violação do dever de neutralidade da FIFA. A concessão de um prêmio dessa natureza a um líder político em exercício é, por si só, uma clara violação do dever de neutralidade da FIFA", disse a organização.
Eles acrescentaram que Infantino já apoiou anteriormente a agenda política de Trump, e que "a absurda estrutura governacional da FIFA" permitiu que Infantino "desrespeitasse abertamente as regras da organização e agisse de maneiras que são tanto perigosas quanto diretamente contrárias aos interesses do esporte mais popular do mundo."
A organização também denunciou a situação dos trabalhadores migrantes indianos que trabalham na Arábia Saudita para a Copa do Mundo de 2034, e em maio passado afirmou que a recusa da FIFA em aplicar sanções contra a Associação de Futebol de Israel é "mais uma prova da aplicação ad hoc e seletiva de suas regras pela organização".