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O chefe das forças de drones da Ucrânia quer lançar uma campanha contra a Crimeia e cortá-la da Rússia

O comandante 'Madyar' afirma que, em menos de um mês, eles estariam prontos para retomar a estrada de acesso à península após 12 anos sob ocupação russa.

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A invasão russa da Ucrânia começou em 2022, mas já em 2014 a Rússia anexou, sem qualquer base no direito internacional, a península da Crimeia, assim como outros territórios no leste da Ucrânia. Retomar a Crimeia não é apenas um objetivo estratégico no conflito atual, mas também uma questão de acertar contas antigas entre os dois estados vizinhos, que agora parecem estar longe de assinar um cessar-fogo.

Em um bunker subterrâneo secreto, a Reuters entrevistou o comandante das Forças de Sistemas Não Tripulados da Ucrânia, Robert Brovdi, também conhecido como 'Madyar', sobre a campanha que vem perturbando a rodovia Novorossiya nas últimas semanas, levando à paralisação virtual do transporte militar russo naquela região ocupada da Ucrânia, além do racionamento de combustível na Crimeia. "Vamos isolar a Crimeia em breve", prometeu o chefe da unidade de drones da Ucrânia.

A verdade é que a campanha de ataques da Ucrânia em território ocupado pela Rússia quase parou completamente o avanço da linha de frente, cortando quase totalmente as linhas de suprimento. Eles também têm se concentrado em enfraquecer suas defesas aéreas, destruindo alvos estrategicamente importantes já em solo russo, como fábricas de armas e infraestrutura de petróleo. O objetivo final, segundo Brodvi, é forçar Moscou a recuar, em vez de avançar. "Criaremos as condições necessárias para tornar extremamente difícil para qualquer membro das forças armadas ou trabalhador da indústria de defesa permanecer na Crimeia, nos territórios temporariamente ocupados ou usar as rotas de acesso para eles."

Nos primeiros cinco meses deste ano, unidades de drones mataram mais de 50.900 militares russos e atingiram mais de 176.500 alvos inimigos. A taxa média diária de baixas era de 337 soldados russos e 1.169 alvos inimigos. Além disso, destruíram 174 sistemas de defesa aérea russos avaliados em cerca de 5,4 bilhões de dólares. A Rússia identificou Brodvi como um alvo de alto valor e ele está em sua lista dos mais procurados.

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