O chamado boom solar na China desacelerou significativamente em 2026 após um 2025 histórico, conforme analisado pela Carbon Brief no início deste mês. O país asiático adicionou até 315GW de capacidade solar no ano passado, o que representou mais da metade de toda a energia solar nova no mundo. No entanto, registros da temporada de primavera no início deste ano mostram que as novas instalações caíram drasticamente.
Como ocorre em outros países, como a Espanha (embora esta última tenha mais a ver com subsídios, saturação e preços mais baixos da eletricidade ultimamente), a desaceleração é em parte causada pela incerteza das políticas, e não simplesmente pela menor demanda dos usuários. A China está se afastando das tarifas renováveis de preço fixo e adotando um sistema mais baseado no mercado, deixando desenvolvedores e bancos inseguros quanto às possibilidades de financiamento.
Após uma onda estelar, a história solar da China agora muda da expansão para a integração. Analistas preveem que 2026 não alcançará o ritmo agitado do ano passado, e há um interesse maior em absorver a geração renovável existente na rede. No entanto, as exportações continuam fortes, já que os altos preços da energia (novamente em parte devido à guerra) impulsionaram a demanda global.