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My Time At Portia

My Time At Portia

Depois de um ano em acesso antecipado, chegou a altura de refletir sobre o tempo passado em Portia.

  • Texto: Kieran Harris

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Quando jogámos My Time At Portia ainda em janeiro de 2018, altura em que foi lançado em acesso antecipado, adorámos o nosso tempo com este simulador de quintas e comunidade. Gastámos dezenas de horas a criar objetos, a explorar regiões altamente coloridas, e a criar laços com os habitantes de Portia. Desde então, My Time at Portia foi reforçado com conteúdo novo, e vários afinamentos, e foi finalmente lançado em definitivo para PC (eventualmente irá também chegar às consolas).

Em My Time At Portia vão assumir o papel de um jovem construtor, que herdou a oficina do seu pai na cidade de Portia. A cidade em si parece que foi arrancada de um livro com histórias de fadas, ao contrário da casa do protagonista, que está cheia de buracos e inclui apenas uma cama. A vossa primeira função será portanto a de arranjar a casa, e pelo caminho, obter a licença de construtor. Depois disso devem melhorar a vossa reputação enquanto construtores, assumindo projetos propostos na cidade.

Normalmente vão obter esta tarefas através de um quadro na Guilda de Comércio, mas também existem missões de história que serão ativadas em certos momentos. Estas missões normalmente envolvem criar um certo item com materiais recolhidos nos bosques, que depois devem ser processados na oficina. À medida que avançam pelo jogo, as fórmulas começam a ficar gradualmente mais complexas, o que irá obrigar o jogador a expandir a sua base de operações.

Pelo caminho vão criar amizades em Portia, construir um novo sistema de transporte, e participar em eventos específicos da cidade, como o Festival do Sol Brilhante. Deixar uma marca na comunidade é uma parte tão integral da experiência como a própria construção de objetos e estruturas, o que ajuda a variar a experiência de jogo. À medida que trabalham nas amizades com certas personagens, vão também receber determinadas vantagens e benefícios, o que acaba por ligar os dois lado da experiência.

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Depois de uma campanha de história a rondar as 15 horas de jogo, continuávamos a sentir que ainda faltava explorar várias atividades da cidade, e outras distrações. Por exemplo, existem várias atividades em que podem participar quando não estão a fazer nada de importante (a Guilda de Comércio fecha aos fins de semana), como pescar, criar uma quinta com animais, ou tentar reconstruir as relíquias que encontrarem em ruínas. Até existem masmorras que podem explorar, de forma a adquirirem itens e pontos de experiência, e se quiserem, até existe a opção para casar. O jogo está recheado de conteúdo, que vai muito além do que é apresentado na campanha de história.

Embora não faça muito sentido, vão ganhar atributos com cada peça de mobília que colocarem na casa. Isto ajudou a ligar os aspetos de construção com o combate, tornando a experiência de jogo coesa, apesar de incluir várias componentes diferentes. Já o sistema de combate propriamente dito, é algo simplista, talvez demais. Faz lembrar um pouco os Zeldas clássicos, com gestão de energia, ataques básicos, e desvios. Foi a componente do jogo que menos nos impressionou, mas acabou por cumprir a sua função.

Muitos elementos foram melhorados ao longo do ano de acesso antecipado, mas algumas das nossas queixas iniciais persistem, como a incapacidade para gravar a não ser dormindo, ou o facto dos itens não serem identificados quando o inventário está cheio (isto pode levar-vos a abdicar de um item do inventário por algo que pode ser na verdade inútil). Também achámos que a interface e a navegação dos menus é bem menos intuitiva com um comando, pelo que esperamos que este problema seja resolvido antes do lançamento nas consolas.

Estes são alguns dos problemas que tivemos com My Time At Portia, mas não são suficientes para deixarmos de recomendar o jogo, sobretudo se apreciam este tipo de experiências de construção, comunidade, e exploração. Divertimos-nos imenso a construir o nosso legado em Portia, cumprindo missões de história, conhecendo as suas personagens, e participando nas atividades. O combate podia ter mais profundidade, e alguns elementos podiam estar mais afinados, mas My Time At Portia é um jogo fantástico apesar disso.

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09 Gamereactor Portugal
9 / 10
+
Mundo adorável. Atmosfera acolhedora. História comovente. Muito conteúdo.
-
Sistema de combate é muito simples. Uma ou outra falha menor.
overall score
Esta é a média do GR para este jogo. Qual é a tua nota? A média é obtida através de todas as pontuações diferentes (repetidas não contam) da rede Gamereactor