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Gamereactor Análises Moons of Madness
Análises Moons of Madness

Moons of Madness - PS4 / Xbox One Review

A aventura lovecraftiana de ficção científica virou os seus tentáculos para as consolas.
Ricardo C. Esteves 24 Março 2020

Moons of Madness já não é nenhuma novidade para os jogadores de PC, considerando que o jogo chegou ao Steam a 22 de outubro de 2019, mas só hoje foi lançado para consolas. A experiência é exatamente a mesma, salvo algumas diferenças menores em termos de resolução e frames por segundo, mas o conteúdo é o mesmo. Trata-se de um jogo de exploração na primeira pessoa, a roçar o estilo de "Walking Simulator", mas com mais interações do que outros títulos do género.

Moons of Madness (Luas da Demência) é uma referência às duas luas de Marte, Phobos e Deimos, que guiam um enredo de terror que mistura influências de Lovecraft com ficção científica. A narrativa passa-se numa base espacial em Marte, e o jogador assume o papel de Shane Newehart, um engenheiro que tem a função de manter a base a funcionar. Uma nota de curiosidade, Moons of Madness passa-se no mesmo universo que The Secret Worlds, o MMORPG da Funcom lançado em 2012, embora esta informação não seja de todo essencial para desfrutar da história.

Como deve calcular, a situação começa gradualmente a complicar-se na base, o que obriga Shane - e o jogador - a deslocar-se para várias áreas da base para resolver os problemas. A base divide-se em diferentes secções, que Shane visita utilizando um veículo próprio, embora o jogador nunca chegue a conduzir o veículo. A jogabilidade resume-se por isso a cumprir uma série de ações banais, como virar válvulas, colocar e tirar capacetes (para quando necessita de visitar o exterior da estação), e resolver alguns puzzles básicos. Isso resume-se maioritariamente a secções aborrecidas de jogabilidade, com tarefas que nada acrescentam à experiência de jogo a não ser longevidade.

À semelhança de outros jogos do género, Moons of Madness utiliza sobretudo dois modelos para contar a história: conversas via rádio entre o protagonista e outras personagens, e textos na forma de emails ou documentos. Gostámos da prestação dos atores, e em particular da relação entre Shane e Declan Delaporte, que conseguem ter conversas credíveis entre si.

Eventualmente, contudo, começam a aparecer as influências de Lovecraft, e a ficção científica começa a dar lugar a elementos sobrenaturais de terror. Existem algumas sequências interessantes, sobretudo na forma de memórias de Shane, e também alguns sustos eficazes, mas o jogo nunca consegue criar um ambiente particularmente assustador. Grotesco, talvez, mas não assustador ou tenso.

Embora a atmosfera de Moons of Madness não seja muito eficaz, sobretudo comparada com outros jogos de terror e mistério, a estação foi construída com um detalhe gráfico apreciável, e beneficia ainda de efeitos sonoros de qualidade, na forma como recriam os mecanismos da base, a ausência de oxigénio, e outros pormenores semelhantes. Existem também criaturas, de que não vamos falar em detalhe, mas Moons of Madness não inclui qualquer tipo de combate, e deve ter aprendido com Soma, já que estes inimigos também nunca se tornam um estorvo real.

Quanto ao mais importante neste tipo de jogo, a história, acaba por ter o seu interesse, sobretudo se gosta do estilo lovecraftiano e de ficção científica. Demência é naturalmente uma grande parte da história e da experiência, e existem algumas reviravoltas inesperadas, mas está longe de causar o mesmo impacto que outros jogos semelhantes.

Seja no PC ou nas consolas, Moons of Madness é um jogo que não impressiona, e que não é particularmente memorável, mas tem os seus pontos positivos. Não o recomendamos a todos os jogadores, mas se apreciou algo como Conarium ou Soma (embora Moons of Madness seja muito inferior a Soma), é provável que retire uma experiência razoável de Moons of Madness.

6
Médio em 10 · Gamereactor Portugal
Prós Bom grafismo geral. Base detalhada. Bom desempenho dos atores. Um ou outro susto eficaz.
Contras Interações são na maior parte banais e aborrecidas. Ambiente não é particularmente assustador. Não acrescenta nada de novo ao género.
Nota da rede Média de 9 edições da Gamereactor
6,0
Gamereactor 6
Gamereactor Norge 6
Gamereactor Deutschland 6
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Gamereactor France 6
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Gamereactor Portugal 6
Gamereactor Polska 6
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Editor-in-Chief Portugal Ricardo C. Esteves was editor-in-chief of Gamereactor Portugal, writing for the site from 2013. He covered video games across news, previews and reviews, and also wrote on film and television.
Perfil completo Autor da Gamereactor desde 2013 · 7.617 artigos publicados
6
Médio Nota da rede em 9 edições
Dados do jogo
Produtora Rock Pocket Games
Editora Funcom
Data de lançamento 21 Outubro 2019
Género Horror
Plataformas
PC PS4 Xbox One
Porquê confiar na Gamereactor
23 Edições Cada uma com a sua redação e as suas notas.
1998 A publicar desde De propriedade independente desde o início.
100% Jogado por nós Escrito a partir do tempo passado com o jogo, nunca de material de imprensa.
1–10 Nota da rede A nota de cada edição, com média feita e à vista.