Minas Lepstok ou PFM-1: É assim que drones russos estão aterrorizando a Ucrânia
Drones russos estão lançando pequenos dispositivos explosivos em formato de folha, que se misturam com a folhagem do outono.
Veículos aéreos não tripulados (VANTs) russos estão lançando pequenos dispositivos explosivos em formato de folha pelas ruas de Kherson, misturando-se à folhagem do outono e causando dezenas de feridos, segundo autoridades locais e moradores.
Conhecidas localmente como minas lepstok ou PFM-1, esses dispositivos são projetados para parecerem folhas caídas, tornando-as quase invisíveis e particularmente perigosas para crianças. Desde o início do ano, Kherson relatou pelo menos três mortes, incluindo uma criança, e mais de 67 feridos ligados às minas. Veículos e ambulâncias também foram danificados.
Ensinando as crianças sobre as minas
As autoridades instalaram redes antidrones ao redor de áreas críticas, e as escolas adaptaram aulas para ensinar as crianças a reconhecer e evitar as minas. "Se as crianças veem uma mina, são instruídas a parar, refazer seus passos e manter a calma", diz Irina Kortinuk, uma funcionária escolar local.
Moradores como Arseni, de 13 anos, sobreviveram a um incidente na mina graças a treinamentos prévios. "O banco da bicicleta absorveu a maior parte dos estilhaços. Consegui chegar em segurança na casa da minha avó", explica sua mãe.
Banido pela Convenção de Ottawa de 1997
O uso das minas PFM-1, proibido pela Convenção de Ottawa de 1997, foi condenado pela Anistia Internacional, que pede que esses ataques sejam classificados como crimes de guerra.
Apesar das ameaças contínuas, os civis continuam a circular pela cidade com cautela, mantendo rotinas diárias em meio à constante atividade de drones. "O objetivo é aterrorizar a população", diz o governador militar de Kherson, Oleksandr Prokudin. "Isso se tornou uma tática recorrente este ano."
Para mais detalhes, confira El Mundo.