Maquinistas de trem na Espanha convocam greve nacional após descarrilamentos mortais
Os acidentes fatais geram preocupações com a segurança, já que os sindicatos exigem responsabilidade e reparos urgentes nos trilhos.
O maior sindicato de maquinistas de trem da Espanha convocou uma greve nacional após uma semana de acidentes ferroviários fatais, incluindo a colisão em alta velocidade perto de Adamuz que matou 42 pessoas e o descarrilamento de passageiros perto de Barcelona que tirou a vida de um motorista. O sindicato, SEMAF, está exigindo responsabilização criminal daqueles responsáveis por garantir a segurança ferroviária, citando um padrão antigo de negligência na infraestrutura.
O descarrilamento de trem suburbano perto de Barcelona na terça-feira foi causado pelo desabamento de um muro de contenção nos trilhos durante fortes chuvas, ferindo gravemente quatro passageiros. Um terceiro descarrilamento na rede regional da cidade, causado por um desnecesso de pedras, felizmente não resultou em feridos. As tragédias ocorrem poucos dias após o catastrófico acidente de Adamuz, no qual dois trens de alta velocidade colidiram em questão de segundos, obrigando os socorristas a separar vagões para localizar vítimas.
A SEMAF havia alertado a operadora ferroviária Adif em agosto passado sobre o desgaste severo da rede de alta velocidade, incluindo buracos, desequilíbrios nos trilhos e linhas aéreas danificadas, destacando riscos recorrentes de segurança. "Vamos exigir responsabilidade criminal daqueles responsáveis por garantir a segurança da infraestrutura ferroviária", disse o sindicato em um comunicado. O ministro dos Transportes, Oscar Puente, reconheceu o impacto emocional nos motoristas, mas sugeriu que o clima, e não a infraestrutura, causou dois dos incidentes.
Os acidentes lançaram a rede ferroviária espanhola no caos, com os passageiros correndo por transporte alternativo e linhas regionais na Catalunha suspensas para inspeções. Adif impôs restrições adicionais de velocidade na linha Madrid-Barcelona e realizou reparos durante a noite em quatro pontos críticos. Enquanto isso, os operadores ferroviários enfrentam tanto a supervisão da segurança quanto a confiança pública, enquanto o país lamenta uma das semanas ferroviárias mais mortais da Europa nos últimos tempos...

