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Análises Left Alive

Left Alive

Parece Metal Gear, mas está muito longe da obra criada por Hideo Kojima.
Roy Woodhouse 15 Março 2019

Left Alive captou a nossa atenção por dois fatores: está associado à Square Enix, e lembra imenso Metal Gear Solid. O estúdio até foi ao ponto de contratar Yoji Shinkawa, o homem que trabalhou nas imagens de arte de Metal Gear Solid, e isso é evidente pelo poster promocional de Left Alive. As semelhanças não se ficam por aqui, já que Left Alive é um jogo de ação furtiva na terceira pessoa, num mundo onde existem mechs gigantes.

Com Hideo Kojima fora da Konami, não sabemos que futuro terá Metal Gear Solid - se algum -, e por isso, tínhamos a esperança que este Left Alive pudesse de alguma forma preencher o vazio deixado por Solid Snake e Big Boss. Infelizmente não é o caso, longe disso. Left Alive tem boas ideias, como uma mecânica para criar uma série de armadilhas para enganar ou incapacitar os inimigos. Tem também uma história relativamente interessante, missões secundárias, e uma dose generosa de horas de jogo.

Pena que tudo isso acabe por ser trucidado por controlos medíocres, uma inteligência artificial péssima, picos de dificuldade absurdos, e uma qualidade gráfica muito abaixo da média.

Em Left Alive vão controlar três personagens, num país fictício de 2127. Novo Slavia foi ocupada por uma força militar poderosa, que está a causar um autêntico genocídio, e cabe aos três protagonistas procurarem sobreviventes e responder aos atacantes com táticas e armas improvisadas. Mikhail é um piloto de Wanzers (os mechs), Olga é uma oficial da polícia, e Leonid foi acusado erradamente de ter cometido um crime. É uma atmosfera hóstil e opressiva, detalhada por uma introdução interessante. A neve cobre uma série de corpos no chão, as forças ocupantes são assustadoras, e Left Alive pareceu ter um início promissor.

Os problemas começaram assim que tivemos o controlo da personagem. A jogabilidade parece algo presa e trapalhona, sem confiança. É quase como se não tivéssemos controlo total da personagem, e isto aplica-se tanto ao movimento, como aos tiroteios. Não é uma experiência natural, pelo contrário, parece que estamos a lutar constantemente com os controlos, e mesmo depois de várias horas de jogo, estávamos a cometer erros que não são normais.

Começamos a jogar na dificuldade intermédia, mas o que encontrámos foi algo mais parecido com um difícil ou muito difícil. O jogo está altamente desequilibrado, e mesmo na dificuldade mais fácil, Left Alive pode ser inexplicavelmente difícil. Existem autênticos picos bruscos de dificuldade, e em cima disso, o combate é absurdo, já que as balas - mesmo na cabeça, não têm grande efeito nos inimigos.

O jogo promove a ideia de que o jogador tem escolha na forma como pode abordar cada nível, mas pela nossa experiência, isso não é realidade. Ou jogam de forma furtiva, ou não terão hipótese, e quando dizemos furtiva, queremos dizer andar de cocras por todo o mapa sem alertar ninguém. Para terem uma ideia da jogabilidade, Left Alive não inclui qualquer tipo de ataque furtivo. Basicamente podem atacar fisicamente o inimigo com golpes normais, até que caia.

Parte dos picos de dificuldade são causados por uma inteligência artificial altamente desequilibrada, que num momento pode parecer completamente ausente, e a seguir, toda-poderosa. E depois há a inteligência artificial que acompanha o jogador, que passa todo o jogo a dizer "um inimigo está a aproximar-se" com uma voz robótica. Pelo menos os atores têm um desempenho razoável, e a banda sonora também deu alguma emoção ao jogo.

Já o departamento gráfico deixa muito a desejar. Existem alguns designs interessantes, sobretudo dos mechs, e o atmosfera transmite bem a ideia de um cenário altamente hostil, mas a nível de modelos, iluminação, e texturas, Left Alive não está ao nível dos jogos modernos. O melhor mesmo, como já referimos, foram os mechs, e as secções em que controlámos. Infelizmente, estes momentos não são frequentes, e não duram muito.

Left Alive tem algumas ideias interessantes, e com mais tempo de produção, podia ter sido um jogo melhor, mas não é o caso. Parece ter sido apressado, e isso teve consequências ao nível do grafismo, da jogabilidade, da inteligência artificial, da dificuldade, e do design dos mapas. Supomos que alguns jogadores, sobretudo os que têm mais saudades de Metal Gear Solid, podem tirar alguma diversão de Left Alive, mas é melhor esperarem por uma boa promoção.

4
Falho em 10 · Gamereactor Portugal
Prós História relativamente interessante. Algumas boas ideias.
Contras Inteligência artificial inconsistente. Controlos medíocres. Picos de dificuldade absurdos. Mau design dos níveis.
Nota da rede Média de 10 edições da Gamereactor
3,7 amplitude 2–4
Gamereactor 4
Gamereactor Norge 2
Gamereactor Deutschland 4
Gamereactor España 4
Gamereactor France 4
Gamereactor Italia 4
Gamereactor Nederland 4
Gamereactor Portugal 4
Gamereactor Polska 3
Gamereactor Asia 4
Perfil completo 44 artigos publicados
4
Falho Nota da rede em 10 edições
Dados do jogo
Produtora Square Enix
Editora Square Enix
Data de lançamento 4 Março 2019
Género Action
Plataformas
PS4 PC
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