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Análises Kingdom Hearts HD 2.8: Final Chapter Prologue

Kingdom Hearts HD 2.8: Final Chapter Prologue

Confusos com todos os jogos Kingdom Hearts? Nós também.
Kieran Harris 27 Janeiro 2017

Para já, Kingdom Hearts 3 não é mais do que uma promessa no horizonte, mas entretanto a Square Enix decidiu reunir todo o conteúdo anterior em duas coleções para PS4. A primeira é este Kingdom Hearts HD 2.8: Final Chapter Prologue, e a segunda será Kingdom Hearts HD 1.5 + 2.5 Remix, o que é um pouco estranho, considerando que a coleção que chega em março seria uma introdução mais suave para principiantes do que este Final Chapter Prologue. Este capítulo agora em análise inclui três partes de conteúdo: 0.2 Birth by Sleep - A Fragmentary Passage, Kingdom Hearts X Back Cover, e Dream Drop Distance.

O Dream Drop Distance é um título de Nintendo 3DS lançado originalmente em 2012, e foi agora remasterizado para esta coleção. O jogo segue os dois protagonistas, Riku e Sora, numa aventura onde vão tentar testar as suas capacidades para se tornarem mestres da Keyblade. Esta nova versão foi elevada para alta definição, está visualmente polida, e corre a 60 frames por segundo. A versão original foi criada para funcionar com as capacidades táteis da 3DS, mas a Square Enix fez um trabalho competente ao adaptar essas mecânicas à PS4.

Algumas animações estilo Parkour, e mascotes que acompanham o jogador, são dois elementos de jogabilidade que distinguem Dream Drop Distance dos outros jogos da saga. Durante a jornada vão encontrar listas de ingredientes, que podem usar para criarem espíritos aliados. Estes espíritos podem depois ser usados em combates, seja para usarem as suas habilidades específicas, ou para criarem combinações poderosas. Também podem cuidar destes espíritos como se fossem mascotes, alimentando-os, por exemplo. A forma como estas mecânicas funcionam, mostram claramente as suas origens para a 3DS e o estilete, mas é um compromisso que terão de fazer ao jogar nas consolas.

Ao deslizarem por um corrimão ou candeeiro vão ganhar aumentos de velocidade, o que permite criar combinações de golpes. Esta nova habilidade estilo parkour também permite desbloquear áreas secretas e colecionáveis. Se for usado eficazmente, este movimento livre pode ser usado para atacar inimigos, ganhar distância, e repetir, permitindo pouco tempo de resposta aos oponentes. Uma mecânica pouco eficaz do jogo obriga a mudar de personagem depois de uma hora de jogo, o que afeta imenso o ritmo da estória, e causa momentos de frustração quando somos obrigados a repetir uma secção.

Quanto a Fragmentary Passage, pode ser comparado a algo como Metal Gear Solid V: Ground Zeroes, que serviu de capítulo introdutório para The Phantom Pain. Fragmentary Passage é mais independente que essa aventura de Snake, mas também oferece um vislumbre do futuro. Os eventos de Fragmentary Passage passam-se depois de Birth by Sleep (lançado em 2010), e mostra a aventura de Aqua através das regiões desesperantes do Realm of Darkness. Esta aventura dura algo como cinco horas, e foi construída com o Unreal Engine 4, o que ajuda a mostrar a saga numa qualidade gráfica moderna. O esbatimento das cores também ajudam a reforçar o desespero e a escuridão desta zona, e pareceu-nos uma evolução em termos de design comparando com os antecessores. Apreciámos ainda a maior verticalidade dos níveis e um foco reforçado em secções de plataformas, com alguns movimentos arrojados e fluidos.

O combate de Fragmentary Passage continua várias mecânicas base da série, incluindo o movimento livre e a habilidade Lockshot. Esta habilidade permite a Aqua relaxar a passagem do tempo e acertar nos inimigos com uma pontaria quase perfeita. Além dos típicos ataques físicos e habilidades mágicas, também existem algumas ações contextuais que podem causar grandes quantidades de dano. Infelizmente existe grande reciclagem de conteúdo em Fragmentary Passage, sobretudo ao nível dos bosses, o que pode causar alguma fadiga nos jogadores.

Por último, existe o Back Cover, que acrescenta a profundidade e a narrativa de Kingdom Hearts X, um jogo lançado para plataformas móveis e navegadores de internet. É uma curta animação, divertida e interessante, que revela as motivações por trás de cinco videntes mascarados. Contudo, é um filme que será muito confuso para quem não tiver o contexto necessário da saga. Se, por outro lado, têm um conhecimento profundo do universo de Kingdom Hearts, então vão certamente apreciar algumas das respostas que Back Cover oferece, e as perspetivas diferentes que oferece sobre eventos que conhecemos.

A Final Chapter Prologue não é uma coleção definitiva, ou um bom ponto de entrada para novatos, mas merece destaque por trazer três aventuras de Kingdom Hearts para a PS4. Fragmentary Passage mostra o potencial que Kingdom Hearts III pode ter em termos de jogabilidade e qualidade visual, enquanto que Dream Drop Distance oferece a melhor aventura portátil de Kingdom Hearts num formato superior. Por último, Back Cover inclui vários motivos de interesse para fãs da saga. Em última análise, é uma coleção recomendada para quem já conhece a série, enquanto que os restantes provavelmente ficarão melhor servidos com a próxima coleção.

8
Bom em 10 · Gamereactor Portugal
Prós Oferece um vislumbre promissor do futuro da saga. Dream Drop Distance tem um aspeto fantástico, e as mecânicas funcionam bem.
Contras Não é acessível para novatos. Alguma perda de ritmo. Modo Fragmentary Passage recicla conteúdo.
Nota da rede Média de 7 edições da Gamereactor
7,9 amplitude 7–8
Gamereactor 8
Gamereactor Norge 7
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Gamereactor France 8
Gamereactor Italia 8
Gamereactor Nederland 8
Gamereactor Portugal 8
Perfil completo 1.880 artigos publicados
8
Bom Nota da rede em 7 edições
Dados do jogo
Produtora Square Enix
Editora Square Enix
Data de lançamento 23 Janeiro 2017
Género RPG
Plataformas
PS4 Xbox One PC
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1998 A publicar desde De propriedade independente desde o início.
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