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Análises Hyrule Warriors: Age of Calamity

Hyrule Warriors: Age of Calamity

Recuámos 100 anos nesta prequela de ação de The Legend of Zelda: Breath of the Wild.
David Caballero 18 Novembro 2020

Hyrule Warriors: Age of Calamity é mais uma produção conjunta da Nintendo com a Omega Force, o estúdio do género "Musou", de onde se destaca a saga Dynasty Warriors. Mas, é com agrado que partilhamos a noção de que este Age of Calamity é menos Musou e mais Zelda que o primeiro Hyrule Warriors, e por consequência, é também um jogo superior. Para começar existe um foco narrativo muito mais forte, baseado em Breath of the Wild, mas ao contrário do que esperávamos, não foi a história que nos surpreendeu. A jogabilidade é a verdadeira estrela de Age of Calamity, superiorizando-se à fórmula cansada dos Musou com vários elementos dinâmicos.

Ainda assim permita-nos algum contexto narrativo. Age of Calamity passa-se 100 anos antes de Breath of the Wild, e retrata a batalha épica e os eventos que culminaram numa 'sesta' de Link ao longo de um século inteiro. É uma abordagem interessante, que não foi relegada para segundo plano, pelo contrário. Este é um dos jogos Musou com maiores valores de produção que já vimos, composto por diversas sequências de história alimentadas pelo desempenho de vários atores. É uma história com drama, algumas 'parvoíces' típicas de jogos japoneses, e também, surpresas, mais do que esperávamos. Se é fã de Breath of the Wild, vai passar a amar ainda mais este mundo e estas personagens.

Quanto à jogabilidade, a base é típico Musou, mas mesmo depois de termos jogado vários Samurai e Dynasty Warriors, e até o Hyrule Warriors original, conseguimos encontrar aqui um estilo de jogo mais fresco e dinâmico do que é habitual no género. Existe grande agilidade de movimentos, com ações como desvios, saltos em paredes, e até - com Revali - voo. Também apreciámos a forma como utilizou as runas Sheikah Slate de Breath of the Wild para proporcionar habilidades únicas às personagens. Isto inclui Statis (congela os inimigos), Magnesis (atrai objetos metálicos e armas), Cryonis (cria pilares de gelo), e Remote Bombs (... atira bombas remotas). Estas ações são depois necessárias para revelar os pontos fracos dos inimigos mais poderosos e para resolver puzzles no ambiente, e até podem ser melhoradas ao longo da aventura.

Breath of the Wild também se distingui por incluir um sistema de jogabilidade à base dos elementos, como gelo, fogo, águia, e eletricidade. Isso foi também inserido em Hyrule Warriors: Age of Calamity, estando presentes em inimigos e em oponentes, o que dá outro dinamismo à jogabilidade (pode usar poças para eletrizar inimigos, e relva para queimar, por exemplo). Estes elementos são dominados com um bastão especial, que tem de ser carregado ao eliminar oponentes específicos.

Mas, como já referimos, estamos a falar de um Musou, o que significa que tudo isto se aplica a um estilo de combate de um contra muitos. O jogador é sempre muito mais poderoso que um único inimigo comum, e tem ao seu dispor várias combinações simples de golpes e ataques especiais, além das runas e dos elementos. O jogo inclui também alguma exploração, um sistema de progressão estilo RPG, lojas, missões secundárias, e desafios. Tudo isto através do mapa de Hyrule que conheceu em Breath of the Wild.

Considerando o fantástico elenco de personagens que está em Age of Calamity, só podemos adorar a nova função para alternar livremente durante os combates, o que torna os confrontos ainda mais dinâmicos e variados. É realmente bastante divertido participar nestas batalhas, mais ainda com amigos. O jogo inclui co-op local, o que por si só já é bom, mas é lamentável que não inclua qualquer tipo de multijogador online. E embora seja divertido, o co-op em ecrã dividido é também onde se notam as maiores quebras bruscas de fluidez, com o jogo a descer bem abaixo dos 30 frames por segundo.

Fora do modo co-op, contudo, nunca nos sentimos incomodados com as quebras de fluidez. Existem, sim, mas não o suficiente para perturbar o nosso divertimento com o jogo. Isso deve-se, primeiro à excelente qualidade gráfica do jogo, mas também ao elevado número de inimigos no ecrã e de efeitos especiais e algumas habilidades. Vamos ao ponto de dizer que é um dos jogos mais bonitos de sempre com a licença Zelda, e não dizemos isso ao desbarato.

Hyrule Warriors: Age of Calamity é um jogo para fãs de Zelda, mas apesar de todas as particularidades que referimos em cima, no seu núcleo ainda é um Musou, e isso implica momentos de caos, uma câmara quase indomável, e como referimos, problemas de fluidez. A ausência de online é também uma falha que lamentamos imenso, mas no geral, estamos a falar de um jogo que merece a atenção dos fãs de Musou e sobretudo de Zelda. A história apresenta grandes níveis de produção, a jogabilidade é variada e divertida, e o jogo está repleto de conteúdo, suficiente para o ocupar durante várias dezenas de horas. Um excelente companheiro para Breath of the Wild.

8
Bom em 10 · Gamereactor Portugal
Prós Excelente estilo visual. Muito e variado conteúdo. Personagens fantásticas. Boa integração das mecânicas de Breath of the Wild.
Contras Algumas quebras na fluidez de jogo. Não tem co-op online.
Nota da rede Média de 5 edições da Gamereactor
8,0
Gamereactor 8
Gamereactor Norge 8
Gamereactor Portugal 8
Gamereactor Polska 8
Gamereactor Asia 8
Editor-in-Chief Spain David Caballero was editor-in-chief of Gamereactor Spain, writing for the site from 2011. He covered video games alongside film, tech and wider culture, and interviewed developers at events across Europe.
Perfil completo Autor da Gamereactor desde 2011 · 1.402 artigos publicados
8
Bom Nota da rede em 5 edições
Dados do jogo
Produtora Nintendo, Tecmo Koei
Editora Nintendo
Data de lançamento 19 Novembro 2020
Género Action
Plataformas
Nintendo Switch
Porquê confiar na Gamereactor
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