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Análises Hearthstone: Heroes of Warcraft

Hearthstone: Kobolds e Catacumbas

Finalmente, um modo para jogar a solo.
Ricardo C. Esteves 13 Dezembro 2017

Já perdemos conta ao número de expansões que a Blizzard lançou para Hearthstone: Heroes of Warcraft, mas o jogo digital de cartas continua a crescer. Desta vez a expansão é Kobolds e Catacumbas, e introduz 135 cartas novas, mas não só. Com o modo Sessão de Masmorra, a Blizzard introduziu uma verdadeira alternativa para o jogador solitário, que procure jogar Hearthstone de forma mais casual. Um excelente primeiro passo, ainda que nem tudo esteja perfeito.

Sessão na Masmorra está disponível nas Aventuras, e cada sessão permite enfrentar oito adversários controlados pela inteligência artificial. Uma sessão termina quando derrotam os oito oponentes, ou quando perdem, acrescentando um certo sabor de roguelike à experiência. Ao todo existem 48 oponentes possíveis, que são escolhidos de forma aleatória para cada ronda. A dificuldade é crescente, e tanto a saúde, como o baralho e habilidades de cada oponente variam dependendo da ronda em que os encontram. São encontros bastante originais, já que cada adversário tem as suas particularidades, com poderes próprios. Um tem a capacidade de dar +1+1 aos seus lacaios, e outro consegue congelar inimigos, por exemplo. Os seus baralhos são depois construídos em torno destas habilidades.

Também existem alguns desafios mais engraçados, que fogem ainda mais da norma. A.F. KAY é uma personagem que está aparentemente "AFK" (longe do teclado), que não faz nada... ou será que não? Dizem os mitos que até existe um inimigo raro que não tem vida e não cartas, apenas uma série de baús no tabuleiro. O que será que acontece a quem os destruir? Ou seja, mais uma vez a Blizzard volta a mostrar grande criatividade e atenção ao detalhe, conseguindo transporta o jogador para um modo que parece realmente uma viagem a uma masmorra cheia de monstros e armadilhas.

Outra particularidade deste modo é que aqui, não vão jogar com o vosso baralho. Em vez disso vão jogar com um baralho pré-determinado de 15 cartas, e existe um para cada classe do jogo. Depois, conforme derrotam inimigos, podem escolher entre várias habilidades especiais (como oferecer +1+1 a todos o lacaios permanentemente, ou começar todos os combates com três segredos aleatórios), e também entre três conjuntos de cartas. Esses conjuntos tendem a complementar estilos específicos de jogo, como baralhos de ataque rápido, de controlo, ou de descarte, por exemplo. Quando estiverem nas rondas finais, já devem ter um baralho extremamente poderoso, sobretudo graças às habilidades especiais que vão ganhar, mas isso não significa que seja fácil, pelo contrário.

Os "bosses" de cada sessão são inimigos específicos, que são bastante difíceis de derrotar. Mesmo que sejam veteranos de Hearthstone, é provável que tenham dificuldades para vencerem estes oponentes de respeito. É um desafio interessante, que pode ser jogado gratuitamente por qualquer jogador. O único senão em relação a este modo é que não existem realmente recompensas por completar as sessões. Se fosse possível desbloquear um pacote por dia por completar uma sessão, ou pelo menos algumas moedas de ouro, Sessão de Masmorra seria uma proposta bem mais interessante. Assim, como está, ainda é uma alternativa divertida, mas que acaba por não ser realmente recompensadora.

Quanto às novas cartas e mecânicas, há a destacar a mecânica de recrutamento. Esta mecânica pode ser encontrada em feitiços, armas, e lacaios, e basicamente permite ir buscar uma criatura ao baralho e colocá-la em jogo. Por exemplo, o Incubador Dragônico é um lacaio que, no final do turno do jogador, "recruta" outro dragão, retirando-o do baralho do jogador e colocando-o em jogo. É uma mecânica interessante, e que terá impacto em alguns baralhos. Já existem baralhos desenhados especificamente para aproveitarem esta função, mas de momento não é algo que se tenha alastrado.

Existem sim mais baralho que tentam ganhar os confrontos numa única jogada, o que é francamente irritante. Jogadas como a do Mago que consegue invocar infinitamente bolas de fogo para aniquilar o jogador, ou o Paladino, que num único turno consegue jogar os quatro cavaleiros do apocalipse, aniquilando de vez o jogador. Isto não é divertido, assistir indefeso enquanto o outro jogador nos destrói sem hipótese de defesa, independentemente da nossa saúde ou do nosso tabuleiro. Claro que existem baralhos que conseguem contrariar estas jogadas, mas suportar este tipo de táticas, em que é impossível responder, não nos parece muito benéfico para a experiência geral.

Normalmente jogamos com o Guerreiro, e temos de referir que nos parece de momento uma das classes mais fracas. Existem claramente diferenças entre algumas classes, algum desequilíbrio, possivelmente mais do que foi evidente noutras alturas. É certo que a Blizzard eventualmente fará emendas, mas normalmente demoram algum tempo até mudarem algo no jogo, já que preferem testar os seus efeitos até à exaustão antes de as colocarem em prática.

Kobolds e Catacumbas está longe de ser a melhor expansão de Hearthstone: Heroes of Warcraft. Se por um lado gostamos da introdução da sessão de masmorras, parece-nos que a mecânica de recrutamento não é tão interessante como as mecânicas de outras expansões. Continua a ser um dos melhores jogos free-to-play do mercado, e altamente recomendável para qualquer fã de jogos de cartas deste tipo, mas esperávamos mais de Kobolds e Catacumbas.

7
Bom em 10 · Gamereactor Portugal
Prós Sessão na Masmorra é um modo divertido e há muito pedido. Novas táticas possíveis com as mecânicas introduzidas.
Contras Parece existir algum desequilibro entre classes. Demasiadas jogadas que matam num só turno. Faltam incentivos a Sessão na Masmorra.
Nota da rede Média de 9 edições da Gamereactor
6,9 amplitude 4–8
Gamereactor 8
Gamereactor Norge 4
Gamereactor Deutschland 7
Gamereactor España 5
Gamereactor France 8
Gamereactor Italia 8
Gamereactor Portugal 6
Gamereactor Polska 8
Gamereactor Asia 8
Editor-in-Chief Portugal Ricardo C. Esteves was editor-in-chief of Gamereactor Portugal, writing for the site from 2013. He covered video games across news, previews and reviews, and also wrote on film and television.
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7
Bom Nota da rede em 9 edições
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