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Análises Hearthstone: Heroes of Warcraft

Hearthstone: Fractured in Alterac Valley

Melhor que a última expansão, mas ainda com problemas.
Ricardo C. Esteves 14 Dezembro 2021

Tínhamos alguma expetativa para ver o que a Blizzard iria fazer com esta expansão, considerando o 'desastre' que foi United in Stormwind, pois queríamos perceber se a Blizzard conseguiria dar a volta ao estado lastimável em que deixou Hearthstone. É verdade que com o passar das semanas alguns dos problemas mais graves de United in Stormwind foram suavizados, mas grande parte desses problemas foram causados por escolhas de design, não apenas por questões de desequilíbrio de algumas cartas.

Felizmente Fractured in Alterac Valley não tem esse problema, ou pelo menos não é tão aparente. A maior parte das 135 cartas inseridas com a nova expansão apontam para um pensamento mais diversificado em termos de possibilidades. Enquanto United in Stormwind colocou todo o foco nas missões, motivando um estilo de jogabilidade com pouca interação entre jogadores e partidas mais rápidas, sem espaço para baralhos de controlo, Fractured in Alterac Valley promove bem mais interação entre jogadores e abre de novo as portas a vários baralhos de controlo.

Como acontece com cada expansão, o jogo introduz algumas mecânicas novas. Existem Hero Cards épicas, que depois de jogadas ativam um efeito e mudam o poder de herói para algo muito mais poderoso. Depois temos o efeito Honorable Kill, que garante um bónus se matar um inimigo com o número exato de dano necessário para o matar. Por fim existem os Objectives, que são feitiços que fazem algo todos os turnos durante o máximo de três turnos seguidos, como causar um de dano a todos os lacaios, por exemplo.

Como se trata de uma expansão baseada no Battleground Alterac Valley de World of Warcraft, neve e gelo são temas fortes nas novas cartas. Mais classes têm agora acesso a cartas que congelam e atrasam um pouco o jogo, aumentando novamente a duração das partidas em comparação com United in Stormwind, permitindo ganhar tempo para aplicar mais táticas. Isto não significa que os baralhos de controlo são melhores que os outros, e que as partidas se tornaram incrivelmente longas, nada disso. Simplesmente significa que agora voltaram a ser pelo menos uma opção mais viável do que na expansão anterior.

Ou pelo menos em teoria...

Infelizmente, e como acontece com quase todas as expansões, o jogo está a precisar urgentemente de alguns equilíbrios. A verdade é que, embora existam aqui cartas e baralhos com grande potencial, muitas delas não podem ser cumpridas devido a desequilíbrios. O exemplo mais evidente é o Irondeep Trogg, um lacaio 1/2 que custa 1 de mana, mas que tem a capacidade para se multiplicar se o adversário lançar um feitiço que não mate de imediato Irondeep Trogg. Como é um lacaio que custa 1 de mana, isto significa que pode ser jogado antes do adversário sequer jogar a sua missão ou a sua moeda, por exemplo. É incrível como a Blizzard deixou passar uma carta destas nestas condições.

Outra carta exageradamente poderosa é Tamsin's Phylactery, uma carta que, quando certas condições se encontram, permite bombardear o oponente com uma quantidade absurda de dano. O efeito em si não nos parece exagerado, mas o facto de ser possível fazer isto ao turno 7 ou 8, e com pouca hipótese de resposta do adversário, parece-nos demasiado e a precisar urgentemente de um ajuste.

Isto significa que algumas classes estão a sofrer neste momento com estes desequilíbrio, em particular o Mago. E claro, existem vários momentos de frustração causados por cartas e baralhos exageramente poderosos, o que também leva a uma clonagem absurda de baralhos, enquanto jogadores tentam aproveitar-se do que está mais poderoso neste momento. Como é óbvio, isto implica uma experiência de jogo longe de satisfatória, embora mesmo assim não seja tão mau quanto United in Stormwind.

É que se a expansão anterior sofria de um mal diretamente ligado ao seu design e filosofia, Fractured in Alterac Valley apresenta problemas mais à superfície, o que significa que podem ser potencialmente resolvidos com algumas atualizações. Além disso existem, como já dissemos, baralhos e táticas com grande potencial, embora de momento muitos deles sejam difíceis de realizar pelo desequilíbrio. Mas temos esperanças, e temos vontade de continuar a jogar, o que é mais do podíamos dizer de United in Stormwind. Os próximos dias e semanas serão decisivos para perceber como irá evoluir a expansão.

6
Médio em 10 · Gamereactor Portugal
Prós Existem aqui cartas e possibilidades com grande potencial...
Contras ... mas desequilíbrios impedem, para já, essas cartas de atingirem o seu potencial.
Nota da rede Média de 9 edições da Gamereactor
6,9 amplitude 4–8
Gamereactor 8
Gamereactor Norge 4
Gamereactor Deutschland 7
Gamereactor España 5
Gamereactor France 8
Gamereactor Italia 8
Gamereactor Portugal 6
Gamereactor Polska 8
Gamereactor Asia 8
Editor-in-Chief Portugal Ricardo C. Esteves was editor-in-chief of Gamereactor Portugal, writing for the site from 2013. He covered video games across news, previews and reviews, and also wrote on film and television.
Perfil completo Autor da Gamereactor desde 2013 · 7.617 artigos publicados
6
Médio Nota da rede em 9 edições
Dados do jogo
Produtora Blizzard Entertainment
Editora Activision Blizzard
Género Strategy
Plataformas
PC Mac iOS Android
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