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Gamereactor Análises Halo 3: ODST
Análises Halo 3: ODST

Halo 3: ODST

Regressar ao universo de Halo é sempre interessante, mesmo que falte uma peça importante a este ODST.
Mike Holmes 4 Junho 2015

É difícil falar de Halo 3: ODST sem primeiro abordar a questão da Halo: The Master Chief Collection. Não sabemos se o plano foi sempre este, mas a Microsoft confirmou que Halo 3: ODST para Xbox One pode ser descarregado gratuitamente por todos os jogadores que acederam a The Master Chief Collection entre os dias 11 de novembro e 19 de dezembro de 2014. É uma espécie de pedido de desculpas por parte da editora, por todos os problemas evidenciados pelos modos online da coleção.

Halo 3: ODST também é importante porque é a primeira campanha adicionada à coleção que não inclui Master Chief. Isto dará esperança a todos os jogadores que gostariam de experienciar Halo: Reach na nova geração, ou num plano ainda mais optimista, até algumas variações da série principal, como Halo: Wars. Nada disto foi confirmado ou anunciado pela Microsoft, mas parecia-nos um passo lógico.

Quanto ao próprio ODST, nem tudo são boas notícias. A falha mais desapontante é a retirada do modo Firefight, que era para muitos uma das características mais interessantes de Halo 3: ODST. Este modo marcou a primeira experimentação da Bungie com uma abordagem mais arcade a Halo, onde jogadores em modo cooperativo combatiam várias ondas de inimigos. Infelizmente esse modo não está na versão de Xbox One, e a 343 Industries decidiu concentrar-se exclusivamente na campanha a solo da história.

Quem não o receber gratuitamente, pode comprar ODST como um DLC para a Master Chief Collection e considerando o preço (€ 4.99), não nos parece mau negócio. O que vão receber em troca é uma campanha de Halo que se concentra no esquadrão de elite OSDT (Orbital Drop Shock Troopers). O grupo será liderado por Nathan Fillion para a frente de batalha, com um espírito mais militar do que é habitual em Halo e Master Chief.

Halo 3: ODST não é o melhor que vimos da Bungie, mas permitiu à produtora abordar a narrativa de Halo numa nova perspetiva. Os jogadores vão alternando entre duas linhas temporais durante a campanha, que eventualmente convergem na missão final, onde tudo é revelado. Vão saber o que aconteceu a cada um dos membros mais experientes do grupo, e perceber como tudo correu mal, mas através da perspetiva de um novato.

Enquanto exploram a cidade de New Mombassa na pele do novato, vão recolhendo pistas sobre o que aconteceu ao esquadrão horas antes de chegarem. Existe algum incentivo para explorar a cidade, e estarão sempre acompanhados por uma banda sonora ligeiramente mais discreta do que é habitual em Halo. Entre a exploração podem contar com confrontos frente aos Brutes, acompanhados por Jackals e Grunts. A experiência também é um pouco diferente do que podem conhecer de Halo, já que os ODST não são Spartans (os soldados do mesmo tipo que Master Chief) e por isso, revelam maiores fragilidades. Têm acesso a um escudo de energia, mas não existe qualquer tipo de saúde regenerável e isso implica uma abordagem mais cuidadosa.

Isto muda o ritmo de Halo, obrigando a uma atenção redobrada sobre a forma como abordam os inimigos. O posicionamento, a cobertura, a localização de pacotes de saúde: tudo desempenha um papel duplamente importante em ODST. Tudo também depende da dificuldade que escolhem, obviamente, mas em comparação direta, ODST é ligeiramente mais desafiante que os outros Halo.

Quanto à conversão técnica, a nova resolução de 1080p a correr a 60 frames por segundo, marca obviamente um melhoramento importante desde a versão original. A fluidez mostrou algumas quebras durante sessões em modo cooperativo, mas de forma geral, tudo correu bastante bem a nível técnico. O mesmo pode ser dito do aspeto sonoro, de boa qualidade. Existem alguns elementos claramente datados, desde animações arcaicas, a áreas mais vazias, mas a resolução destes problemas implicaria uma remodelação do jogo original, e não uma remasterização.

A campanha a solo de Halo 3: ODST é muito sólida, e oferece uma experiência que acaba por ser única dentro do universo de Halo. A ausência do modo Firefight é um rude golpe que não devemos deixar passar em claro, mas a campanha em si é suficiente para atrair as atenções de qualquer fã de Halo.

7
Bom em 10 · Gamereactor Portugal
Prós Campanha sólida. Narrativa com momentos interessantes. Algum incentivo à exploração.
Contras Modo Firefight foi excluído. Algumas áreas não envelheceram tão bem como outras.
Nota da rede Média de 6 edições da Gamereactor
7,3 amplitude 7–8
Gamereactor 7
Gamereactor Norge 8
Gamereactor Deutschland 8
Gamereactor España 7
Gamereactor Italia 7
Gamereactor Portugal 7
Perfil completo 2.869 artigos publicados
7
Bom Nota da rede em 6 edições
Dados do jogo
Produtora Bungie
Editora Microsoft
Data de lançamento 21 Setembro 2009
Género Action
Plataformas
Xbox 360 Xbox One PC
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