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Análises Ghosts 'n Goblins Resurrection

Ghosts 'n Goblins Resurrection

Jogámos a nova versão deste clássico de ação, ressuscitado com algumas funções modernas.
Jonas Mäki 27 Fevereiro 2021

Ghost 'n Goblins é um verdadeiro clássico de ação e plataformas em 2D, lançado em 1985 pela Capcom para máquinas arcade. Por cá, Ghouls 'n Ghosts - a sequela - até é capaz de ser mais conhecida, mas o conceito de ambos é bastante parecido. Mas o que distinguiu Ghost 'n Goblins em 85? Bem, vários fatores, como os inimigos sobrenaturais e o facto do protagonista ser o Rei Artur (e ficar de boxers quando sofre dano), mas o que provavelmente mais ficou na memória foi a dificuldade extrema do jogo.

Em parte essa dificuldade deve-se ao próprio Rei Artur e à sua lentidão de movimentos, embora as animações sugiram que está a correr a grande velocidade. É também um jogo que dá pouco controlo durante os saltos, sendo por isso difícil saltar com precisão. Foi excessivo o número de vezes que saltámos para a frente e aterrámos num inimigo que tinha acabado de aparecer. Acaba por também ser complicado atravessar as várias secções de plataformas, que normalmente obrigam a ter de lidar com armadilhas e inimigos ao mesmo tempo.

Esses inimigos são também normalmente complicados de ultrapassar, por causa do seu número e dos movimentos, que podem ser difíceis de evitar por causa dos controlos. O resultado é uma experiência de jogo muito frustrante, sobretudo porque já jogámos muitos jogos de ação e plataformas em 2D de qualidade bastante superiores. Dito isto, é notório que este Ghost 'n Goblins Resurrection foi produzido com imenso cuidado e atenção, e com muito respeito pelo original.

Resurrection parece-nos sofrer no entanto de maior latência que o original, e isso é algo que já notámos noutros jogos clássicos readaptados aos tempos modernos. Acreditamos que se deve a um ligeiro atraso normal provocado por comandos sem fios e televisões de alta resolução, que acaba por se notar mais neste tipo de jogos, sobretudo para quem jogou as versões originais. Não é nada que estrague o jogo ou o impeça de ser jogador, mas ficámos com essa sensação. Vale ainda a pena referir que existem cinco níveis de dificuldade que pode experimentar, sendo que o jogo arranca na dificuldade mais difícil por defeito.

Os controlos, os comportamentos dos inimigos, e o design dos níveis são basicamente os mesmos que os originais, o que significa que a grande diferença para Resurrection passa pelo grafismo 3D. Teríamos preferido uma abordagem 2D, como já vimos de outros títulos, como Wonder Boy: The Dragon's Trap. Como está, honestamente, não impressiona. O mesmo pode ser dito da banda sonora, que embora mantenha todas as músicas do clássico, não apresenta um arranjamento de destaque.

A principal novidade ao nível da jogabilidade é a introdução de um sistema de progresso para Artur, que permite desbloquear algumas habilidades especiais. Algo como colocar fogo a arder à volta do protagonista, ou raios a serem disparados em todas as direções. Existe também um modo para dois jogadores, em que o segundo jogador assume o controlo de Archie, Barry, ou Carry, todos com características distintas. Se os dois jogadores souberem o que estão a fazer, Ghosts 'n Goblins Resurrection torna-se um pouco mais fácil, logo é uma alternativa muito válida se tiver a sentir dificuldades.

Em última análise, Resurrection não nos impressionou. É que ainda há pouco tempo jogámos o original na coleção Capcom Arcade Stadium, e divertimo-nos mais com essa versão do que com este remake. É o que o original, com os seus gráficos pixelizados e som cru, consegue ter mais personalidade que Resurrection. Mais que isso, existem momentos em que o jogo nos pareceu mais claro, provavelmente porque foi desenhado de raiz para este formato 2D, e não para o novo formato 3D. Não é um mau jogo, mas se tiver curiosidade para conhecer Ghosts 'n Goblins, ou para o reviver, aconselhamos antes a versão original de Capcom Arcade Stadium.

6
Médio em 10 · Gamereactor Portugal
Prós Cinco níveis de dificuldade. Suporte para co-op. Tem abundância de checkpoints. Inclui vários percursos.
Contras Controlos não são os melhores. Dificuldade algo injusta. Interpretação banal da banda sonora.
Nota da rede Média de 6 edições da Gamereactor
6,2 amplitude 6–7
Gamereactor 6
Gamereactor Deutschland 6
Gamereactor España 7
Gamereactor Italia 6
Gamereactor Portugal 6
Gamereactor Polska 6
Editor Sweden Jonas Mäki has written for Gamereactor since 2002, becoming an editor in 2007. He covers the video game industry across news, releases and the business side, with a particular interest in sales figures and where the industry is heading.
Perfil completo Autor da Gamereactor desde 2007 · 9.478 artigos publicados
6
Médio Nota da rede em 6 edições
Dados do jogo
Produtora Capcom
Editora Capcom
Data de lançamento 24 Fevereiro 2021
Género Action, Platform
Plataformas
Nintendo Switch PS4 Xbox One PC
Porquê confiar na Gamereactor
23 Edições Cada uma com a sua redação e as suas notas.
1998 A publicar desde De propriedade independente desde o início.
100% Jogado por nós Escrito a partir do tempo passado com o jogo, nunca de material de imprensa.
1–10 Nota da rede A nota de cada edição, com média feita e à vista.