EUA apreendem quinto petroleiro ligado à Venezuela no Caribe
Olina interceptada em operação antes do amanhecer, enquanto Washington aperta o controle sobre as exportações de petróleo sancionadas.
Os Estados Unidos apreenderam o Olina, marcando o quinto petroleiro capturado nas últimas semanas como parte de uma ampla campanha para restringir os embarques de petróleo venezuelano que, segundo Washington, violam sanções e minam os mercados globais.
O Comando Sul dos Estados Unidos informou que fuzileiros navais e marinheiros da Força-Tarefa Conjunta Southern Spear, lançada do porta-aviões USS Gerald R. Ford, embarcaram no Olina no Mar do Caribe sem incidentes, ressaltando um esforço marítimo intensificado para fazer cumprir o bloqueio petrolífero venezuelano.
Segundo dados de navegação, o Olina (anteriormente conhecido como Minerva M) havia sido sancionado pelos Estados Unidos e exibia a bandeira de Timor-Leste, um registro que parece ter sido usado para disfarçar seus movimentos. A embarcação havia partido da Venezuela totalmente carregada de crude antes de ser interceptada.
Essa última apreensão ocorre após uma série de interdições, incluindo vários petroleiros ligados a remessas de petróleo venezuelanas sancionadas que as forças dos Estados Unidos perseguiram e capturaram nas águas do Caribe e do Atlântico Norte. Outros três navios totalmente carregados da mesma flotilha teriam retornado para portos venezuelanos no início desta semana.
Autoridades dos Estados Unidos enquadram a campanha como a aplicação de sanções ao que chamam de uma "frota sombra" de navios que contornam embargos, e o Comando Sul declarou que não há "refúgio seguro para criminosos."
