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Análises Dungeons & Dragons: Dark Alliance

Dungeons & Dragons: Dark Alliance

Gostámos de Baldur's Gate: Dark Alliance, mas esta sequela espiritual deixa muito a desejar.
Jonas Mäki 29 Junho 2021

Para começarmos a nossa experiência com Dungeons & Dragons: Dark Alliance, optámos por escolher o "tanque" do grupo, Bruenor Battlehammer. É um anão típico do género de fantasia, entroncado e com uma enorme barba, equipado com um machado quase do seu tamanho. Segundo a própria Tuque Games, é uma personagem "capaz de aguentar tudo o que lhe atirarem". Bem, depois de quase 20 horas de jogo, a nossa vontade é avançar legalmente contra o estúdio, por ter mentido de forma descarada. É que Bruenor mais parecia ser feito de porcelana, pelo menos quando estávamos a jogar sozinhos.

Sim, é possível jogar Dungeons & Dragons: Dark Alliance sozinho, mas o jogo foi claramente desenhado para jogabilidade cooperativa. Dark Alliance propõe que um grupo de jogadores parta em aventuras, recolhendo loot enquanto desbravam caminho através de hordas de inimigos e bosses, baseados no universo de Dungeons & Dragons. Parece uma boa proposta no papel, mas infelizmente a realidade é menos divertida, culpa de vários problemas de design e uma desinspiração geral.

A sós, trata-se de uma experiência altamente frustrante, porque é bastante difícil atingir o inimigo pretendido quando largos números de adversários nos rodeiam. Pior ainda, a câmara é péssima, e se fixar a mira no ponto errado, vai bloquear toda a visão atrás de si, o que provavelmente causará a sua morte às mãos de um inimigo que nem conseguiu ver. Ora, se morrer terá de começar a partir do último ponto de save, que provavelmente estará distante, já que o loot recebido depende do número de pontos de save que apanha.

Outro elemento frustrante é que o jogo inclui ataques especiais que só podem ser realizados por mais do que uma personagem... o que é impossível de executar se tiver sozinho. Em cima disto acrescente um sistema de combate incoerente em que ficámos presos a adversários, desvios nem sempre funcionaram bem, e bugs, para a fórmula perfeita de uma experiência de jogo frustrante e aborrecida.

Talvez o jogo fosse mais tolerável se ao menos o loot fosse interessante, e mantivesse o jogador agarrado a novos itens e equipamento. Infelizmente não é o caso - de todo. É que só pode equipar o loot que ganhou depois de acabar a missão em curso, e isso significa que se tiver de parar de jogar a meio, irá perder tudo o que apanhou. É um sistema péssimo e algo incompreensível, que retira por completo o prazer de apanhar algo novo e equipar de seguida.

Dark Alliance sofre também de um design bastante básico e similar ao longo de todo o jogo, que nem alguns objetivos secundários sem dinamismo, ou segredos para encontrar, ajudam a tornar mais interessante. Infelizmente nem sequer podemos elogiar o grafismo. Tecnicamente parece um jogo datado, mas pior ainda, a arte e o estilo não têm nada de original ou único que os distinga. Já vimos muitos jogos que tecnicamente estão longe de ser topo de gama, mas que compensam isso com estilo ou arte. Não é o caso de Dark Alliance.

A única coisa que salva minimamente Dungeons & Dragons: Dark Alliance é a jogabilidade cooperativa, particularmente fácil de cumprir se tiver um grupo de amigos com Game Pass. Claro que o jogo continua a sofrer de muitos problemas, mas pelo menos já terá quem o ajude a lidar com inimigos que não consegue ver, tornando a experiência ligeiramente mais divertida e menos frustrante. Além disso será capaz de executar os tais ataques combinados que mencionámos em cima.

Mas esse é basicamente o único contexto em que consideraríamos recomendar Dungeons & Dragons: Dark Alliance - a um grupo de amigos que tenha Game Pass (e que assim não precise de o comprar) e que aprecie o género de fantasia. Neste contexto pode entreter durante algumas horas, mas não mais que isso. Nunca recomendaríamos a sua compra, e muito menos a quem pretende jogar a solo. Existem muitos jogos superiores no mercado, seja para co-op, RPG, ou fantasia, e inclusive no próprio Game Pass.

4
Falho em 10 · Gamereactor Portugal
Prós Suporte razoável para co-op.
Contras Parece claramente inacabado. Sistema de loot sem interesse, Combate aborrecido. Carece de inspiração ou de algo que o distinga.
Nota da rede Média de 9 edições da Gamereactor
4,0
Gamereactor 4
Gamereactor Norge 4
Gamereactor Deutschland 4
Gamereactor España 4
Gamereactor France 4
Gamereactor Italia 4
Gamereactor Portugal 4
Gamereactor Polska 4
Gamereactor Asia 4
Editor Sweden Jonas Mäki has written for Gamereactor since 2002, becoming an editor in 2007. He covers the video game industry across news, releases and the business side, with a particular interest in sales figures and where the industry is heading.
Perfil completo Autor da Gamereactor desde 2007 · 9.478 artigos publicados
4
Falho Nota da rede em 9 edições
Dados do jogo
Produtora Tuque Games
Editora Wizards of the Coast
Data de lançamento 21 Junho 2021
Género Action, RPG
Plataformas
PC PS4 Xbox One PS5 Xbox Series X
Porquê confiar na Gamereactor
23 Edições Cada uma com a sua redação e as suas notas.
1998 A publicar desde De propriedade independente desde o início.
100% Jogado por nós Escrito a partir do tempo passado com o jogo, nunca de material de imprensa.
1–10 Nota da rede A nota de cada edição, com média feita e à vista.