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Dragon Quest Builders 2

Dragon Quest Builders 2

O Minecraft da Square Enix regressou com nova aventura, expandindo vários elementos do antecessor.

  • Ben LyonsBen Lyons

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É fácil catalogar Dragon Quest Builder 2 como o Minecraft da Square Enix, mas isso é uma simplificação exagerada. Sim, o mundo é feito de blocos que o jogador pode recolher para depois construir objetos e estruturas, mas há muito mais para além disso, incluindo uma história para seguir, uma grande variedade de inimigos e missões, e um vasto mundo para explorar.

Dragon Quest Builders 2 funciona muito como um RPG de ação, onde o objetivo do jogador passa por reconstruir o mundo que foi destruído pelos Children of Hargon. Trata-se de um culto destrutivo, que terão de combater com a ajuda Malroth, um homem com uma estranha aura à sua volta. Ainda que Malroth não tenha as capacidades de construção do jogador, é um excelente lutador, tornando-o numa ajuda preciosa para os combates ou para a destruição de blocos.

Como no primeiro jogo, vão assumir o papel do "construtor", um poderoso ser que tem o dom da construção, algo que aparentemente escapa a todas as outras personagens. Depois de escolherem uma versão feminina ou masculina, e passarem por algumas opções de personalização, vão acordar na prisão num navio. São prisioneiros de um grupo de monstros, para os quais terão de cumprir algumas tarefas no início do jogo - uma forma de ficar a conhecer as mecânicas de combate, construção, e destruição. Na verdade vão passar uma boa dose de tempo neste navio, mas comparando com o resto do jogo, é uma percentagem muito pequena. Eventualmente, contudo, o navio irá naufragar e irão acordar numa ilha.

Dragon Quest Builders 2 passa-se num arquipélago, onde cada ilha tem uma identidade muito própria. Por exemplo, Moonbrooke é uma ilha devastada pela guerra e por fortes nevões, mas todas elas apresentam grande identidade e variedade. A exceção é mesmo a ilha inicial, bastante básica e sem vida. Enquanto exploram estas ilhas vão recebendo missões para construírem uma série de estruturas, incluindo pontes, casas, e até enormes pirâmides. Essa é a base da experiência do jogo: explorar ilhas, conversar com personagens, cumprir missões, e aprender novas técnicas de construção.

Para isto vão precisar de ganhar a confiança dos residentes, libertando-os da tirania dos Children of Hargon. Como? Construindo enormes estruturas, utilizando um sistema de plantas de edifícios que vão desbloqueando. Estas plantas são essencialmente guias para construírem as estruturas, referindo que tipo de blocos precisam e onde os devem colocar. Existem várias estruturas com mais de dez mil blocos, o que diz bem da complexidade de algumas das tarefas que vão ter em mão. Por outras palavras, preparem-se para perder bastante tempo com alguns dos edifícios que vão criar.

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Dragon Quest Builders 2 utiliza um sistema de blocos muito semelhante ao de Minecraft, no sentido em que tudo no jogo, incluindo água e lava, por exemplo, é feito de blocos. O jogo tem, contudo, um grafismo superior ao de Minecraft, utilizando um estilo visual a lembrar animação japonesa - pensem no estilo de Akira Toriyama, o criador de Dragon Ball. A inspiração são naturalmente os Dragon Quest anteriores, ainda que Builders apresente um visual mais minimalista. O mesmo passa-se com a banda sonora, seguindo de perto o que a saga tem apresentado nos RPG mais tradicionais.

O sistema de combate é bastante simples, ainda que permita alguma profundidade se quiserem aprimorar as vossas capacidades nessa componente do jogo. Podem executar um ataque ligeiro e um ataque forte, e ainda têm acesso a um golpe especial quando essa habilidade fica disponível. Não precisam de se aplicar a fundo para vencerem a maioria dos inimigos, até porque Malroth fará a maior parte do trabalho. Alguns oponentes exigem táticas um pouco mais profundas, mas tudo se resume a aprender que tipo de ataques funcionam contra esses inimigos.

Como qualquer RPG que se preze, os inimigos também podem causar algumas condições nefastas ao protagonista, como envenenamento, paralisia, e adormecimento. Ao serem derrotados, os inimigos vão deixar um item e contribuir para os pontos de experiência do jogador. Subir de nível pode implicar um aumento de saúde ou energia, novas receitas, e um melhoramento de Malroth.

Ao nível do combate, os grandes destaques são os bosses, que apresentam algumas mecânicas originais. Como tudo o resto, não são muito difíceis de resolver, mas o design dos seus comportamentos apresenta sempre algo novo, como Madusa, uma bola com um olho que tem cabeças de serpente, e que só pode ser derrotada com os seus próprios ataques. Nota ainda para o facto de ser possível recrutar alguns inimigos, depois de derrotados, e também animais.

Uma grande fatia do conteúdo de Dragon Quest Builders 2 pode ser abordada em modo multiplayer, tanto online, como localmente. Infelizmente não é algo tão acessível como gostaríamos, já que o multiplayer só fica disponível depois de completarem o capítulo Furrowfield, o que deve ocupar-vos perto da dezena de horas. Outra função é o típico modo fotográfico, que permite partilhar fotografias com o resto da comunidade.

Já o dissemos, mas é realmente preciso deixar bem claro que Dragon Quest Builders 2 é um jogo massivo com largas dezenas de horas, perto de algo como The Witcher 3 e Assassin's Creed: Origins. Por vezes arrasta-se, tal é a duração do jogo, mas sempre que começa a tornar-se cansativo, algo acontece para voltar a agarrar o interesse do jogador. Um elogio ainda para o facto de não existirem muitos ecrãs de loading, e dos loadings em si serem por norma basta rápidos.

Uma última palavra para a comparação entre as duas versões. De certa forma a Switch parece ser a plataforma mais natural para o jogo, até porque na PS4 não está claramente a puxar pela capacidade gráfica. Por outras palavras, as duas versões são muito comparáveis em termos de grafismo e jogabilidade, o que acaba por ser em prejuízo da PS4, mas isso não é o mais importante. O que importa é que o jogo funciona bem nas duas consolas, é um melhoramento em relação ao original, e assume-se como uma excelente proposta para quem aprecia este misto de construção e RPG.

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08 Gamereactor Portugal
8 / 10
+
Está recheado de conteúdo que se estende através de uma longa história. Grande variedade de personagens, blocos, e localizações. Está bom nas duas versões.
-
O online demora a ficar disponível. Algumas tarefas são repetitivas e aborrecidas.
overall score
Esta é a média do GR para este jogo. Qual é a tua nota? A média é obtida através de todas as pontuações diferentes (repetidas não contam) da rede Gamereactor