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Análises Dragon Ball Z: Battle of Z

Dragon Ball Z: Battle of Z

Os fãs de Dragon Ball anseiam por um bom jogo inspirado na famosa série de animação japonesa. Será Battle of Z a resposta?
Ricardo C. Esteves Testado em Multi 24 Janeiro 2014

Não, não é. Infelizmente, Dragon Ball Z: Battle of Z acaba por ser um dos piores jogos de Dragon Ball na PlayStation 3, senão mesmo o pior. Pelo menos tem de se dar o mérito de terem tentado algo diferente com este jogo. Ao contrário das batalhas habituais de um para um, Battle of Z implementa um sistema de equipas (alguém se lembra do clássico de Sega Saturn e PlayStation, Dragon Ball Z Legends?).

O jogo permite combates até oito personagens, ou seja, quatro para quatro. Cada lutador encaixa numa classe específica. Alguns são melhores em ataques corpo-a-corpo, outros preferem ataques à distância recorrendo ao Ki e os outros cumprem propósitos de suporte. Um sistema que até parece ter potencial em papel, mas que é absolutamente trucidado por uma execução medíocre.

Logo de imediato vão reparar no grafismo pobre do jogo. Talvez por o jogo também estar na PS Vita, as versões PS3 e Xbox 360 tenham sido 'sacrificadas' e consequentemente, apresentam um visual que não é aceitável nos dias de hoje. Texturas pobres, modelos pouco detalhados, animações fracas, pobre deteção de colisão... enfim, Battle of Z é sofrível do ponto de vista técnico. Isto poderia ser desculpável se o resto do jogo fosse melhor. Mas não é.

Em termos de combate, podem voar, bloquear, esmurrar e responder com ataques de Ki (pequenas bolas de energia). Cada personagem tem ainda acesso ao seu reportório de poderes especiais, como o Kamehameha de Goku. Infelizmente, a execução do combate é muito pobre. Podem prender a câmara num dos inimigos (o que por vezes causa problemas de visão) e percorrer as arenas, que embora apresentem dimensões interessantes, sofrem ao nível do detalhe.

Com o novo foco em combate por equipas, Battle of Z tem algum potencial (limitado) em termos de ação cooperativa e pode divertir com alguns amigos (embora tenha evidenciado problemas de latência), mas se jogarem a solo, preparem-se para uma prestação absolutamente miserável da inteligência artificial. Quanto aos inimigos, abusam demasiado dos poderes de Ki, constantemente interrompendo o movimento dos jogadores com bola de energia. Como a única resposta passa por bloquear o ataque ou atirar também bolas de energia, isto quebra imenso o ritmo dos combates.

Mas existem várias opções de design que são uma verdadeira lástima, sobretudo para fãs da série. Primeiro, já não é possível concentrar energia carregando num botão. Agora só o podem fazer agredindo os adversários. Por outro lado, já não existem transformações durante os combates. Se querem jogar com Goku em forma de Super Saiyan, não o podem mudar a meio do combate, têm de selecionar essa forma antes de iniciarem a batalha.

Mais uma vez, o grande atrativo para jogadores que pensem jogar sozinhos é a campanha principal, mas neste caso, é também a única. Nem sequer existem torneios para organizar e mesmo a campanha, é uma desilusão. Pelo menos, em termos de conteúdo é considerável. Inclui as sagas mais importantes e as batalhas memoráveis, e até alguns confrontos retirados dos filmes, mas em termos de apresentação da história, é fraco.

Não existem cutscenes, apenas algumas linhas de diálogo disparadas (ou melhor, disparatadas) durante os combates que tentam oferecer algum contexto sobre o que se passa. Sabemos que alguns jogadores preferem assim, por isso permite-lhes passar diretamente para a ação, mas é para isso que existem opções para ignorar as cutscenes. Não incluí-las de todo parece-nos mais desleixado do que conveniente.

Dragon Ball Z: Battle of Z é um jogo recheado de mecânicas arcaicas, opções de design medíocres e uma execução muito pobre. Naruto: Ultimate Ninja Storm, por exemplo, parece de uma geração diferente e foi lançado há vários anos... Todos queremos um jogo de Dragon Ball que faça justiça à excelência da série, mas Battle of Z está longe de o ser. Se eventualmente desfrutarem deste jogo, será sobretudo pelo carinho que possam ter pela licença e não pela sua qualidade.

4
Falho em 10 · Gamereactor Portugal
Prós Sistema de combate tinha potencial... no papel. Um grande leque de personagens. Vozes em inglês e japonês (excepto na Vita).
Contras Grafismo medíocre. Péssima introdução da história. Inteligência artificial é sofrível. Sistema de combate muito trapalhão.
Nota da rede Média de 3 edições da Gamereactor
3,7 amplitude 3–4
Gamereactor Norge 3
Gamereactor España 4
Gamereactor Portugal 4
Editor-in-Chief Portugal Ricardo C. Esteves was editor-in-chief of Gamereactor Portugal, writing for the site from 2013. He covered video games across news, previews and reviews, and also wrote on film and television.
Perfil completo Autor da Gamereactor desde 2013 · 7.617 artigos publicados
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Falho Nota da rede em 3 edições
Dados do jogo
Produtora Namco Bandai
Editora Namco Bandai
Data de lançamento 23 Janeiro 2014
Testado em Multi
Género Fighting
Plataformas
PS3 PS Vita Xbox 360
Porquê confiar na Gamereactor
23 Edições Cada uma com a sua redação e as suas notas.
1998 A publicar desde De propriedade independente desde o início.
100% Jogado por nós Escrito a partir do tempo passado com o jogo, nunca de material de imprensa.
1–10 Nota da rede A nota de cada edição, com média feita e à vista.