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Code Vein

Code Vein

Gostámos imenso do nosso tempo com este Dark Souls de vampiros.

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Existem vários títulos e estúdios que tentaram no passado replicar a fórmula e o sucesso de Dark Souls, como o próprio The Surge 2 que também ficou disponível esta semana. Code Vein é outro jogo que vai beber inspiração à saga da From Software, embora apresente várias ideias novas que lhe permitem sair distinguido dos demais, incluindo um estilo visual a lembrar animação japonesa.

Mas antes de tudo, convém deixar claro que história e narrativa não são os pontos fortes de Code Vein. Ainda assim, aqui fica o resumo: O mundo acabou, e tudo foi para o inferno. O jogador surge como uma personagem ressuscitada, tal como muitos outros, e... é essencialmente isso. Tal como Dark Souls, a história de Code Vein é secundária à viagem em si. Antes de começar a jogar, contudo, vai passar por um extensivo criador de personagens, que inclui modelos masculinos e femininos.

A estrutura base de Code Vein assemelha-se à de Dark Souls III, o que significa que depois de um tutorial, irá chegar à área central, e a partir daí pode viajar para outras áreas do jogo. O mundo vai expandido com o decorrer das horas, desbloqueando Mistles, que são o equivalente às fogueiras de Dark Souls. Por outras palavras, o mundo de Code Vein é dividido em várias áreas expansivas, com muito para explorar, mas que não estão ligadas como um único mundo. Um pormenor que alguns jogadores podem apreciar é o boletim na área central, que indica ao jogador para ir seguir se quiser acompanhar a história principal.

Se está habituado ao combate de Dark Souls, vai sentir-se em casa com Code Vein, e o mesmo pode ser dito da estrutura de jogo. O que muda realmente é a terminologia, como os Mistles em vez das Bonfires, ou o Haze em vez das Souls. Code Vein é, contudo, mais acessível que Dark Souls, não só em termos de dificuldade, mas de instruções. O tutorial é bastante útil, e até existe uma secção de dicas que explica vários elementos do jogo.

Em Code Vein não existem classes, mas antes Blood Codes, que servem como arquetipo para a sua personagem. Convém experimentar vários, até encontrar o que melhor represente o estilo de jogo que procura, um processo facilitado pelo facto de ser fácil alternar entre Blood Codes. Através do Haze vai evoluir a personagem, embora não possa escolher o que é melhorado - o jogo escolhe isso pelo jogador, tendo em conta o seu Blood Code. Terá, contudo, escolha em como vai evoluir as armas e o equipamento, peças que não devem ser menosprezadas já que são essenciais para o combate.

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Um pouco à semelhança de Bloodborne, Code Vein também tem masmorras que não estão necessariamente ligadas às missões. São locais que pode explorar e repetir para encontrar equipamento, cumprir objetivos, treinar, e recolher haze para melhorar a personagem. Pareceu-nos uma alternativa positiva para o "grind" que está normalmente associado a este tipo de jogos.

Code Vein é acima de tudo uma experiência singleplayer, mas não estará completamente sozinho ao longo da aventura. Em certos momentos pode fazer-se acompanhar por um parceiro controlado pela inteligência artificial, que auxilia o jogador em combate, oferece algum contexto narrativo aos locais, e expande a história do mundo. Além do parceiro controlado pela IA, também pode invocar um jogador para o ajudar, o que acaba por baixar significativamente a dificuldade do jogo, embora seja divertido. O jogador convidado está, contudo, limitado em termos de ações - não pode abrir baús, iniciar batalhas com os bosses, e interagir com itens cruciais. Seja como for, se o que deseja é a experiência mais dura possível, então deve jogar Code Vein sem qualquer parceiro, seja ele humano ou controlado pela inteligência artificial.

Como já referimos, Code Vein tem um aspeto muito diferente de Dark Souls, preferindo uma abordagem negra à animação japonesa. Isto implica rapazes bonitos, raparigas voluptuosas, cabelos espetados, e tudo o resto que tipicamente vem com anime. Quanto à banda sonora, é um misto de música eletrónica com alguns momentos de orquestra, e funciona bem para o tipo de experiência que Code Vein pretende passar. Uma palavra ainda para as vozes, disponíveis em inglês e em japonês.

Code Vein é uma excelente alternativa a Dark Souls, mas tem problemas. Os loadings, por exemplo, são excessivamente longos - pelo menos numa PS4 base -, e a fluidez de jogo sofre quebras notáveis, algo que também acontecia frequentemente com Dark Souls. A câmara também não é a melhor, e por vezes aumenta a dificuldade do jogo de forma intencional. Quanto a bugs ou problemas técnicos, não encontrámos nada digno de registo que tenha 'partido' o jogo, mas existem algumas falhas aqui e ali.

Para quem é Code Vein? Bem, pode apelar a fãs de Dark Souls, de vampiros, e de animação japonesa. A história é claramente atirada para segundo plano, o que pode ser desapontante para alguns jogadores, mas a experiência de jogo - ainda que não esteja ao nível de Dark Souls -, é suficientemente boa para recomendarmos Code Vein a fãs da From Software. Além disso, existe uma demo disponível, pelo que não perde nada em experimentá-la.

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09 Gamereactor Portugal
9 / 10
+
Visual anime confere-lhe personalidade. Muita profundidade para suavizar o grind. Boa função de dicas e tutoriais. Várias formas de progredir.
-
Alguns problemas técnicos. História passa para segundo plano. Jogar com um amigo remove muito do desafio.
overall score
Esta é a média do GR para este jogo. Qual é a tua nota? A média é obtida através de todas as pontuações diferentes (repetidas não contam) da rede Gamereactor

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ANÁLISE. Escrito por Markus Hirsilä

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