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Cinco novidades que vão mudar FIFA 17

O que a EA tem planeado para o FIFA mais ambicioso dos últimos anos.
Ricardo C. Esteves Editor-in-Chief Portugal 11 Julho 2016

FIFA 15 e FIFA 16 foram algo desapontantes, sobretudo considerando que FIFA 14 prometeu imenso com a estreia na PS4 e na Xbox one. Algo precisava de mudar, e parece que é isso que a EA Sports está a tentar fazer com FIFA 17. Não sabemos se o produto final que será lançado a 29 de setembro irá corresponder às expetativas, mas em baixo podem ver cinco novidades cruciais para FIFA 17.

A Jornada
Esta tem sido a novidade mais promovida para FIFA 17, e não é para menos. Trata-se de um modo de jogo completamente novo, que não vai substituir qualquer outro, e que pretende acompanhar a carreira de um jogador fictício na Premier League. Será um modo que não será apenas jogado dentro de campo, mas também fora dele.

Vão assumir o controlo de Alex Hunter, um jovem muito promissor no início da carreira, que pode escolher em que clube da Premier League vai começar o seu percurso. Vão presenciar várias sequências cinemáticas, e até terão de tomar decisões e interagir em diálogos, como se fosse um modo RPG (a EA Sports até teve a ajuda da Bioware).

As decisões e as ações do jogador enquanto Alex Hunter terão repercussões em vários elementos da campanha. Por exemplo, se Alex Hunter for imprudente e irreverente nas suas respostas, também pode reagir mal a uma entrada mais dura de um adversário. Por outro lado, o seu envolvimento com os colegas e com o treinador também pode ter impacto no seu desempenho no relvado. A Jornada é algo que nunca vimos num jogo de futebol, e parece uma proposta interessante por parte da EA Sports, mesmo que para muitos jogadores seja um acréscimo secundário à experiência.

Novo motor gráfico
A Jornada só é possível porque a EA Sports mudou o motor de jogo. Ignite, que foi anunciado como o motor de jogo para a nova geração, parece não ter correspondido às pretensões da EA Sports, que mudou para Frostbite. Este foi o motor de jogo construído pela Dice, e é a tecnologia que suporta títulos como Battlefield 1, Need for Speed, Star Wars Battlefront, Mirror's Edge Catalyst, e Mass Effect Andromeda.

O maior benefício de Frostbite foi o de permitir maior detalhe nos jogadores, e trabalhar sequências cinemáticas, que terão grande impacto em A Jornada. A transição de motor, e muitas das características de FIFA 17, começaram a ser trabalhadas há mais de dois anos, o que diz bem da aposta da EA Sports no novo jogo.

Mas que impacto terá o novo motor na jogabilidade? Pelo que vimos e sabemos, pouco ou nenhum. FIFA 17 parece... FIFA. Quando o jogo está decorrer no seu modo típico, com câmara lateral ao relvado, parece-se imenso com o que já conhecemos. A EA Sports promete jogadores mais detalhados, estádios mais impressionantes, e outros pormenores gráficos, mas para já, o único benefício real que identificámos está associado a Jornada.

Novo Sistema de Bolas Paradas
Todos os anos existem revisões às bolas paradas de FIFA, mas são normalmente mudanças ocasionais e muito localizadas. Para FIFA 17 a EA Sports renovou por completo o sistema de bolas paradas, para todas as elas, e são mudanças significativas que vão mudar a importância e a abordagem a estes momentos do jogo.

Nos livres diretos podem mover o jogador em várias direções e afastá-lo ou aproximá-lo da bola. Também podem controlar o ritmo da corrida para a bola, e claro, a direção e o efeito que vão dar ao remate. Segundo a EA Sports, o sistema de marcação de livres de FIFA 17 foi influenciado por conselhos de James Rodriguéz, jogador colombiano do Real Madrid. Nos penáltis acontece o mesmo que nos livres diretos. Podem mudar o ângulo do jogador em relação à bola, a sua distância, e o tipo de corrida. Isto terá impacto no "movimento e no efeito" da bola segundo a EA Sports.

Para livres mais longos, onde o objetivo seja centrar a bola, ou cantos, foi introduzida uma nova mira para escolher onde o esférico vai cair. É uma grande mudança em relação ao sistema anterior, que funcionava à base de força. Supomos que os atributos do jogador terão impacto na precisão do passe, mas estamos apenas a supor. Por último, foram também feitas mudanças nos lances laterais. É possível correr alguns metros ao longo da linha, e até podem simular o lançamento da bola.

Licenças

Existem algumas novidades para FIFA 17 ao nível das licenças oficiais que vão estar no jogo, e acreditamos que ainda vão ser anunciadas mais. O grande destaque vai para a inclusão de treinadores reais no jogo. Isto já acontecia ao nível de nomes, e de cartas no modo Ultimate Team, mas em FIFA 17 os treinadores serão recriados no próprio jogo (é uma estreia para FIFA, mas a EA Sports já o tinha feito nos jogos oficiais do Euro e do Mundial). Para já, apenas serão recriados alguns treinadores da Premier League, e a EA não quer sequer comprometer-se a recriar todo os treinadores dessa liga, mas José Mourinho é já um dos confirmados. O português assinou recentemente pelo Manchester United, e será acompanhado por outros grandes nomes como Jürgen Klopp, Josep Guardiola, e Arsène Wenger.

Quanto a ligas, foi anunciada a inclusão da liga japonesa. A "J1 League" será totalmente licenciada e irá introduzir 18 clubes com nomes, emblemas, e equipamentos realistas. Outra notícia importante é a exclusividade da liga espanhola. Isto não tem um impacto direto em FIFA 17, mas será um golpe no principal concorrente, Pro Evolution Soccer. A EA Sports anunciou ainda uma parceria com a Juventus, que permitirá recriar o estádio oficial com maior detalhe, e versões 3D realistas de todos os jogadores da equipa.

Jogabilidade e Inteligência Artificial

Apesar de todas as outras novidades sonantes, como A Jornada ou o motor Frostbite, a EA Sports garante que não esqueceu a jogabilidade - e todos nós bem sabemos que FIFA 16 precisava de muitos retoques. O sistema de física, e de interação entre os próprios jogadores, continua a ser uma das áreas mais trabalhadas, e FIFA 17 irá apresentar uma evolução disso mesmo. A proteção da bola com o corpo será uma componente ainda mais importante, e podem fazê-lo agora em 360º. Outra novidade é que agora podem tentar "empurrar" o jogador adversário para trás, ou para a frente, dependendo se são o defesa ou o avançado. A força deve ser um dos atributos determinantes para que isto resulte.

Os passes também foram alterados, e segundo a EA Sports, será agora mais fácil passar a bola ao companheiro que realmente pretendemos - algo que FIFA 15 e FIFA 16 pioraram imenso em comparação com os anteriores. Os remates também receberam novidades, tanto pelo chão, como pelo ar. Agora podem rematar forte, mas rasteiro, e também podem definir o tipo de cabeceamento que pretendem, seja para o alto, em frente, ou de cima para baixo.~

A inteligência artificial foi ligeiramente melhorada, e agora irá analizar melhor os espaços abertos e identificar reais oportunidades para criar perigo. As corridas feitas pelos jogadores controlados pela IA serão muito mais realistas, e até vão simular sprints e mudanças de direção para enganarem o adversário.

Conclusão

FIFA 17 é claramente um projeto ambicioso para a EA Sports, possivelmente o FIFA mais importante desde a transição para a nova geração. Nos últimos anos assistimos a um declínio de FIFA, e a EA Sports tem de mudar rapidamente o rumo, sobretudo com PES a demonstrar a melhor forma dos últimos anos. Todas estas novidades são impressionantes no papel, esperemos apenas que formem um todo coeso e sólido, e um fantástico simulador de futebol.

Editor-in-Chief Portugal Ricardo C. Esteves was editor-in-chief of Gamereactor Portugal, writing for the site from 2013. He covered video games across news, previews and reviews, and also wrote on film and television.
Perfil completo Autor da Gamereactor desde 2013 · 7.617 artigos publicados
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