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Call of Duty: Warzone

Call of Duty: Warzone

De original tem pouco, mas qualidade não lhe falta.

Call of Duty: Warzone

Havia muita expetativa para o modo Blackout de Call of Duty: Black Ops 4, a primeira abordagem de CoD ao género Battle Royale. Alguns chegaram a pensar que poderia derrubar Fortnite do seu trono, e quando chegou, Blackout até impressionou durante algum tempo, mas eventualmente... desapareceu. O maior entrave para Blackout foi precisamente Black Ops 4, um requisito extra que Fortnite e Apex Legends não tinham, já que eram free-to-play.

A Activision e a Infinity Ward perceberam que, para serem realmente competitivos no espaço dos Battle Royale, tinham obrigatoriamente de abraçar o formato free-to-play, e foi o que fizeram com Call of Duty: Warzone, um jogo que embora tenha uma ligação forte ao mais recente Modern Warfare, vive de forma independente. Call of Duty: Warzone é completamente free-to-play e está disponível para PC, PS4, e Xbox One.

A jogabilidade é o que se pode esperar de um Call of Duty moderno: é polida, divertida, e fluída, com controlos que respondem bem ao jogador, mecânicas de tiroteios soberbas, e um design sonoro de luxo, que só uma grande produção como Call of Duty consegue apresentar. O facto da jogabilidade ser excelente, e os níveis de produção serem elevados, não é uma surpresa, mas ficámos agradavelmente surpreendidos com a qualidade de design do mapa, que é uma evolução tremenda em comparação com o mapa de Blackout.

Warzone não veio com qualquer intenção de revolucionar a fórmula, e vai buscar muita inspiração a Fortnite e Apex Legends, mas tem também alguns detalhes únicos que são bastante interessantes. Um deles é Gulag, uma arena de um contra um onde dois jogadores podem provar que merecem uma segunda oportunidade. A ideia é o seguinte: quando um jogador morre, é enviado para uma área isolada juntamente com outro jogador que também morreu, e aqui, terão de lutar até à morte para ganharem a oportunidade de voltarem ao jogo. O combate em si dura um máximo de 40 segundos, e se ambos estiverem vivos nessa altura, a vitória será dada ao jogador que controlou mais tempo o meio da sala. Um pormenor interessante: o combate é feito com loot aleatório para os dois jogadores. Existe ainda uma outra hipótese de regressar ao mapa, que é através de um investimento por parte dos seus colegas de equipa, que terão de gastar 4,500 pontos para o ressuscitar numa das várias estações próprias espalhadas pelo mapa.

Estes pontos são a moeda de Call of Duty: Warzone, e podem ser ganhos conforme elimina jogadores, abre baús de equipamento, e completa objetivos opcionais. Depois pode gastar esses pontos em munição, Killstreaks, kits médicos, e como já referimos, na ressureição de colegas abatidos. É um sistema interessante que motiva os jogadores a serem mais ativos, recompensando-os por não ficarem escondidos à espera do fim.

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Quando Call of Duty: Warzone foi lançado, a única opção de jogo disponível era trios, obrigando os jogadores a formarem uma equipa de três jogadores, ou a juntarem-se com estranhos via emparelhamento. Quanto ao mapa, suporta até 150 jogadores em simultâneo. Desde então foi introduzido o tipo de jogo Solo, para quem prefere jogar sozinho, e também existem planos para introduzir Duos mais tarde, além da possibilidade do número de jogadores aumentar para 200.

Quanto a modos de jogo, Battle Royale é o centro da atenções, mas existe uma alternativa na forma de Plunder. Aqui vão encontrar um sistema de Respawns clássico, e o objetivo passa por tentar alcançar um milhão de dólares primeiro que todos os outros. Certamente que alguns jogadores vão gostar da alternativa, mas continuamos a preferir Battle Royale.

Call of Duty: Warzone foi lançado com um mapa de jogo, Verdansk, que é mais interessante e diverso que o de Blackout. Quando ao sistema de loot, foi simplificado em relação a Blackout, e agora funciona à base de raridade. Em vez de incluir acessórios para as armas, é o nível de raridade das armas que determina o tipo de acessórios que já estão incluídos. É uma escolha que não vai agradar a todos os jogadores, sobretudo os que gostam de personalizar o seu estilo de jogo, mas é inegável que torna a jogabilidade mais imediata, retirando a necessidade de perder tempo em menus.
'
É inegável que Call of Duty: Warzone tem grande qualidade, e é uma excelente alternativa ao género Battle Royale, mas não é suficientemente diferente para nos fazer esquecer do facto de estarmos a jogar algo que é apenas uma variante de algo que existe. A inclusão do sistema de pontos para gastar durante as partidas é interessante, e o duelo para ver quem pode reentraar no jogo é algo único, mas de resto não existe muito para distinguir Warzone. Estamos, contudo, com curiosidade para ver como o jogo irá evoluir ao longo do tempo e das temporadas, e também para perceber a qualidade dos Battle Passes. Só depois disso será possível ter uma ideia do tipo de ameaça que Warzone pode ser para Fortnite e Apex Legends.

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08 Gamereactor Portugal
8 / 10
+
Excelente jogabilidade. Design do mapa é bastante bom. Sistema Gulag é interessante. Loot simplificado.
-
Não há muito que distinga Warzone de outros do género. Alguns jogadores vão pedir maior profundidade à experiência de jogo.
overall score
Esta é a média do GR para este jogo. Qual é a tua nota? A média é obtida através de todas as pontuações diferentes (repetidas não contam) da rede Gamereactor

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