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Gamereactor Análises Broken Age
Análises Broken Age

Broken Age - 1º Ato

O jogo que abriu as portas do Kickstarter está finalmente disponível para todos, mas será que corresponde às expetativas?
Bengt Lemne Testado em Multi 29 Janeiro 2014

Finalmente, chegou, o tão aguardado Broken Age da Double Fine. Ou melhor, o primeiro ato, pelo menos. Broken Age foi o jogo que abriu as portas do Kickstarter e do financiamento público aos videojogos, mas pelo menos parece ter feito jus ao investimento.

Se calhar poderiam especular que a Double Fine iria criar algo muito estranho, agora que está livre das limitações criativas que normalmente são impostas pelas editoras, mas Broken Age é algo mais do que uma divertida viagem de montanha-russa. Concentra-se muito em família e tradição e aborda alguns tópicos importantes, mas sempre de forma algo inocente e genuína.

Existem duas personagens jogáveis em Broken Age: Shay, um rapaz cuja aventura começa a bordo de uma nave espacial comandada por um computador super-protetivo e Vella, a rapariga que está prestes a ser sacrificada em nome da sua aldeia. Shay passa os seus dias aborrecido, completamente mimado e controlado pelo computador, mas na realidade anseia por algo novo, uma aventura, e é isso mesmo que encontra quando um misterioso clandestino vestido de lobo lhe pede para ir salvar alguém.

Durante o primeiro ato, Shay passa a maior parte do tempo a bordo da nave, que é a sua casa e praticamente tudo o que conhece. E embora Shay (que tem a voz de Elijah Wood) esteja aborrecido de morte, de tal forma que não se importa com algumas tendências suicidas, o jogador está entretido. Aliás, comparando com o mundo tão diverso e caótico onde vive Vella, sabe bem passar algum tempo fechado num mundo tão coerente e sóbrio como a nave de Shay.

Mas falemos de Vella. A jovem rapariga foi escolhida pela sua aldeia como sacrifício para o horrível Mog Chothra, de forma a satisfazer o apetite da besta e assim poupar a aldeia. Como é normal, Vella não está particularmente entusiasmada com a ideia e por isso decide escapar. Com a ajuda de um pássaro, Vella vai viajar para as nuvens e conversar com um mestre (cuja voz é a de Jack Black) e uma árvore. Um dia normal, portanto.

Em primeira análise, Broken Age é uma história encantadora, embrulhada em mecânicas simples e familiares do género de aventura. Contudo, a sua apresentação eleva-o a outro patamar. Graças ao seu estilo de arte, Broken Age é um verdadeiro trato visual. É como um fantástico livro para crianças. Ou melhor, um livro para crianças... adultas. As excelentes interpretações dos atores vocais são soberbas e ajudam ainda mais à imersão do jogador. Os diálogos são tão bons que, se forem como nós, vão escolher de propósito as opções erradas antes de escolherem a acertada, tudo para garantirem que não perderam uma piada.

O programa de financiamento do Kickstarter tem estado debaixo de fogo, como sinceramente, já era previsível. Jogos que foram cancelados, projetos que foram obrigados a pedir mais dinheiro e outros episódios menos felizes. Neste aspeto, a Double Fine tem a sorte de contar com um forte apoio dos fãs. Fãs pacientes, acrescente-se, já que o jogo foi adiado por diversas ocasiões. O resultado final, contudo, vai certamente agradar os apoiantes. Não só é um jogo divertido e lindo de morrer, como permite experienciar uma jornada cheia de charme que vai mexer com as vossas emoções. Não é, contudo, verdadeiramente desafiante, e os veteranos do género de aventura até vão, provavelmente, considerá-lo fácil.

Demorámos algo a rondar as quatro horas para acabar este primeiro ato. Se o segundo ato for do mesmo tamanho, ou até um pouco maior, será uma longevidade aceitável para uma aventura normal. O final surge de forma abrupta e deixa, naturalmente, a história pendurada para o segundo capítulo, piorando o período de espera que temos pela frente, sobretudo porque não existe uma data de lançamento. De qualquer forma, agora ou mais próximo da chegada do segundo ato, Broken Age é uma experiência que merece ser experienciada.

9
Excecional em 10 · Gamereactor Portugal
Prós Estilo de arte fantástico. História e personagens memoráveis. Excelentes interpretações dos atores vocais. Equilíbrio perfeito entre temas sérios e bom humor.
Contras Puzzles demasiado simples. Acaba de forma abrupta.
Nota da rede Média de 6 edições da Gamereactor
8,0 amplitude 7–9
Gamereactor 8
Gamereactor Norge 7
Gamereactor Deutschland 9
Gamereactor España 8
Gamereactor Italia 8
Gamereactor Portugal 8
Perfil completo 1.915 artigos publicados
9
Excecional Nota da rede em 6 edições
Dados do jogo
Produtora Double Fine
Data de lançamento 27 Janeiro 2014
Testado em Multi
Género Adventure
Plataformas
PC Mac Linux iOS Android PS4 PS Vita Ouya Ipad Nintendo Switch
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