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Battlefield V

Battlefield V: Firestorm - Impressões Finais

Descubram se vale a pena investir no modo battle royale de Battlefield V.

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Se são fãs do género battle royale, boas opções não vos faltam no mercado, e agora podem acrescentar mais uma à lista. Trata-se de Firestorm, o modo battle royale de Battlefield V, introduzido gratuitamente para quem tiver o jogo da DICE.

Firestorm é o nome certo para este modo, já que o mapa está cercado por chamas assim que começa a partida, e visualmente cria um efeito espetacular. Em termos práticos, este círculo de fogo funciona como os limites de mapa dos outros battle royale, mas a nível visual, é um dos mais ferozes que já vimos. Uma coisa é ter um aviso de uma barreira invisível que vai encolher a área jogável, e outra é ver uma enorme muralha de chamas a aproximar-se. Fora isso, contudo, o mapa de Firestorm não tem realmente grandes surpresas, e a abordagem da DICE e da Criterior (co-produtora) ao género battle royale não acrescenta nada realmente novo.

O mapa chama-se Halvøy e é o maior mapa já criado para um Battlefield. Vão encontrar uma boa dose de variedade, desde lagos a planícies verdejantes, passando por montanhas nevadas e vários tipos de edifícios. Algumas áreas são abertas, e outras são mais concentradas, mas em quase todas podem encontrar veículos ligeiros para ajudar na deslocação. O que não vão encontrar, são elementos fora do círculo da realidade. Não existem zombies, ou ganchos para se catapultarem pelo cenário. É uma experiência de jogo muito focada na capacidade individual do jogador, de tal forma que as personagens nem sequer têm acesso às suas habilidades (têm de escolher uma no início da partida, mas apenas para efeitos cosméticos).

Tratando-se de Battlefield V, contudo, existe muito no mapa que pode ser destruído - sobretudo se encontrarem explosivos. Destruir um edifício não é fácil, mas se o conseguirem, podem realmente alterar a configuração de uma área, e tornar a experiência de jogo mais dinâmica do que é habitual no género.

Battlefield V

A jogabilidade em si, de tiroteios na primeira pessoa, é excelente, tal como o é no resto do jogo, seja a solo, ou num quarteto. Trata-se de um jogo de ação altamente polido, tanto em termos de movimento, como de armas e impacto das balas. No modo a solo, é o habitual todos-contra-todos, onde os jogadores com melhor pontaria, as melhores posições, e um pouco de sorte, saíram vitoriosos. Na variante para grupos de quatro jogadores, a abordagem torna-se mais estratégica, graças à comunicação entre amigos. Já em equipas de desconhecidos, podem marcar posições no mapa, mas pensamos que a DICE podia ter encontrado formas de melhorar a comunicação para grupos formados via matchmaking.

Como acontece com praticamente todos os jogos do género, os jogadores (64 ao todo) vão saltar para o mapa a partir do ar, tentando escolher a melhor zona para aterrarem. No chão, o objetivo prioritário passa por tentar encontrar equipamento com que se possam defender, e embora seja mais difícil encontrar armas em Firestorm do que é noutros jogos do género, o arsenal em si é suficientemente variado. Durante a partida surgem caixotes com loot superior, mas tentar chegar até eles pode ser arriscado. Podem equipar uma arma secundária, como uma pistola, e duas armas primárias, como uma metralhadora e uma espingarda, e tratando-se de Battlefield, também podem encontrar uma série de veículos, incluindo helicópteros, embora não sejam particularmente seguros.

A nível mecânico e técnico, não podemos apontar muitas queixas a Firestorm, mas ao mesmo tempo, também não é um battle royale muito entusiasmante. Vão surgindo objetivos que tornam a experiência um pouco mais interessante, e quando aparecem tanques, pode gerar-se um caos divertido, mas na maior parte do tempo, é Battlefield V num mapa maior e menos focado. Como adição gratuita ao jogo, é claramente uma mais valia, mas em termos de contexto global, Firestorm não se destaca, e está longe de ser a experiência definitiva do género.

Talvez a temática da Segunda Guerra Mundial tenha limitado o que a DICE e a Criterion podem fazer, mas Firestorm é uma abordagem extremamente segura ao género. Esperávamos mais, e sabemos que estes dois estúdios têm capacidade para fazer melhor. Talvez o venham a fazer no futuro, introduzindo novo conteúdo e mudanças no modo? Não sabemos, mas como está neste momento, não podemos recomendar a compra de Battlefield V apenas pelo modo Firestorm. Como pacote, contudo, Firestorm veio completar melhor o pacote de Battlefield V, e será mais uma forma de variarem a experiência do jogo.

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