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Ash of Gods: Redemption

Ash of Gods: Redemption

Primeiro impressionou no PC, e agora chegou às consolas.

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Ash of Gods: Redemption combina tantos elementos diferentes que é algo difícil de resumir, mas vamos dar o nosso melhor. Trata-se de uma aventura de fantasia com jogabilidade tática, que oferece liberdade narrativa ao jogador, e que ainda inclui elementos de jogos de cartas, tudo combinado com combates por turnos e escolhas de diálogos. E pronto, de forma objetiva, isto é Ash of Gods: Redemption.

Há muito tempo, algo conhecido como "Reaping" aconteceu neste mundo, causando a morte de milhares, e só não morreram mais porque alguns indivíduos poderosos conseguiram parar o evento. O Reaping, contudo, reapareceu, e agora ameaça terminar o que começou. Esta é a premissa base da história, mas há muito mais a acontecer. Como a narrativa é uma grande parte da experiência, não vamos avançar com muitos pormenores, mas podemos dizer que este Reaping, depois de fazer aparecer uma marca no pescoço das pessoas, torna-as selvagens e mortíferas.

A narrativa é partilhada através da perspetivas de três personagens diferentes: Thorn, que é o capitão da guarda; Hopper, que é um curandeiro; e Lo Pheng, um assassino. Cada um dos três protagonistas tem os seus próprios companheiros ao longo da aventura, que não só os auxiliam em combate, como servem o papel de mecanismos narrativos.

Por causa do estilo da arte e do sistema de combate por turnos é fácil comparar Ash of Gods com The Banner Saga, e como nesse jogo, aqui também terá a oportunidade de dar o seu próprio rumo à aventura. Ao início, contudo, pode ser bastante esmagador, com muita informação para absorver em termos de mundo, personagens, e jogabilidade.

Durante a aventura terá de tomar várias decisões importantes, que não só mudam o rumo dos acontecimentos, como determinam o final que irá ver - uns mais positivos que outros. O problema é que é pedido ao jogador que comece logo a tomar decisões no início da aventura, e com todo o contexto ainda a ser absorvido, torna-se mais complicado. Não é fácil o processo destas primeiras horas, sobretudo porque Ash of Gods tenta fazer demasiado ao mesmo tempo.

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Seja como for, terá acesso a três formas de desfrutar da história. O modo História é perfeito para quem quer apreciar apenas a narrativa sem se preocupar muito com a jogabilidade, enquanto que Normal oferece um bom equilíbrio de todos os elementos. Já os mais corajosos podem escolher Homem de Ferro, uma dificuldade superior que promete ser um desafio tremendo.

O combate é maioritariamente positivo, permitindo que o jogador governe várias personagens ao longo dos turnos. Os arquétipos são os clássicos de fantasia, com guerreiros, magos, assassinos, curandeiros, e arqueiros, mas existem alguns elementos originais que acrescentam profundidade ao combate. Por exemplo, pode escolher entre danificar a saúde de uma personagem ou a sua barra de energia, atrapalhando a sua capacidade de realizar ações. É um sistema de combate que funciona bem, mas aqui temos de destacar a diferença entre PC e consolas. Embora seja perfeitamente jogável com um comando, a interface e os controlos funcionam bem melhor num PC com rato e teclado.

Depois há também o elemento das cartas. Os turnos envolvem normalmente movimento e ações, mas em alternativa pode jogar uma carta da sua mão. Estas cartas envolvem efeitos benefícios para o grupo, como restaurar saúde ou melhorar a defesa, por exemplo. Parece-nos um sistema algo desnecessário, já que tudo isso podia ser feito pelas personagens. Não é não funcione, porque funciona, mas era escusado e não acrescenta nada à experiência.

Antes de terminarmos esta análise temos de referir a qualidade artística de Ash of Gods. Como pode ver pelas imagens e vídeos, tem um estilo muito parecido com o de The Banner Saga, apresentando um design 2D ligeiramente mais europeu. O detalhe do cenário e das personagens é fantástico, e se aprecia este tipo de design artístico, não vai ficar desiludido. O excelente visual é depois enriquecido por uma fantástica banda sonora, que dá uma atmosfera soberba ao jogo.

Como no início do texto, vamos acabar com um resumo. Ash of Gods: Redemption é um jogo que vale sobretudo a pena pela qualidade audiovisual e pela narrativa. Por vezes é algo confuso com tudo o que atira ao mesmo tempo ao jogador em termos de informação e mecânicas, e o combate, embora funcione, nunca chega a ser o principal atrativo da experiência. Se gostou de The Banner Saga é uma alternativa válida, mesmo que tenha de reduzir um pouco as expetativas.

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07 Gamereactor Portugal
7 / 10
+
Arte fantástica. Banda sonora encantadora. Narrativa que merece ser experienciada.
-
Tenta fazer demasiado. Pode ser algo difícil de acompanhar ao início.
overall score
Esta é a média do GR para este jogo. Qual é a tua nota? A média é obtida através de todas as pontuações diferentes (repetidas não contam) da rede Gamereactor

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