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Gamereactor Análises Lost in Random
Análises Lost in Random

Lost in Random

Uma aventura gótica em que manda a aleatoriedade.
Ben Lyons 12 Setembro 2021

Por aqui somos fãs da maioria dos filmes da Disney e da Pixar, mas de todos eles, há um que capta sempre a nossa atenção pelo seu estilo visual peculiar - O Estranho Mundo de Jack. Parece que a Zoinc Games pensa da mesma forma, já que Lost in Random apresenta um estilo visual semelhante e um mundo igualmente estranho e macabro. É, contudo, um jogo que também merece atenções por bem mais do que o seu estilo parecido com O Estranho Mundo de Jack.

A história passa-se no mundo de Random, um lugar sombrio e incomum governado por uma rainha todo-poderosa, que usa um dado mágico para definir as regras dessa terra. Como parte das leis construídas pela rainha, espera-se que todas as crianças joguem os dados mágicos aos 12 anos, para determinar qual das seis regiões de Random irão chamar de lar para o resto das suas vidas. No início do jogo assistimos a chegada desse evento a Odd (Ímpar), a irmã de Even (Par), protagonista do jogo. Odd atira um seis, o que significa que foi definida para Sixtopia, a mais sofisticada das regiões de Random, e acaba por ser levada. Esta situação não cai bem em Even, que decide partir numa grande aventura para devolver a irmã à família em Onecroft, onde vivem.

Felizmente não estará completamente sozinha durante esta aventura, já que Even irá eventualmente obter a companhia de Dicey, um dos dados vivos todo-poderosos que foram dados como extintos, depois da rainha ter liderado uma guerra contra eles há muitos anos. Dicey é uma criatura adorável que fala em murmúrios, e que se irá deparar com todo o tipo de situações idiotas e divertidas. Assim como a rainha está ligada aos seus notórios dados pretos, Dicey está ligado a Even, conectados por um vínculo semelhante ao de um pokémon com o seu treinador. Essa ligação tem impacto na jogabilidade, já que Dicey só pode afetar e manipular o mundo em seu redor depois de Even reunir energia suficiente.

Esta mecânica é crucial para Lost in Random, e de várias formas, incluindo como uma componente central do combate. A jogabilidade funciona em tempo real, e envolve ações como evitar ataques e atirar cristais brilhantes aos inimigos com a fisga. Ao fazer isto estará a energizar Dicey, o que por sua vez permite utilizar um sistema de cartas. Essas cartas representam magias e itens, que podem ir de espadas e arcos a poções de cura e armadilhas. O número de cartas que pode usar depende dos pontos que tem, determinados pelo número que Dicey rolar (ele é um dado afinal de contas). Quanto maior o número, mais cartas poderá jogar, embora as cartas tenham preços diferentes - tem de escolher entre usar menos cartas, mas mais poderosas, ou mais cartas de menor impacto.

A descrição pode dar a sensação de que se trata de um sistema de combate complexo, mas não é assim. Basicamente estará concentrado em evitar ataques e em utilizar a fisga, até conseguir rolar Dicey. Depois disso a ação congela, dando-lhe tempo para definir uma estratégia e pô-la em prática. È um ciclo que irá repetir ao longo de todo o jogo, embora existam outras nuances, incluindo uma espécie de jogo de tabuleiro em que deve mover peças de acordo com os números de Dicey. É um sistema de combate original e criativo, que funciona bem e que tem uma curva de aprendizagem relativamente suave.

Embora o combate seja uma grande parte de Lost in Random, a narrativa e a exploração deste este mundo bizarro são componentes igualmente cruciais. A história central é genuinamente interessante, e agarrou-nos para continuar a jogar até ao fim, embora deva ser referido que tem uma abordagem algo distorcida e até um pouco perturbadora, o que pode não ser do agrado de todos os jogadores. Quanto ao mundo de jogo, é uma delícia, sobretudo em termos visuais, mas o design dos níveis é algo básico, e as missões secundárias são fracas e desinterassantes. Parece-nos que a Zoink Games podia ter apostado mais nesse lado da experiência de jogo.

Ainda assim, Lost in Random é um jogo indie de alta qualidade (apoiado pela Electronic Arts). Tem um estilo peculiar, e apresenta mecânicas originais que foram bem pensadas e bem executadas, alimentadas por um mundo interessante e uma história envolvente. Se o conceito, o estilo de arte, e a abordagem lhe parecem interessantes, não é preciso tentar a sorte e rolar os dados para lhe recomendar esta aventura.

8
Bom em 10 · Gamereactor Portugal
Prós Sistema de combate está muito bem desenhado. História envolvente. Estilo visual próprio.
Contras Missões secundárias algo fracas. Exploração pode ser algo aborrecida.
Nota da rede Média de 12 edições da Gamereactor
7,8 amplitude 5–8
Gamereactor 8
Gamereactor Danmark 8
Gamereactor Sverige 8
Gamereactor Norge 8
Gamereactor Suomi 5
Gamereactor España 8
Gamereactor France 8
Gamereactor Italia 8
Gamereactor Portugal 8
Gamereactor Polska 8
Gamereactor 中国 8
Gamereactor Asia 8
Senior Editor Ben was a Senior Editor at Gamereactor UK. When he wasn’t writing, editing or filming for Gamereactor, he could usually be found playing an FPS or getting lost in a sprawling RPG.
Perfil completo Autor da Gamereactor desde October 2020 · 16.482 artigos publicados
8
Bom Nota da rede em 12 edições
Dados do jogo
Produtora Zoink Games
Editora Electronic Arts
Data de lançamento 9 Setembro 2021
Género Action, Strategy
Plataformas
PC PS4 Xbox One Nintendo Switch
Porquê confiar na Gamereactor
23 Edições Cada uma com a sua redação e as suas notas.
1998 A publicar desde De propriedade independente desde o início.
100% Jogado por nós Escrito a partir do tempo passado com o jogo, nunca de material de imprensa.
1–10 Nota da rede A nota de cada edição, com média feita e à vista.