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Balan Wonderworld

Balan Wonderworld

Infelizmente a demo nem nos preparou para o pior.

A contribuição de Yuji Naka para a indústria dos videojogos é inquestionável, responsável por clássicos como Sonic The Hedgehog, Nights: Into Dreams, e Phantasy Star Online. Ora, quando soubemos que tinha aliado forças com Naoto Ohshima, artista que desenhou Sonic, Robotnik, e Nights, para criar um novo jogo de plataformas original, com o auxílio da Square Enix, ficámos de imediato entusiasmados com a ideia. Infelizmente essas expetativas caíram por terra quando chegou a demo de Balan Wonderworld, mas nem isso nos preparou para a deceção que é este jogo.

Em Balan Wonderworld vai acompanhar Leo Craig e Emma Cole, dois adolescente com problemas pessoais - Leo está a enfrentar bullying, Emma tem um contexto familiar difícil. No meio da sua tristeza e angústia, o par acaba por se deparar com um estranho teatro antigo chamado The Wonderwold, que tem propriedades mágicas. Nesse teatro vive Balan, que nos lembra imenso de Nights, e que tem o objetivo de corrigir o coração partido de quem encontra, retirando-lhes as memórias mais difíceis. Na prática isto é conseguido através de uma viagem por um mundo mágico, onde poderá experimentar novos fatos com habilidades especiais. É uma premissa simples, executada como um jogo de plataformas em 3D com um mapa relativamente amplo para explorar.

Mas, assim que pegar no comando, vai começar a perceber que algo está muito mal com Balan Wonderworld. O jogo parece estar algo inacabado, não tanto numa perspetiva de execução, mas até de design e idealização. Os controlos são maus, com péssima resposta e uma jogabilidade lenta e sem precisão. O facto das animações serem muito fracas também não ajuda, e tudo isto junto resulta numa experiência de jogabilidade bastante má.

Balan Wonderworld

Pelo menos a ideia dos fatos (cerca de 80) desbloquearem habilidades únicas, é algo interessante, embora a sua implementação esteja longe de ser tão bem sucedida como Super Mario Odyssey, por exemplo. Em várias ocasiões ativámos fatos cujas habilidades não fizeram qualquer diferença, ou nem sequer podiam ser utilizadas no nível em questão. Chegámos ao ponto de ter de recomeçar o nível pelo simples facto de, a certo ponto, ser impossível avançar com o fato que tínhamos escolhidos. E depois existem muitos fatos cuja habilidade "especial" é o salto, que é a habilidade que as duas personagens já têm de origem.

Não podemos acabar a nossa crítica sem referimos o quão desapontante é o grafismo de Balan Wonderwold, não apenas a nível técnico, mas também artístico. Aparentemente foi construído com o Unreal Engine 4.5, mas tecnicamente está a anos-luz de muitos outros jogos do género - Crash Bandicoot 4 parece de outra geração. Quanto ao estilo artístico, é nitidamente Naoto Ohshima, mas não no melhor sentido, já que parece uma amálgama bizarra de Sonic, Nights, e Cirque du Soleil.

Enquanto fãs das pessoas envolvidas, queríamos que Balan Wonderworld fosse um triunfo, mas o que encontrámos é o exato oposto. O design absolutamente atroz dos níveis, combinando com uma estrutura terrível, grafismo medíocre, e uma jogabilidade aborrecida e imprecisa, resultam nuns dos piores jogos de 2021 até ao momento. É com pena que o dizemos, mas não podemos recomendar Balan Wonderworld de forma alguma.

Balan WonderworldBalan Wonderworld
Balan Wonderworld
02 Gamereactor Portugal
2 / 10
+
A banda sonora é boa.
-
Controlos terríveis. Grafismo datado e sem inspiração. Design terrível dos níveis. Extremamente repetitivo. História mediócre.
overall score
Esta é a média do GR para este jogo. Qual é a tua nota? A média é obtida através de todas as pontuações diferentes (repetidas não contam) da rede Gamereactor

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