Skip to main content
Análises One Piece: World Seeker

One Piece: World Seeker

Um dos jogos mais ambiciosos de One Piece, com mundo aberto e protagonismo entregue a Luffy.
Sergio Figueroa 23 Março 2019

São poucos os jogos baseados em animação japonesa que realmente conseguem fazer justiça ao material de origem. Dragon Ball já teve alguns bons jogos, a saga Ultimate Ninja Storm é um mimo para fãs de Naruto, mas pouco mais que isso. One Piece, por exemplo, já teve uma série de jogos, mas nenhum que tenha chegado aos patamares de um Naruto: Ultimate Ninja Storm ou Dragon Ball FighterZ. Havia esperança que este World Seeker pudesse ser esse jogo para One Piece, sobretudo porque tenta fazer algo diferente dos outros jogos. A boa notícia é que, em certos momentos, quase chega lá. A má notícia é que, embora ambicioso, World Seeker não consegue chegar a um patamar elevado de qualidade.

O nosso primeiro contacto com o jogo foi muito positivo. A ideia de passar One Piece para um formato em mundo aberto, foi corajosa, mas é uma estrutura que encaixa bem no universo da saga. Desta feita, vão explorar a nova Ilha Prisão, que tem também personagens únicas, controlando precisamente o protagonista da série, Luffy. Para explorar livremente a ilha, Luffy teve de deixar para trás a sua tripulação, que neste jogo ocupa um papel secundário. Alguns fãs não vão apreciar essa imposição, já que alguns certamente prefeririam controlar outras personagens, além de Luffy, mas o estúdio optou por se focar inteiramente no protagonista.

A Ilha Prisão é um local interessante, com várias aldeias, portos, bases, praias, montanhas, minas, e outras área para explorarem. Tudo facilmente acessível graças à fantástica elasticidade de Luffy, fantástica para navegar este mundo. Não é um mapa muito grande, mas tem verticalidade e está compacto. Não existem veículos ou meios de transporte, mas Luffy desloca-se pelo mapa a grande velocidade, e têm a opção para viajarem para locais que já visitaram. Se fizerem isso, contudo, estarão a ignorar uma série de tesouros e materiais que podem ser úteis.

Embora o mundo ofereça uma boa dose de variedade, o mesmo não pode ser dito em termos de personagens e inimigos. Seja a passear pelas ruas, ou em combates, vão ver os mesmos modelos repetidos vezes sem conta, o que retira potencial profundidade ao combate. Outro problema é que, ainda que o mundo seja divertido de explorar, as missões são bem menos impressionantes. A história segue uma estrutura muito linear, e embora existam missões secundárias, não são inventivas ou surpreendentes.

Embora não sejam interessantes, estas missões e objetivos secundários são importantes para evoluir Luffy, que tem acesso a uma estrutura de habilidades desbloqueáveis típicas para um jogo do género. Se jogarem a um ritmo normal, é provável que encham rapidamente a árvore de habilidades, o que pode ser negativo. Se já estão na capacidade máxima, perde-se a motivação para continuar a combater. Pensamos que o sistema está algo desequilibrado, além de ser também curto.

Podemos pelo menos elogiar a história, que nos agarrou de princípio ao fim enquanto fãs da série. Ao longo da narrativa vão interagir com várias caras conhecidas, mas também com algumas personagens inéditas, como a nova companheira, Jeane. É uma pena que nem todos os diálogos tenham voz, porque os poucos que têm, mostram um bom trabalho por parte dos atores.

História e exploração são uma componente importante de One Piece: World Seeker, mas o combate também o é, e este acaba por ser o ponto mais desapontante do jogo. Além de não ser um sistema particularmente interessante, acaba por se tornar repetitivo, algo que é acentuado pela escassa variedade de inimigos que já referimos. Ataques, combos, bloqueios, e desvios. É uma fórmula típica, igual a tantos outros jogos, que não tem profundidade ou perícia a nível dos controlos.

Outro grande problema de One Piece: World Seeker envolve os tempos de loading, que surgem sempre que o jogador morre. Numa PS4 normal, estes loadings podem variar entre os 30 e os 45 segundos, o que é um exagero. Se estiverem a encontrar problemas num boss, que obrigue a recomeçar o jogo várias vezes seguidas, torna-se extremamente frustrante.

Para não terminarmos a análise com uma nota negativa, deixem-nos falar do grafismo e do som. Visualmente, World Seeker é bastante apelativo, apresentando um mundo cheio de cor, e um estilo fiel ao que a série de animação nos habituou. As feições das personagens, e as animações no geral, são altamente exageradas ao ponto de serem hilariantes, como se quer num jogo baseado em One Piece. A banda sonora não é tão impressionante, mas cumpre o seu papel. Encontrámos alguns problemas de fluidez, mas nada significativo.

One Piece: World Seeker é um jogo competente. Não tem qualidade para fazer frente a outros jogos em mundo aberto, mas para fãs da série, tem suficientes pontos positivos para se tornar interessante. É uma pena que se fique por aqui, porque parece-nos que este World Seeker tinha potencial para ser bem melhor. Ainda assim, este será o caminho a percorrer para jogos baseados em One Piece... desde que a execução consiga acompanhar a ambição do estúdio.

7
Bom em 10 · Gamereactor Portugal
Prós A Ilha Prisão e os seus cenários variados. Design fiel das personagens. Liberdade de exploração.
Contras Sistema de combate não cumpre o seu potencial. Pouca variedade de inimigos e golpes. Sistema de progresso desequilibrado.
Nota da rede Média de 15 edições da Gamereactor
6,9 amplitude 6–7
Gamereactor Korea 7
Gamereactor 7
Gamereactor Norge 7
Gamereactor Deutschland 7
Gamereactor España 7
Gamereactor France 7
Gamereactor Italia 7
Gamereactor Nederland 7
Gamereactor Portugal 7
Gamereactor Polska 6
Gamereactor Ελλάδα 7
Gamereactor Türkiye 7
Gamereactor 日本 7
Gamereactor Asia 7
Gamereactor عربي 7
Perfil completo 530 artigos publicados
7
Bom Nota da rede em 15 edições
Dados do jogo
Produtora Ganbarion
Editora Bandai Namco
Data de lançamento 14 Março 2019
Género Action
Plataformas
PS4 Xbox One PC
Porquê confiar na Gamereactor
23 Edições Cada uma com a sua redação e as suas notas.
1998 A publicar desde De propriedade independente desde o início.
100% Jogado por nós Escrito a partir do tempo passado com o jogo, nunca de material de imprensa.
1–10 Nota da rede A nota de cada edição, com média feita e à vista.