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análises
PlayerUnknown's Battlegrounds

PlayerUnknown's Battlegrounds

Merece toda a atenção que teve em 2017?

  • Texto: Mike Holmes
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PlayerUnknown's Battlegrounds não foi o melhor jogo de 2017, pelo menos na nossa opinião, mas por vários motivos, foi o jogo de 2017. Só muito recentemente, PlayerUnknown's Battlegrounds abandonou a condição de acesso antecipado no Steam, passando a lançamento definitivo, e assim possibilitando a nossa análise. Isto no que diz respeito à versão PC, já que o jogo continua no programa Preview da Xbox One, onde está muito atrasado em relação ao PC. Apesar desse facto, de ter passado a maior parte de 2017 em estado de desenvolvimento, PlayerUnknown's Battlegrounds conseguiu atrair o interesse de milhões de jogadores, e tornou-se no grande fenómeno do ano.

Embora o jogo tenha sido oficialmente lançado, o apoio do estúdio vai continuar, e PUBG tem ainda muito por onde melhorar, crescer, e evoluir. Com o dinheiro que está a gerar, e o número de jogadores que está a atrair, é difícil prever que tipo de PUBG teremos no fim de 2018. Menos problemas técnicos? Uma experiência mais polida? Novos mapas? Para já, esta edição trouxe-nos uma versão mais polida do mapa original, Erangel, e o novo mapa do deserto, Miramar. Já está planeado um terceiro mapa, mas para já, estes são os que estão disponíveis.

O conceito de PUBG, na sua essência, é muito simples. É um jogo online, de tiroteios, onde todos os jogadores saltam de um avião para o mapa. O objetivo é sobreviver, sem equipas pré-definidas, e nesse respeito, lembra-nos títulos como DayZ, mas, ao contrário de DayZ e outros jogos semelhantes, PUBG dispensa as mecânicas profundas de jogo em favor de uma experiência mais imediata e acessível. O mapa, inicialmente massivo, vai encolhendo de forma a encurralar os jogadores e a aproximá-los, para tornar o confronto inevitável. Não vão estar à procura de vários recursos como em DayZ, mas sim de armas. Existe uma boa dose de variedade, e ainda podem encontrar modificações para melhorar o arsenal que vão recolhendo. Considerando o tamanho dos mapas, e o número de variáveis em ação, dificilmente vão repetir uma partida de PUBG, em termos de localização, armas, e encontros.

Os momentos que precedem o salto, é uma área que precisa de ser melhorada, entre outras. Esta versão final de PUBG está definitivamente superior à versão que testámos em março do ano passado, e vários problemas mais irritantes foram removidos, como personagens a passarem por objetos sólidos, falhas no som, e outros detalhes semelhantes. Contudo, ainda existe muito para fazer, desde melhorar o alcance da visão, a estabilizar os servidores - tivemos alguns problemas de latência.

Graficamente, PUBG não é nenhum luxo, e as próprias animações das personagens merecem ter outra qualidade. Cumprem a sua função, mas em algumas ocasiões o movimento é rígido, sem a fluídez que já vimos em muitos outros jogos online. Também gostaríamos de ver mais liberdade e opções de movimentos. Por exemplo, se tentarem saltar para uma plataforma, é melhor que aterrem de pé, porque não existe qualquer animação para a personagem se agarrar ou erguer.

Numa perspetiva mais positiva, gostámos da rapidez com que o jogador pode saltar para outro jogo, algo que é possível pelos loadings razoáveis e o enorme volume de jogadores online. A descida para o mapa decorre agora de forma suave, e o objetivo é sempre claro - sobreviver. Se aterrarem próximos de outro jogador, o mais certo é que um de vocês morra, e se tiverem essa infelicidade, basta voltar rapidamente para a fila de nova partida. Esta rapidez de processos é essencial para o sucesso de PUBG.

Se, por outro lado, saíssem vencedores desse duelo, encontrassem uma arma decente, e talvez até armadura e um veículo, então estariam em condições de discutir a partida até ao fim. É nesse momento, quando o jogador evolui ao longo de uma partida, e a possibilidade de vitória se torna mais provável, que PUBG se torna realmente intenso. Terão de sobreviver aos jogadores, à linha que diminui o campo de batalha, e aos bombardeamentos ocasionais, mas se o fizerem, é uma sensação fantástica. Todas estas condições formam uma experiência genuinamente competitiva e empolgante, que embora simples em conceito, funciona extremamente bem na prática.

Existem alguns modos de jogos, e podem optar entre primeira e terceira pessoa. Até podem jogar em modo cooperativo com um amigo, o que é muito melhor que jogar com desconhecidos, mas no fim, a estrutura é sempre a mesma: matar todos e vencer o objetivo.

O sistema de progressão em si parece-nos algo lento. Existe um sistema de Loot Boxes, mas serve sobretudo para conseguir novos itens cosméticos. Poderá interessar a jogadores de longa data, que queiram variar o seu aspeto, e durante as partidas podem personalizar o aspeto da personagem e das armas - mas apenas para essa partida. O jogo é divertido, e incentiva a jogabilidade contínua por si só, mas em termos de progresso via itens cosméticos, está claramente desenhado para tirar proveito de micro-transações.

Como tal, não nos preocupámos muito com o aspeto da nossa personagem. Preocupámos-nos sim com a sobrevivência. Existem aqui alguns problemas técnicos que têm de ser resolvidos, e o jogo tem ainda muito por onde melhorar e crescer, mas o sucesso de PUBG não apareceu à toa. É uma experiência online realmente empolgante e intensa, que tem grande capacidade para agarrar os jogadores. A chegada do novo mapa veio ajudar a acrescentar variedade, mas parece-nos que PUBG tem ainda muito mais para dar no futuro: Como está, tem os seus problemas, mas o seu potencial é tremendo, e quando funciona, é brilhante.

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08 Gamereactor Portugal
8 / 10
+
Excelente conceito. Mapas massivos e variados. Muitos detalhes interessantes. Estrutura de jogo viciante. Permite voltar rapidamente à ação.
-
Vários problemas técnicos, Latência nos servidores. Progressão cosmética é muito lenta. Nem tudo nos mapas é interessante.
overall score
Esta é a média do GR para este jogo. Qual é a tua nota? A média é obtida através de todas as pontuações diferentes (repetidas não contam) da rede Gamereactor