A agitação na região administrada pelo Paquistão na Caxemira já ceifou 24 vidas
Após a proibição do Comitê de Ação Conjunta Awami, o caos tomou conta das ruas, com confrontos entre forças do governo e apoiadores.
A região da Caxemira sempre foi um ponto de tensão e um verdadeiro desafio para Índia e Paquistão, que administram duas áreas distintas. Embora geralmente tenha sido a parte administrada pela Índia que expressou sua dissidência de forma mais vocal, eventos recentes colocam em dúvida a gestão de Islamabad.
O Comitê de Ação Conjunta Awami (JAAC) é um grupo social e sindical local que foi recentemente proibido, após um chamado à greve em 9 de junho em protesto contra a reserva de 12 assentos para refugiados nas eleições de 27 de julho para a assembleia legislativa regional de 45 assentos. Milhares de apoiadores foram às ruas para protestar e entraram em confronto com a polícia. Segundo a Reuters, pelo menos 20 civis foram mortos entre 6 e 14 de junho e dezenas ficaram feridos. O chefe de polícia, por sua vez, relatou que quatro policiais foram mortos, quase cem policiais feridos e mais de 500 pessoas presas.
O governo efetivamente isolou a área e está impondo restrições ao combustível e ao acesso a bens essenciais. Postos de gasolina estão fechados, enquanto supermercados e farmácias operam com um horário limitado. O acesso à internet e via satélite na região também foi cortado. Para uma população empobrecida já em risco, o lockdown equivale a suicídio. Sem atividade econômica e sem sinais de que o governo e os apoiadores do JAAC chegarão a um acordo, o caos continuará a dominar as ruas.
