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Gamereactor Análises The Division
Análises The Division

The Division: Underground

A expansão de The Division levou-nos para o metro, numa experiência mais focada que o jogo base.
Mathias Holmberg 4 Julho 2016

Já se passaram várias semanas desde a última vez que tínhamos jogado The Division, mas foi bom revisitar esta versão desoladora de Nova Iorque que a Ubisoft criou. Adorámos percorrer a versão base do jogo, sobretudo porque o mundo criado pela Massive é impressionante, e porque a jogabilidade esteve a altura das exigências. Mas, depois da paixão inicial, sentimos que já tínhamos retirado o que queríamos do jogo, e não existia incentivo para continuar à procura da "melhor caçadeira" na Dark Zone.

A Massive tem atualizado The Division regularmente, com melhorias e com conteúdo, mas só agora foi lançada a primeira expansão oficial do jogo: Underground (apenas para Xbox One e PC, jogadores de PS4 terão de esperar até agosto). A premissa de Underground é que muitos dos gangues derrotados no jogo base, não desapareceram, apenas fugiram para o subterrâneo. Ao longo das semanas estiveram a preparar-se pacientemente para uma resposta agressiva.

Depois de uma pequena introdução à premissa de Underground, serão apresentados a uma nova divisão na base de operações. Podem procurar um grupo de jogadores, escolher uma missão, e partir diretamente para o mapa subterrâneo. Um detalhe importante é que estas missão são aleatórias, tal como alguns dos mapas, formados através de salas e corredores. Depois o jogo enche esses mapas com armadilhas, fugitivos das ilhas, mercenários, piromaníacos, e itens.

As missões mais curtas duram entre 15 a 20 minutos, e embora existam vários tipos de missões, nenhum é particularmente interessante ou novo. Terão de derrotar bosses, ajudar soldados indefesos, ou defender pontos de controlo - tal como no jogo base. Uma das características mais interessantes de Underground é opção para personalizar as missões com vários modificadores que aumentam a dificuldade, e simultaneamente, as recompensas. São definições como melhorar as munições dos inimigos, ou desligar o radar do próprio jogador. Toda a experiência ganha vai diretamente para a divisão Underground, que permite comprar equipamento a novos mercadores.

Funciona um pouco como a Dark Zone, no sentido em que existe uma divisão separada do resto do jogo, com as suas próprias áreas e vendedores. É uma decisão estranha, esta de afastar os jogadores da Dark Zone, porque The Underground é focado no PvE, e Dark Zone no PvP. Não vão enfrentar outros jogadores, mas o loot disponível no Underground é poderoso e facilmente conquistado. À semelhança de outros jogos online persistentes, esperem trocar todo o equipamento que tinham em poucas horas. Muito mais que uma campanha, Underground é um novo poço de equipamento onde podem enterrar muitas horas de jogo a repetir conteúdo. É importante que tenham essa noção antes de investirem na expansão.

Gostamos das qualidades de grupo de The Division, mas sempre apreciámos o facto de ser possível jogar sozinho, algo que se tornou complicado depois de entrarmos na Dark Zone. Como em Underground não existe PvP, esse problema já não se coloca. Podem abordar as missões sozinhos, e se tiverem a encontrar algum obstáculo, basta ajudar a dificuldade até que se sintam confortáveis. Todas as missões terminam com um encontro mais difícil e um baú cheio de recompensas.

Um dos principais atrativos de Underground é Dragon's Nest, uma nova incursão. É aqui que vão encontrar o conteúdo mais difícil da expansão, incluindo quatro bosses equipados com lança-chamas que têm de enfrentar em simultâneo. É uma incursão interessante, que irá apresentar um bom desafio a um grupo de quatro jogadores, recompensado-os com loot de qualidade.

O nosso maior problema com Underground reside na sua essência, ou seja, a localização. Como tudo se passa em túneis de metro, esgotos, e outros cenários semelhantes, Underground perde muito do que é a riqueza ambiente de The Division. Todo o sentimento de descoberta e de exploração pelas ruas de Nova Iorque desapareceu nesta expansão. No seu lugar existem níveis lineares gerados de forma aleatória, batalhas monótonas, e pouco espaço para qualquer tipo de narrativa interessante.

Se continuam a jogar The Division, e não estão com pressa para deixar o jogo da Massive, então podemos recomendar facilmente esta expansão. Caso contrário, se decidiram deixar The Division e anseiam por um motivo realmente bom para voltarem, Underground dificilmente terá o apelo que procuram. Quanto a nós, foi bom voltar a Nova Iorque, mas apenas para uma curta estadia.

6
Médio em 10 · Gamereactor Portugal
Prós Longevidade apreciável, sobretudo com o Underground Operations. A Incursion Dragon's Nest é desafiante. Muito loot novo.
Contras Ambiente aborrecidos. Missões sem interesse. Estória não tem espaço para crescer.
Nota da rede Média de 6 edições da Gamereactor
7,2 amplitude 6–10
Gamereactor 9
Gamereactor Norge 6
Gamereactor Deutschland 10
Gamereactor España 6
Gamereactor Italia 6
Gamereactor Portugal 6
Perfil completo 10 artigos publicados
6
Médio Nota da rede em 6 edições
Dados do jogo
Produtora Red Storm, Massive Entertainment, Ubisoft Reflections, Ubisoft Annecy
Editora Ubisoft
Data de lançamento 7 Março 2016
Género Action
Plataformas
PS4 Xbox One PC
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23 Edições Cada uma com a sua redação e as suas notas.
1998 A publicar desde De propriedade independente desde o início.
100% Jogado por nós Escrito a partir do tempo passado com o jogo, nunca de material de imprensa.
1–10 Nota da rede A nota de cada edição, com média feita e à vista.