O plano de Gianni Infantino de vender 20% da Copa do Mundo em participações minoritárias não foi apenas rejeitado pela UEFA e CONCACAF, mas também dentro da FIFA. Já sabíamos que o conselheiro sênior de Infantino havia renunciado, mesmo antes da FIFA confirmar planos de cancelar os planos. Hoje, soubemos que Arsène Wenger, chefe de Desenvolvimento Global do Futebol, também membro da IFAB (que regem e criam novas regras do futebol), também era contra a ideia e só soube dos planos quando foram noticiados pela mídia.
Wenger enviou uma declaração à imprensa na terça-feira, dizendo que "eu não estava envolvido nesse plano estratégico e tomei conhecimento do projeto pela primeira vez por meio de reportagens da mídia" e que "a decisão de retirar o projeto foi absolutamente necessária e inquestionável, porque acredito firmemente em uma FIFA independente que sirva ao nosso jogo com compromisso, transparência e integridade."
Ele não foi o único alto executivo da FIFA a se distanciar de Infantino. Mattias Grafström, secretário-geral da FIFA desde 2024, disse em um e-mail interno enviado à equipe, reportado pela Sky Sports e outros veículos, que o plano de Infantino era "difícil de compreender e aceitar". "Uma triste e repreensível série de eventos – que felizmente foram concluídos com o projeto FFE permanentemente abandonado".
Nos últimos dias, País de Gales, Sérvia e Suécia retiraram oficialmente seu apoio a Infantino antes das próximas eleições em março de 2027, e a UEFA ameaçou com ações legais. Espera-se que mais países sigam o exemplo, com declarações claramente dizendo que não votarão em Infantino no próximo ano.