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Gamereactor Análises Tearaway
Análises Tearaway

Tearaway

A Media Molecule é um dos estúdios mais prolíficos da Sony.
Magnus Groth-Andersen Testado em PS Vita 20 Novembro 2013

Com LittleBigPlanet e a sequela, a Media Molecule conseguiu conquistar uma reputação de produtora brincalhona, capaz de criar jogos com o mesmo espírito juvenil que podemos encontrar nos filmes de Disney e Pixar. Tearaway foi construído com algumas dessas características e bases que foram estabelecidas com LittleBigPlanet.

Um dos elementos mais curiosos de Tearaway é que não vão controlar uma personagem específica, mas de certa forma, vocês mesmos. O nosso mundo (ou o "o mundo de vocês") como o narrador afirma), foi ligado a um outro mundo feito de papel e cabe ao jogador quebrar esta ligação e restaurar o equilíbrio.

É por isso que Tearaway utiliza a câmara frontal da Vita para filmar constantemente a vossa cara. A ideia é que vocês, os jogadores, estejam diretamente envolvidos com a história, e devem utilizar esta ligação entre os dois mundos para ajudarem o mensageiro Iota no seu percurso. Iota tem uma mensagem, uma mensagem que é só para vocês e é esta a premissa central do jogo.

É uma premissa bastante simples, mas ganha vida com o charme e o encanto que parece ser único da Media Molecule. Neste mundo feito de papel vão encontrar uma abundância de tarefas para cumprir, mas nem Iota nem o universo de Tearaway precisam de nenhuma explicação ou história de fundo.

Tudo é feito de papel neste universo, o que confere uma sensação de fragilidade e ao mesmo tempo convida à interação. O papel pode ser dobrado e vincado e o som de papel a ser amachucado e cortado dominam os efeitos sonoros de Tearaway.

Os controlos específicos da Vita são nucleares para a interação com o mundo de Tearaway. Existem controlos básicos de plataformas, como saltar, rebolar e câmara móvel, tudo num mundo 3D, mas todas as mecânicas que separam Tearaway de outro jogos deste género utilizam as funções exclusivas da portátil da Sony.

Podem utilizar o painel tátil traseiro para acertar nos inimigos com os dedos, desenhar e cortar com o ecrã tátil e utilizar o giroscópio para tirar fotos com a câmara de jogo. Cada uma das mecânicas peculiares de Tearaway é tão precisa e bem desenhada, que é, pela primeira vez, divertido utilizar o giroscópio, a câmara e as funções táteis num grande jogo da Vita.

Apesar do mundo aberto, Tearaway é uma experiência relativamente linear. Cada ambiente tem uma série de colecionáveis para recolher, o que incentiva o jogador a explorar novamente as áreas depois de Iota desbloquear todas as suas habilidades. O jogo oferece novas capacidades a um ritmo perfeito, mas tudo considerado, Tearaway é uma experiência algo curta, embora muito especial.

A sua longevidade reduzida não ganha grande importância quando comparada com uma viagem que exibe os controlos da Vita com uma originalidade e elegância aplaudíveis. Seja a câmara que filma o jogador, as funções táteis que permitem interagir com o mundo ou a forma como podem criar as vossas próprias formas de papel. Todas as funções são especiais e encaixam com o universo que a Media Molecule criou.

Tearaway é um jogo lindo, com um excelente design, mas mais importante ainda, é divertido e conseguiu manter a alegria juvenil da sua produtora. É absolutamente obrigatório para todos com uma PlayStation Vita.

9
Excecional em 10 · Gamereactor Portugal
Prós Excelente uso dos controlos da Vita. Bons incentivos para repetir a aventura. História encantadora. O mundo é fantástico.
Contras Algo linear.
Nota da rede Média de 6 edições da Gamereactor
8,8 amplitude 8–9
Gamereactor 9
Gamereactor Norge 9
Gamereactor Deutschland 8
Gamereactor España 9
Gamereactor Italia 9
Gamereactor Portugal 9
Perfil completo 1.663 artigos publicados
9
Excecional Nota da rede em 6 edições
Dados do jogo
Produtora Media Molecule
Editora Sony
Data de lançamento 21 Novembro 2013
Testado em PS Vita
Género Platform, Adventure
Plataformas
PS Vita
Porquê confiar na Gamereactor
23 Edições Cada uma com a sua redação e as suas notas.
1998 A publicar desde De propriedade independente desde o início.
100% Jogado por nós Escrito a partir do tempo passado com o jogo, nunca de material de imprensa.
1–10 Nota da rede A nota de cada edição, com média feita e à vista.