Skip to main content
Análises Sword Art Online: Lost Song

Sword Art Online: Lost Song

Um RPG japonês, baseado numa Manga, e disfarçado como MMORPG.
Brandon Green 25 Janeiro 2016

Sword Art Online é um RPG japonês, baseado na Manga/animação japonesa com o mesmo nome, que decorre maioritariamente num VRMMORPG, um jogo dentro da história. Lost Song é o sucessor de Sword Art Online: Hollow Fragment, e embora não seja necessário ter conhecimento do passado para perceberem a história, vai ajudar bastante. A narrativa de Lost Song é baseada numa versão alternativa da animação japonesa, mas não é particularmente memorável. Os jogadores vão acompanhar a história de Kirito e a sua equipa, enquanto jogam o já mencionado VRMMORPG, Alfheim Online.

Sword Art Online é um jogo que emprega muitas mecânicas e elementos de vários RPG, mas de forma simplista. Não tem a profundidade de muitos outros jogos do género, o que pode afastar jogadores mais experientes à procura de um desafio tático mais vincando. Já novatos não terão dificuldades para entrarem neste universo, graças à supracitada simplicidade. Vão apanhar missões novas um balcão específico, melhorar armas em lojas, e outros elementos igualmente simples.

O combate em si é mais virado para a ação do que para a componente tática, jogando-se como um "hack and slash". Quem está familiarizado com o género MMORPG poderá também reconhecer algumas mecânicas, embora num formato muito básico. Para os inimigos mais comuns bastam alguns ataques normais para os despacharem rapidamente. Já os Bosses exigem alguma estratégia (não muita), obrigando a procurar por pontos fracos na armadura. Uma das maiores particularidades de Sword Art Online é o combate aéreo, seja em movimento ou a flutuar no ar. Infelizmente não foi particularmente bem executado, e o sistema de fixação no inimigo tende a ser muito incerto.

Podem encarnar várias personagens em Sword Art Online: Lost Song, e como qualquer RPG que se preze, cada uma tem diferentes habilidades e atributos. Isto permite criar várias configurações para a equipa, aumentando a diversidade do jogo. Será muito interessante para quem conhece a animação japonesa, já que oferece aos jogadores a possibilidade de criarem a sua equipa de sonho. Não esperem, contudo, muitas opções de personalização das personagens.

O mapa inclui um limite de altitude, que obriga o jogador a desbloquear a história para voar mais alto. Uma restrição que não será do agrado de todos, mas assegura uma progressão mais eficaz da narrativa. Quando acabarem a história podem passar para o modo multijogador, que funciona bem. Podem unir forças com mais três jogadores, seja para jogarem cooperativamente ou competitivamente.

Um aspeto de Sword Art Online que tem de ser destacado é o estilo da arte, que se mantém fiel à animação em que se baseia. Foi uma excelente adaptação do traço dos desenhos para o motor a três dimensões. Aliás, Sword Art Online tem de ser elogiado no departamento técnico, sempre mantendo uma fluidez constante e com tempos de carregamento mínimos.

Lost Song é um jogo colorido, visualmente apelativo, com combate acessível e uma componente técnica muito sólida, mas tem vários problemas. Um dos mais óbvios surge na disparidade de qualidade que existe nas animações. Enquanto algumas parecem muito fluídas e majestosa, outras são bizarras e até trapalhonas. Nesse aspeto, Lost Song é muito incoerente.

Os controlos aéreos também não são os melhores que já vimos, prejudicados pela câmara atroz - um problema que se estende a outras componentes do jogo e que pode ser bastante frustrante. Lost Song também emprega muita reciclagem, sobretudo nos inimigos, basicamente 'pintando' os mesmos oponentes com outra pele. Todos os RPG utilizam este tipo de truques, mas em Sword Art Online: Lost Song é um problema particularmente evidente.

Tudo somado, acabámos por ter uma experiência positiva com este jogo da Artdink. É RPG japonês sólido, que será indicado para os fãs mais apaixonados do género. Se são fãs da Manga ou da animação japonesa, passa a ser um jogo praticamente obrigatório. Pena que tenha alguns problemas que afetam a jogabilidade, e não seja um jogo muito inspirado, mas é um RPG sólido dentro do género.

7
Bom em 10 · Gamereactor Portugal
Prós Estilo de arte adequado. Grande diversidade de personagens. Acessível. Tecnicamente é muito sólido.
Contras Animações estranhas. Câmara problemática. Combate áreo tem problemas. Muita reciclagem dos inimigos. História fraca.
Nota da rede Média de 4 edições da Gamereactor
7,0
Gamereactor 7
Gamereactor España 7
Gamereactor Italia 7
Gamereactor Portugal 7
Perfil completo 54 artigos publicados
7
Bom Nota da rede em 4 edições
Dados do jogo
Produtora Artdink
Editora Bandai Namco
Data de lançamento 30 Novembro 2015
Género RPG
Plataformas
PS3 PS4 PS Vita
Porquê confiar na Gamereactor
23 Edições Cada uma com a sua redação e as suas notas.
1998 A publicar desde De propriedade independente desde o início.
100% Jogado por nós Escrito a partir do tempo passado com o jogo, nunca de material de imprensa.
1–10 Nota da rede A nota de cada edição, com média feita e à vista.