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Gamereactor Análises Life is Strange
Análises Life is Strange

Life is Strange

Agora que acabámos Life is Strange, aqui ficam as nossas impressões sem Spoilers.
Bengt Lemne 21 Outubro 2015

Ao longo dos últimos meses analisámos (sem classificação) todos os episódios de Life is Strange. Agora, terminado o último capítulo e a história, estamos finalmente preparamos para analisar o pacote completo de Life of Strange, o jogo de aventura da Dontnod, produtora de Remember Me.

Life is Strange conta a saga de Max Caulfield, uma estudante de fotografia na Blackwell Academy. Max nasceu em Arcadia Bay, para onde regressou depois de ter vivido cinco anos em Seattle. Ao regressar, reencontrou a sua melhor amiga, Chloe, que já não é exatamente a mesma pessoa que tinha deixado para trás. Juntas vão tentar resolver o mistério do desaparecimento de Rachel Amber, uma rapariga que parece ter uma ligação direta ou indireta com todos os habitantes na cidade (imaginem Laura Palmer em Twin Peaks). Rachel tornou-se ao longo dos últimos anos na melhor amiga de Chloe, depois de Max se ter mudado para Seattle.

Quando o jogo começa, Max descobre que tem a capacidade para mudar e deturpar a linha temporal, uma habilidade que se torna central para o desenrolar da aventura. Tanto as habilidades de Max, como o próprio mistério do desaparecimento de Rachel, acabam por ser tópicos secundários para a história, que é sobretudo sobre amizade e o crescimento para fase adulta. Isso também implica que vão conhecer muitas personagens secundárias importantes, além das primárias Max e Chloe. São personagens com impacto real, e a forma como as vão tratar pode mudar radicalmente o que acontece ao longo do jogo.

Cada episódio dura entre duas a três horas de jogo, e durante a aventura vão presenciar muitas surpresas e viragens na história. Este é o tipo de experiência que vive sobretudo da narrativa, e não tanto da jogabilidade em si. Existem alguns puzzles leves para resolver, além de terem acesso à habilidade de Max de manipular o tempo para mudarem decisões da história. Ao início pode parecer quase uma batota, para corrigirem potenciais erros, mas acaba por ser uma mecânica extremamente interessante e central para a narrativa.

Embora a capacidade de Max para manipular o tempo através de fotografias e alterar eventos seja algo sempre presente na história, é só no quinto capítulo que os elementos sobrenaturais de Life is Strange ganham real poder. Mesmo quando isso acontece, o jogo nunca perde o foco da relação entre Max e Chloe. Não podemos entrar em pormenores, mas existiram momentos que nos emocionaram genuinamente.

A Dontnod conseguiu criar uma experiência peculiar no mundo dos videojogos. É uma viagem memorável que transmite o dia-a-dia de uma jovem rapariga, enquanto também inclui elementos sobrenaturais, conspirações, mistérios e muito drama. Criar este tipo de experiências narrativas pode por vezes levantar um problema de ritmo, e Life is Strange não é totalmente imune a isso. Não é tão evidente como noutros jogos, e não existe assim tanto conteúdo "para encher chouriço", mas vão encontrar alguns momentos mortos.

Os departamentos audio e visual também tem de ser mencionados. O elemento sonoro é fantástico, não apenas em termos da banda sonora, mas da forma como a usam. É um misto de Indie Pop perfeito para o estilo do jogo, e que parece exatamente o tipo de música que a Max gostaria de ouvir. Alguns momentos mais longos, como uma viagem de autocarro, podiam ter sido muito aborrecidos, não fosse a forma como usaram a música e o som. Em vez de aborrecer, tornou-se num momento perfeito para o jogador arrumar os seus pensamentos, ao mesmo tempo que Max. Infelizmente não podemos elogiar o departamento gráfico da mesma forma. A atenção ao detalhe é fantástica, e o posicionamento da câmara é praticamente perfeito, mas alguns modelos 3D e texturas estão muito abaixo do que já vimos noutros jogos.

Ao longo dos últimos nove meses adorámos conhecer a vida de Max e Chloe. O jogo conseguiu captar a nossa atenção e construiu a tensão de forma brilhante, até chegar a uma conclusão que nos deixou com lágrimas nos olhos. Se apreciam este tipo de experiências narrativas, têm de jogar Life is Strange.

9
Excecional em 10 · Gamereactor Portugal
Prós Excelente narrativa. Mecânicas de tempo interessantes. Muitas referências fantásticas. Temas e personagens pouco habituais entre o mundo dos videojogos.
Contras Alguns problemas de ritmo. Peca a espaços nos pormenores técnicos, como sincronização dos lábios ou qualidade gráfica.
Nota da rede Média de 6 edições da Gamereactor
8,8 amplitude 8–9
Gamereactor 9
Gamereactor Norge 9
Gamereactor Deutschland 8
Gamereactor España 9
Gamereactor Italia 9
Gamereactor Portugal 9
Perfil completo 1.915 artigos publicados
9
Excecional Nota da rede em 6 edições
Dados do jogo
Produtora Don't Nod
Editora Square Enix
Data de lançamento 29 Janeiro 2015
Género Adventure
Plataformas
PC Xbox One Xbox 360 PS4 PS3 iOS Android
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1998 A publicar desde De propriedade independente desde o início.
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1–10 Nota da rede A nota de cada edição, com média feita e à vista.