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Gamereactor Análises Tales of Hearts R
Análises Tales of Hearts R

Tales of Hearts R

O RPG clássico de Nintendo DS, agora adaptado à PlayStation Vita.
Ramón Méndez Testado em PS Vita 26 Novembro 2014

Ao contrário de outras séries japonesas no género RPG, não existe um favorito claro entre os fãs dos jogos Tales of - Tales of Phantasia, Tales of Symphonia, Tales of the Abyss, Tales of Vesperia ou Tales of Xillia 2 estão entre os mais aclamados, mas não existe um destaque claro. De forma geral, isto também significa que um jogo Tales of é normalmente uma aposta segura, o que é raro, considerando o fluxo contínuo de jogos. Da mesma forma que não há um grande favorito, também não há nenhum capítulo particularmente odiado pelos fãs.

Parece portanto que a Bandai Namco, guiada pelo produtor Hideo Baba, conseguiu guiar a série de inovação em inovação, ou mudança em mudança, sem nunca perder o conceito nuclear da série. As características gerais envolvem uma experiência polida, grafismo tipo animação japonesa, muitos objetivos secundários, um sistema de combate dinâmico e personagens carismáticas com narrativas simples, que depois evoluem para histórias mais complexas.

O grande problema da série Tales of é a disparidade entre os lançamentos no Japão e na Europa, e isto se chegarem a sair do seu país de origem. Curiosamente, este é o segundo jogo da série que chega à Europa em menos de seis meses, com Tales of Xilia 2 em agosto e agora Tales of Hearts R, para a PS Vita, que chega ao Velho Continente cerca de um ano e meio depois do seu lançamento no Japão. E seis anos mais tarde da versão original para a Nintendo DS.

Mas é o que é, e o mais importante é que eventualmente cheguem à Europa, sobretudo numa fase em que os RPG japoneses estão claramente em queda, em termos de qualidade geral e de interesse por parte dos jogadores europeus, cada vez mais concentrados na vertente ocidental do género. E Tales of Heart R tem ainda o condão de injetar nova vida na PS Vita, que bem precisa.

Tales of Hearts R é um RPG de grande qualidade, embora os seis anos que marcam o conceito original do jogo de Nintendo DS mostrem claramente a sua idade. Originalmente Hearts R foi concebido para o público de consolas portátil de 2008, ou seja, é pré-Vesperia, Graces e os dois Xilia. É por isso natural que a jogabilidade se mostre algo datada e não beneficie de todas as novidades que têm sido introduzidas desde então. Em termos de mecânicas e estrutura, assemelha-se mais a Tales of Symphonia e Tales of the Abyss, o que não é mau de todo, mas num cenário ideal teria sido bom que a produtora 7th Chord tivesse atualizado as mecânicas mais datadas, como o mapa-mundo, por exemplo. É um mapa clássico com texturas bastante limitadas e onde tudo parece estar distante, enquanto percorrem o cenário com um avatar redondo a tropeçar em combates aleatórios; uma característica que já vem desde os primórdios do género. Outro elemento que não envelheceu bem são as sequências de vídeo, que retém a resolução original de Nintendo DS, enquanto que a PS Vita pede resoluções muito superiores.

Se conseguirem sobreviver a estes elementos datados e perdoarem o atraso para o lançamento europeu, Tales of Hearts R consegue compensar noutras áreas, sobretudo no que diz respeito à narrativa. Como outros jogos da série, a história arranca com uma premissa relativamente simples, onde Kor Meteor (o protagonista masculino), destrói sem intenção a Spiria de Kohaku (a protagonista feminina). A Spiria é um cristal que contém todas as emoções de uma pessoa, o que é um tema central do jogo. Sem a sua Spiria, Kohaku funciona como uma espécie de fantoche sem alma. Assim, o que começa como uma aventura para recolher os pedaços da Spiria de Kohaku, eventualmente torna-se numa grande missão para salvar o mundo, com várias reviravoltas que nos mantiveram presos ao pequeno ecrã da Vita. Existem algumas personagens carismáticas, mas a maioria é bastante restrita, nunca se libertando de papéis algo estereotipados. Durante a aventura é fácil manter o interesse, mas dificilmente irão recordar alguma destas personagens semanas depois de terminarem o jogo.

À narrativa junta-se uma jogabilidade fluida e com bastante profundidade. O sistema de combate é divertido e dinâmico, permitindo controlar as personagens diretamente e definir as habilidades que cada uma vai utilizar. As batalhas são tão divertidas que nem é muito cansativo repeti-las, o que é bom para ganhar itens ou experiência. O sistema de evolução também é bastante positivo, com muitas opções por onde podem desenvolver as personagens, especializando-as ou tornando-as mais versáteis.

De resto, Tales of Hearts R fica-se pelas mecânicas convencionais do género: vão evoluir ao matar inimigos, adquirir novas armas, explorar grandes masmorras com alguns puzzles e enfrentar alguns bosses de peso. Em muitos aspetos, é um RPG tradicional.

Tales of Hearts R é uma aventura de grande duração, onde a média estará entre as 30 e as 40 horas, com muitos objetivos extra para os mais dedicados. Pode não ser muito inovador - pelo contrário, é um jogo datado - e podem sentir um pouco a ausência de funções dos capítulos mais recentes, mas é relevante o suficiente para merecer atenção, sobretudo se já tiverem uma PS Vita.

8
Bom em 10 · Gamereactor Portugal
Prós Uma aventura longa e com muito que fazer. Sistema de combate divertido e dinâmico. Muitas opções de personalização.
Contras É um jogo com seis anos e isso nota-se em elementos datados. Não existem muitas personagens interessantes.
Nota da rede Média de 5 edições da Gamereactor
8,0
Gamereactor 8
Gamereactor Deutschland 8
Gamereactor España 8
Gamereactor Italia 8
Gamereactor Portugal 8
Perfil completo 7 artigos publicados
8
Bom Nota da rede em 5 edições
Dados do jogo
Produtora 7th Chord
Editora Bandai Namco
Data de lançamento 13 Novembro 2014
Testado em PS Vita
Género RPG
Plataformas
PS Vita
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