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O Universo de Dragon Age: Inquisition

Guia para as raças, fações, localizações e classes que precisam de compreender para desfrutarem do melhor RPG do ano.
Ricardo C. Esteves Editor-in-Chief Portugal 24 Novembro 2014

Mundo

Dragon Age: Inquisition marca um excelente regresso da Bioware à boa forma, que claramente quis compensar os muitos erros que cometeu com Dragon Age II. Embora seja um RPG estupendo, que recomendamos facilmente a todos os fãs do género, o jogo pressupõe que já têm um grande conhecimento do seu universo, e ao início pode ser esmagador entender tudo o que se passa.

Decidimos por isso criar este guia, que pretende ser um resumo e uma referência de tudo o que precisam de saber para desfrutarem da história de Dragon Age: Inquisition. Vão encontrar uma recapitulação da religião, das raças, das localizações, das facções e dos eventos que formam a atribulada atualidade política de Dragon Age, utilizando ainda várias analogias com o nosso mundo, porque existem muitas.

Todos os eventos dos três Dragon Age decorrem no continente de Thedas, que é equivalente a Tamriel na saga de The Elder Scrolls. Thedas divide-se em várias nações, embora quatro sejam particularmente importantes: Ferelden, Orlais, Free Marches e Tevinter Imperium.

O primeiro jogo, Dragon Age: Origins decorre maioritariamente em Ferelden, durante a invasão da Blight e dos Darkspawn (tipo de Orcs subterrâneos liderados por um enorme dragão). Ferelden distingue-se como um cenário típico de fantasia, com castelos, ruínas e vastas florestas.

Orlais é a nação mais poderosa de Thedas, onde os ricos são arrogantes e extravagantes e os pobres (maioritariamente elfos) trabalham como escravos para os mais afortunados. Estes aristocratas distinguem-se por falarem com um sotaque francês e por utilizarem máscaras em público. A capital de Orlais é Val Royeaux, onde fica a grande catedral do Chantry (ou seja, Val Royeaux é uma espécie de Vaticano).

As Free Marches são um grupo de cidades independentes onde se passaram os eventos de Dragon Age II. Não tem grande importância para o novo jogo, com a particularidade de que é o local de onde origina o protagonista de Inquisition, independentemente da raça escolhida.

Por último, o Tevinter Imperium, que é uma nação maioritariamente governada por Mages. Independente dos restantes países, o Tevinter Imperium não reconhece os Templar ou o Circle of Magi, nem tão pouco parece preocupado com a guerra atual entre os dois grupos. Tevinter Imperium também é conhecida pela fama de escravidão.

Facções

Existem várias fações políticas e militares em Dragon Age: Inquisition e quase todas enfrentam algum tipo de ameaça interna ou externa. Uma das mais importantes para a história de Dragon Age: Inquisition é o Chantry, uma organização religiosa que funciona um pouco como a igreja no nosso mundo.

O mundo de Dragon Age abrange várias religiões, mas a que tem maior popularidade é o Chantry, formada em torno dos ensinamentos de Andraste, que é uma espécie de Jesus Cristo de Dragon Age. Andraste viveu há muitos anos atrás, mas foi proclamada como a profeta do Maker (Deus), sendo adorada pelos membros do Chantry. Durante as primeiras horas de jogo, o protagonista é designado como o Herald of Andraste, mesmo que não acredite no Chantry.

Outra fação que devem conhecer bem em Dragon Age: Inquisition são os Mages. Neste universo os Mages ganham a sua magia graças à sua ligação com o Fade, uma dimensão paralela recheada de demónios. Isto é no entanto perigoso, já que um Mage que se aventure demasiado no Fade pode ser possuído por um demónio e tornar-se numa Abomination. Por isso, os Mages de Ferelden foram contidos numa Torre - Circle of Magi - pelos Templar, mas entretanto fugiram para tentarem reclamar a sua liberdade e independência, o que provocou uma guerra entre Mages e Templars.

Os Templars são soldados, com algumas habilidades mágicas (para combaterem os Mages) e são uma extensão do Chantry. Os Templars têm como propósito vigiar os Mages de forma a que não se tornem Abominations ou pratiquem Blood Magic. Com a fuga recente dos Mages, os Templars estão agora em guerra aberta com a fação que prometeram vigiar.

O jogo arranca no Conclave, uma reunião entre representantes dos Templars e dos Mages supervisionada pela Divine (espécie de Papa do Chantry). Contudo, a reunião nem chega a começar, já que uma explosão abriu um buraco no céu para o Fade e matou todos os presentes, à excepção do jogador.

Raças

Existem quatro raças jogáveis em Dragon Age: Inquisition - Humanos, Elfos, Anões e Qunari (pela primeira vez na série). Ao contrário de Origins, não podem escolher as vossas origens, mas quase todos fogem à regra de cada raça, que podem conhecer melhor em baixo.

Os humanos são a raça dominante em Thedas, com maior impacto político em todas as frentes. O conceito do Chantry, a guerra entre Mages e Templar, a pompa de Orlais e as politiquices por trás dos bastidores, têm quase todos humanos como figuras centrais, e será sobretudo com humanos que vão interagir maioritariamente.

Os Dwarfs de Dragon Age vivem no subsolo, em Orzammar, e cumprem grandes tradições de ferreiros e mineiros. Os Dwarfs são a única raça que não consegue contactar o Fade, logo, não conseguem ser Mages (não, não podem jogar com Dwarf Mage). Nem todos os Dwarfs vivem no subsolo, alguns são expulsos ou decidem partir, tornado-se "Surfacers" e consequentemente mal vistos pelos restantes Dwarfs.

Em Dragon Age existem sobretudo dois tipos de Elfs, os que vivem como escravos dos humanos nas cidades, e os Dalish, grupos nómadas que vivem nas florestas e que procuram ter pouco contacto com as restantes raças. Os Dalish acreditam nos deuses de outrora, pré-Andrast,e e seguem as tradições do seu povo de grande ligação à natureza.

Quanto aos Qunari, são um povo algo bárbaro, distinguíveis pelas suas impressionantes estruturas físicas e cornos. Os Qunari seguem os seus próprios costumes, ligados à sua religião - Qun. Os Qunari que não seguem estes costumes e quebram ligação com o seu povo são conhecidos como Tal-Vashoth, tornando-se normalmente mercenários.

Classes

Dragon Age: Inquisition segue, inicialmente, uma perspetiva clássica para as classes, dividindo-se entre Warrior, Rogue e Mage. Cada classe tem várias subdivisões, mas é quando desbloqueiam as respetivas especializações que cada classe se torna realmente interessante.

Os Warrior seguem o arquétipo clássico do guerreiro, dividindo-se sobretudo entre o tanque que defende o grupo, utilizando espada e escudo, ou o bruto com uma arma enorme, capaz de desferir tanto dano quanto é capaz de suportar. As especializações do Warrior são: Champion (tanque especializado), Reaver (utilizam Blood Magic, trocando a sua saúde por grande poder) e Templar (especialistas contra magos e demónios).

Se gostam de um estilo de jogo furtivo, têm de escolher o Rogue. Como Rogue podem optar por combate corpo-a-corpo, com duas adagas, ou à distância, com arcos. Todos os Rogues podem tornar-se invisíveis e utilizar bombas ou venenos. As especializações do Rogue são: Artificer (especialista em armadilhas), Assassin (causam grande dano num 1 para 1) e Tempest (peritos em alquimia).

Por último, os Mage. Como Mage podem adotar uma postura protetiva ou dominar os três elementos - eletricidade, fogo e gelo. O primeiro é particularmente vital para qualquer grupo, sobretudo nas dificuldades superiores. As especializações do Mage são: Knight Enchanter (ganham capacidades para lutar a curta distância), Necromancer (aproveitam os cadáveres dos inimigos para ganharem vantagem) e Rift Mage (conseguem distorcer a realidade a seu favor).

Conclusão:

O universo de Dragon Age é massivo, e o que aqui relatamos é apenas uma pequena parte da vasta história que rodeia o mundo de Thedas. Acreditamos, contudo, que depois de lerem este artigo estarão mais capazes de acompanhar as primeiras horas atribuladas de Dragon Age: Inquisition. Aconselhamos ainda que visitem o Keep, site oficial da Bioware que permite acompanhar a história dos dois jogos anteriores enquanto tomam decisões importantes, ou melhor ainda, adaptar os Saves desses jogos para moldarem o mundo de Dragon Age: Inquisition.

Vídeo com as especializações das classes:

Editor-in-Chief Portugal Ricardo C. Esteves was editor-in-chief of Gamereactor Portugal, writing for the site from 2013. He covered video games across news, previews and reviews, and also wrote on film and television.
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