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Análises The Sims 4

The Sims 4

Vizinhos irritantes, problemas familiares e noites mal dormidas - conheçam o veredito do Gamereactor a The Sims 4.
GR Staff Testado em PC 10 Setembro 2014

Com cada capítulo novo de The Sims, a produtora Maxis tem tentado aproximar-se mais de um simulador bem-disposta e adorável da vida humana na sociedade atual. Por esse mesmo motivo, ao longo dos últimos meses foi criada uma grande expetativa em torno de The Sims 4, e agora que o jogo está finalmente disponível, podemos finalmente falar do seu real valor.

Como sempre, a simulação da vida humana e da sociedade moderna que The Sims tenta recriar é mais ligeira e bem disposta que a realidade. Isto significa que não terão de se preocupar com eventos normais na vida de cada pessoa, como o esquecimento de passwords para a conta de e-mail, o crescimento de fungos nos pés, ou jantares com conhecidos superficiais. Aliás, esqueçam isso. A última parte também está presente em The Sims 4. O nosso "sim" chama-se Simão Sedução (não é fantástico?) e é um tremendo mulherengo, o que acabou por resultar numa vida tripla bastante confusa. Com várias namoradas, duas crianças e longas noites no bar, ele normalmente acaba por dormir em soalhos de madeira com mau cheiro e tenta esconder as suas vidas alternativas de cada uma das suas famílias.

Com um registo criminoso que tenta deixar para trás, Simão tem o sonho de um dia subir ao palco e cantar para uma grande multidão. Ultimamente o seu pensamento também recai muito sobre a Nina Caliente, que vê a passar na rua. Se tudo correr bem, não deve demorar mais que um minuto (com a opção de avanço rápido) para a convencer a sair, e eventualmente começarmos mais uma família. De certa forma, o Simão é uma versão (muito) alternativa de nós próprios, um tipo de pessoa que nunca fomos e que nunca seremos. E é isso que The Sims 4 permite. Podem ser a pessoa que são normalmente, ou o completo oposto.

Um dos pontos que mais gostamos do novo Sims é a interface, mais eficaz e visualmente apelativa. Construir casas e decorá-las é algo agora muito mais fácil. Tudo é muito simples e o jogo tem uma curva de aprendizagem eficaz. Podem mover paredes, quartos e objetos de forma intuitiva. Procurar por mobília nova é consideravelmente mais prático do que ir até ao IKEA, numa espécie de catálogo virtual. Outra novidade é que agora podem definir o tamanho dos objetos, incluindo para dimensões estupidamente reduzidas, o que nos causou algumas gargalhadas.

Pela primeira vez na série os sims podem participar em múltiplas tarefas ao mesmo tempo. Por exemplo, podem conversar enquanto estão a usar aparelhos no ginásio ou beber sumo enquanto estão na casa de banho a tratar de outros assuntos... um pouco nojento, mas é eficaz em termos de tempo. As interações entre as personagens também são mais vívidas que nunca, e as animações faciais e reações às conversas são fantásticas. Tudo isto podem parecer mudanças pouco significativas, mas melhoram genuinamente a experiência de jogo.

Uma das novidades mais debatidas foi o novo sistema de humor. Trata-se de uma interface que permite que os jogadores vejam os sentimentos dos Sims a qualquer momento, e isso determina o tipo de interações que terão ao vosso dispor em cada situação. Os sentimentos do sim são definidos pela forma como governam a sua vida. Um dos momentos mais marcantes da nossa personagem foi a morte da sua mãe, o que afetou consideravelmente o seu comportamento.

Tudo o que referimos até agora são as melhores novidades e elementos, introduções que realmente melhoram a experiência de The Sims 4, mas infelizmente, também temos algumas coisas menos favoráveis para referir. Em muitos aspetos, The Sims 4 parece um regresso ao primeiro e segundo jogos da série - e não num bom sentido. O nosso maior problema é que o mundo relativamente aberto de The Sims 3 perdeu-se, sendo substituído por cenários mais restritos e ecrãs de carregamento frequentes. Querem ir até ao ginásio com um amigo de carro? Não podem, serão teletransportados automaticamente (depois de um ecrã de carregamento). Também não podem acompanhar o vosso sim para o trabalho, e em vez disso têm de esperar em casa como se fossem uma dona de casa clássica de outrora.

Eventualmente vão também perceber que existem várias paredes invisíveis no jogo, e que a cidade que veem ao fundo nunca é atingível. Os dois (pequenos) bairros em que podem viver ou visitar sabem francamente a pouco e a certo ponto começamos a sentirmo-nos como se a personagem de Jim Carrey em A Vida em Directo (The Truman Show). Mas há mais. O mapa 3D do terceiro jogo foi substituído por uma mapa 2D e agora já não podem mudar o terreno do jardim. São várias as mudanças para pior. Os adolescentes agora parecem pequenos adultos, já não existem doenças ou mortes aleatórias e muitas das profissões de The Sims 3 desapareceram. Ah e já não podem comprar piscinas ou serem convidados para as festas de outros Sims.

Agora também existem consideravelmente menos opções de personalização do sim e graficamente, o jogo não impressiona. Sim, as animações estão melhores, mas não é um melhoramento significativo para The Sims 3. Dito isto, os padrões de movimento dos sims estão melhores, mas ainda existem vários comportamentos bizarros.

The Sims 4 é um jogo que precisava de ser polido em várias áreas e a ausência de conteúdo, sobretudo comparando com The Sims 3, é uma tremenda desilusão. É possível que The Sims 4 se torne eventualmente no melhor The Sims de todos os tempos, sobretudo depois de serem instaladas as muitas expansões que estão certamente planeadas pela Electronic Arts, mas pedia-se mais do produto base.

À exceção da nova interface, do sistema de humor, e de personagens mais vívidas, The Sims 4 não parece um avanço real comparado ao anterior. Em certos aspetos, é exatamente o oposto. Os jogadores novatos podem não sentir isso e para eles, será provavelmente um bom ponto de entrada, mas se vêm de The Sims 3 e respetivas expansões, vão certamente ficar desapontados com o que vão encontrar.

6
Médio em 10 · Gamereactor Portugal
Prós Interface melhorada. Sistema de humor eficaz. Boa optimização.
Contras Grafismo arcaico. Vários 'bugs'. É limitado quando comparado com The Sims 3.
Nota da rede Média de 6 edições da Gamereactor
6,2 amplitude 6–7
Gamereactor 6
Gamereactor Norge 6
Gamereactor France 6
Gamereactor Italia 6
Gamereactor Portugal 6
Gamereactor Polska 7
Editorial Team Articles published under the Gamereactor byline are the work of the site's editorial team, covering news, releases and the wider industry across Gamereactor's European editions.
Perfil completo Autor da Gamereactor desde 1998 · 716 artigos publicados
6
Médio Nota da rede em 6 edições
Dados do jogo
Produtora Maxis, The Sims Studio
Editora EA
Data de lançamento 1 Setembro 2014
Testado em PC
Género Simulation
Plataformas
PC Mac PS4 Xbox One
Porquê confiar na Gamereactor
23 Edições Cada uma com a sua redação e as suas notas.
1998 A publicar desde De propriedade independente desde o início.
100% Jogado por nós Escrito a partir do tempo passado com o jogo, nunca de material de imprensa.
1–10 Nota da rede A nota de cada edição, com média feita e à vista.