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Gamereactor Análises Immortals: Fenyx Rising
Análises Immortals: Fenyx Rising

Immortals: Fenyx Rising - The Lost Gods

A terceira e última expansão de Immortals trouxe consigo uma nova heroína, uma ilha, e uma perspetiva completamente diferente de jogo.
Ben Lyons 4 Maio 2021

Depois de alguns meses emocionantes e cheios de aventura, a última expansão de Immortals: Fenyx Rising chegou finalmente até nós. Ao contrário das expansões anteriores, e do jogo base, The Lost Gods não usa a perspectiva de terceira pessoa montada atrás da personagem, mas antes uma perspetiva de cima para baixo. A expansão introduz ainda uma nova personagem, Ash, uma mortal que foi escolhida para realizar a vontade dos deuses, incluindo Fenyx, a protagonista do jogo base.

Como a segunda expansão, Myths of the Eastern Realm, foi uma aventura independente através da mitologia chinesa, The Lost Gods serve antes como a continuação para o jogo base e para a primeira expansão, A New God. Neste caso, o jogador - e Ash - chegam ao panteão grego depois de Zeus e os outros Deuses se terem separado devido a um desacordo. Descontentes com a liderança de Zeus, esses Deuses decidiram criar a sua própria ilha para governarem sem interferência.

O problema é que, ao criarem Pirita, os Deuses desequilibraram o equilíbrio natural da natureza e causaram desastres terríveis. Cabe adora a Fenyx e a Atena a responsabilidade de resolverem este caos, mas como Fenyx não pode deixar o Olimpo, a antiga protagonista teve de recorrer a uma nova heroína, Ash, para cumprir a sua tarefa.

Como já referimos, uma das principais novidades de The Lost Gods é o facto de ser jogado numa perspetiva de cima para baixo, quase isométrica, a lembrar os RPG de ação ao estilo de Diablo. Muita da jogabilidade permanece idêntica ao do jogo base, apesar da nova perspetiva, mas existe novidades, incluindo um novo sistema de progresso e vários recursos novos para descobrir entre o loot.

Desta vez não precisa de Moedas de Caronte ou Raios de Zeus para desbloquear diretamente atualizações para a personagem, por isso agora está ligado a vários recursos naturais. Depois de desbloquear novas habilidades, contudo, terá de usar Essências para os melhorar. Em resumo, deve primeiro reunir os materiais necessários para desbloquear um upgrade, que pode ser algo tão simples como flores e frutas, ou algo mais complexo como diamantes em bruto e peças de monstro. Depois deve apresentar esses recursos ao Altar como uma oferenda para agradar a Fenyx e aos Deuses.

Para melhorar essas habilidades vai precisar de Essências, deixadas de forma aleatória pelos monstros derrubados. Isto permite desbloquear versões ou atributos avançados para as habilidades, como conseguir utilizar um ataque no ar, por exemplo. Infelizmente parece-nos que é um sistema desnecessariamente confuso, sobretudo porque existe um outro tipo de recurso, as Oferendas, que permitem melhorar os atributos base de Ash, e realizar ações como recuperar saúde ou gravar o jogo. E claro, continua a necessitar de cristais para melhorar as capacidades das suas armas e armaduras. Parece-nos excessivo, sobretudo quando é óbvio que Immortals: Fenyx Rising pretende assumir-se como um RPG leve em termos de sistemas e acessibilidade.

Embora algo confuso, este sistema de melhoramentos não chegou a afetar demasiado a nossa apreciação pela expansão. Ash é uma boa personagem, e gostámos de explorar a ilha de Pirita, que é um mapa completamente novo. Não é tão grande como as outras áreas do jogo, mas mesmo assim vai encontrar uma grande dose de conteúdo para explorar e completar.

Parte do interesse deste mapa é o facto de incluir vários objetivos ligados aos deuses "perdidos". Estes objetivos secundários variam entre tarefas mais elaboradas como completar Cofres de Tartaros ou destruir tabuletas estranhas que se escondem dentro de Hades, e mini-jogos engraçados como jogar à apanhada com Poseidon. Depois existem itens para descobrir, baús em localizações secretas, vilas para salvar de monstros, e é fácil imaginar que irá passar várias horas em Pirita.

Seja de forma independente por € 14,99, ou como parte do Season Pass de € 39,99, The Lost Gods é uma adição bastante válida ao bolo de Immortals: Fenyx Rising. Não é perfeito, já que o ritmo é algo lento e o sistema de progresso é estranhamente complexo, mas apresenta uma história divertida, conteúdo novo, e uma perspetiva de jogo diferente. Se ainda quer mais aventuras na mitologia grega, The Lost Gods é uma aposta segura.

7
Bom em 10 · Gamereactor Portugal
Prós O humor e a exploração interessante da mitologia continuam bem intactos. Muito conteúdo para ocupar os jogadores.
Contras Sistema de progresso da personagem é desnecessariamente complexo. Ritmo mais lento do que gostaríamos.
Nota da rede Média de 9 edições da Gamereactor
7,6 amplitude 7–8
Gamereactor 7
Gamereactor Norge 8
Gamereactor Deutschland 8
Gamereactor España 8
Gamereactor France 8
Gamereactor Italia 7
Gamereactor Portugal 7
Gamereactor Polska 7
Gamereactor Asia 8
Senior Editor Ben was a Senior Editor at Gamereactor UK. When he wasn’t writing, editing or filming for Gamereactor, he could usually be found playing an FPS or getting lost in a sprawling RPG.
Perfil completo Autor da Gamereactor desde October 2020 · 16.482 artigos publicados
7
Bom Nota da rede em 9 edições
Dados do jogo
Produtora Ubisoft Quebec
Editora Ubisoft
Data de lançamento 2 Dezembro 2020
Género Action, RPG
Plataformas
PC PS4 Xbox One Nintendo Switch PS5 Xbox Series X
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